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Mascarada institucional

por henrique pereira dos santos, em 02.10.21

É raro escrever sobre máscaras, vacinas, remédios, testes e coisas que tais.

A razão é simples: são assuntos técnicos demais para o que eu sei, de maneira que as minhas opiniões são irrelevantes (nos outros assuntos, provavelmente, também, mas o que conta, para eu decidir escrever alguma coisa, não é as coisas serem assim ou assado, mas eu achar que são assim ou assado e nos assuntos que listei eu não acho grande coisa).

Este post também não é sobre máscaras, mas sobre as instituições que decidem sobre as máscaras.

Deixemos de lado o argumento dos que estão contra a ciência e outros argumentos de autoridade semelhantes e olhemos para a situação actual.

Neste momento não é obrigatório usar máscaras numa discoteca, mas é num estádio de futebol ao ar livre, num cinema ou numa sala de aula. Da mesma forma, não é obrigatório usar máscara enquanto se faz exercício num ginásio, mas é enquanto se circula no ginásio.

Como é evidente, estas diferenças não se devem a qualquer ciência sobre a eficácia das máscaras, mas à mera ponderação de factores sociais e económicos das decisões tomadas, como aliás deveria ter sido claro para todos, desde o princípio.

Usar ou não máscara não é um sinal de amor ou desamor pela ciência, é o resultado de uma ponderação de factores que todos fazemos a propósito de tudo, todos os dias, incluindo a percepção que cada um de nós tem sobre o que dizem diferentes fontes de informação científica sobre o uso de máscaras no controlo de infecções respiratórias muito contagiosas.

A ciência não diz nada sobre assunto nenhum, a ciência é o que em cada momento resulta da interpretação do conjunto de fontes de informação que usam o método científico para tentar responder às perguntas e angústias dos diferentes investigadores.

Quem explicou a razão pela qual não é obrigatório o uso de máscaras numa discoteca foi António Costa, cuja classificação como cientista só poderia ser manifestamente irónica, e explicou-o racional e ponderadamente: seria uma decisão tão evidentemente inútil que mais valia não a tomar.

O custo político está na decisão de abrir as discotecas, e portanto não obrigar a usar máscara é politicamente irrelevante e sempre se dá um rebuçado ao pessoal que vai para a noite, que ainda são uns milhares de votos.

Já no cinema, digo eu, mandar usar máscaras é menos irracional: aquilo está tudo escuro que quem quiser, na verdade, não usa, sem que isso cause qualquer frisson social.

Nos jogos de futebol, ao ar livre, o pessoal grita muito, de maneira que é melhor mandar usar máscaras.

É evidente que ninguém vai ver um polícia a atravessar meia bancada para multar um tipo que no meio de uma claque está sem máscara, portanto é daquelas decisões que ficam bem no jornal mas toda a gente sabe que são treta, politicamente não aquece nem arrefece e socialmente é irrelevante.

A decisão contrária, de não obrigar a usar máscara, embore fosse mais ou menos igual para quem está a ver o jogo no estádio (quem quer, usa, quem não quer, não usa) teria algum custo político no grupo das pessoas que acham que as medidas de contenção de uma epidemia servem para controlar a evolução da doença e não para minimizar os seus efeitos sociais negativos.

Nas escolas, depois da Direcção Geral de Saúde e mais uma equivalente qualquer do Ministério da Educação terem andado aos papéis, o focus grup deve ter pendido para o lado dos pais que ainda não perceberam que os filhos não são afectados pela doença, de maneira geral, e que os adultos que com eles contactam estão vacinados. Como estão convencidos de que as medidas a tomar devem ter como objectivo evitar contágios, e não a mera contenção dos efeitos negativos da doença, continuam a perseguir a quimera do risco zero para os seus filhos.

Vai daí, primeiro as máscaras não seriam obrigatórias nos recreios, depois afinal passaram a ser obrigatórias nos recreios até que alguém no governo se lembrou de explicar que não ser obrigatório usar máscaras em discotecas e ser ao ar livre nas escolas, talvez fosse demais para quando fosse preciso que as pessoas confiassem nas instituições e na razoabilidade das medidas a tomar em futuros surtos do que quer que seja, esta ou outra doença.

Ora era mesmo aqui que queria chegar depois desta conversa toda.

Não fazemos a menor ideia de quem são as pessoas concretas que tomam a decisão de obrigar a usar máscara na escola (ou vacinar crianças), não fazemos a menor ideia de como essas pessoas concretas tomam estas decisões, com que base, ponderando que factores, usando que processos de decisão, etc..

E isso, por mais voltas que se queiram dar, é um bom retrato da forma como as instituições funcionam no país e a raiz de toda a desconfiança institucional das pessoas comuns em relação às instituições.

Essa desconfiança institucional não deve ser confundida com a falta de respeito pela autoridade, no país existe mesmo muito respeito pela autoridade e o poder, mas esse respeito é filho do medo, da modéstia e da incerteza sobre as consequências pessoais que podem advir do confronto com a autoridade, não é filho da voluntária submissão à vontade da maioria expressa por processos institucionais abertos, racionais e respeitados.

Graça Freitas até pode ser muito popular, e ter uma enorme corte de pessoas que admiram o seu desempenho durante a epidemia, mas não é por ser quem é e ter demonstrado um genuíno esforço de decidir bem e decentemente num contexto de elevada incerteza, é apenas por ocupar o lugar que ocupa e ser a detentora do poder num momento em que as pessoas precisaram de poder contar com as saias da mãe para se sentirem protegidas.

A prazo, é uma tragédia para o país o nível de corrosão institucional instalado.



38 comentários

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De Anónimo a 02.10.2021 às 13:32

Manipulação pura e dura, não só nas medidas como também na informação que transmitem. O caso dos números da vacinação e dos não vacinados é um exemplo. Como é que pode haver 85% de vacinados e apenas 3%de não vacinados?
Se há 9,3 milhões de eleitores, 85% estão vacinados, 15% representam mais de um milhão, se juntarmos o escalão etário dos 12 aos dezoito, seguramente aumentará o valor para cerca de um milhão e meio.
Gostava de saber onde é que eles vão buscar os 3%. 
Santa ignorância. 
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De Carlos Sousa a 02.10.2021 às 15:07

Saiu anónimo mas sou eu.
Carlos Sousa 
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De Anónimo a 02.10.2021 às 17:17

Os cadernos eleitorais tem quase 1M a mais de pessoas. Mesmo assim, na região Norte já há mais vacinados e recuperados que habitantes com mais de 12 anos. As dezenas de pessoas não vacinadas que eu conheço devem ser fantasmas... Também na faixa etária dos mais de 80 anos há 104% de vacinados - números oficiais da Taskforce! Os 4% a mais devem ser trabalhadores clandestinos das estufas de S. Teotónio: tem todos mais de 80 anos.
Resumindo e abreviando, somos um país que nunca sequer se soube contar. É factual. 16 censos depois do primeiro oficial, em 1864, e com toda a tecnologia à mão, continuam "a ver navios". Depois querem que acreditemos no Estado.
  
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De G.E. a 03.10.2021 às 09:42

O número de eleitores não é um bom indicador da população porque:
1 - só consideram pessoas acima dos 18 anos, enquanto que a vacinação abrange pessoas com idade inferior
2 - incluem muitas pessoas que emigraram mas que continuam recenseadas em Portugal, criando a ideia de que mora cá mais gente >18 anos do que efectivamente mora


Os dados dos censos são um indicador mais preciso, parece-me.
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De Carlos Sousa a 04.10.2021 às 11:11

Os dados dos censos seriam um indicador mais preciso se estivessem separados por escalões etários. Como não estão tem de ser sempre o número de eleitores e juntar o escalão etário dos 12 aos 18 anos.
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De G.E. a 04.10.2021 às 12:11

Entendo o raciocínio mas os números de eleitores são um indicador demasiado impreciso, especialmente no norte do país.


Dou como exemplo o distrito de Bragança: segundo os censos 2021 a população residente é de 122833 habitantes. Isto é a população total, incluindo portanto bebés e crianças. Se admitirmos que os menores de 18 anos representam 15% (não deve andar muito longe destes valores) teremos um total de cerca de 104500 habitantes maiores de idade e portanto elegíveis para votar.


Nas recentes autárquicas estavam inscritos para votar no distrito de Bragança nada menos que 138.438 eleitores. São mais 32% do que a população residente maior.

Se considerarmos que 85% dos eleitores estão vacinados, isto significaria que estão vacinados 117 mil pessoas, ou seja 110% da população maior de idade do distrito.

Este problema verifica-se em todos os distritos do país, embora no sul tenha menos expressão percentual.


É por isto que digo que não devemos usar o número de eleitores como base para fazer este tipo de contas.
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De Carlos Sousa a 04.10.2021 às 17:39

Pode não ser fiável utilizar o número de eleitores para fazer as contas, mas o que não é correcto é fazer as contas como eles fazem.
Eles vão buscar os 85% ao total da população, e depois tiram 12% aos restantes 15%, dizem eles que são os putos que não têm 12 anos e por isso é que dizem que falta vacinar 3% da população. Ora isto é uma falácia. Se vão buscar 85% à população geral, os putos com menos de doze anos também estão aí englobados e têm de ser eliminados é dessa percentagem e não dos 15% que sobram. 
Dêem as voltas que derem com 85% de  vacinados tem de haver sempre 15% de não vacinados.
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De G.E. a 04.10.2021 às 18:27

Se eu bem percebo as contas oficiais, a história conta-se assim:

População total = 100%
População > 12 anos = 88%
População < 12 anos = 12%


População > 12 anos vacinada = 85%
População > 12 anos não vacinada = 3%

Total população > 12 anos = 85% + 3% = 88%


População < 12 anos não vacinada = 12%
População > 12 anos não vacinada = 3%

Total população não vacinada = 12% + 3% = 15%


É isto, não é?
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De Carlos Sousa a 05.10.2021 às 12:32

Não, está errado.
Você quando põe a população maior de doze anos igual a 88% está a utilizar o universo total da população. 
Quando você põe a população maior de doze anos vacinada igual a 85%, estes 85% são 85% de 88% e não dos 100% do início e é aí que reside o erro.
Ao misturar tudo você faz uma dupla operação o que o leva ao engano.
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De G.E. a 05.10.2021 às 18:43

Mas que eu saiba os 85% sempre foram sobre o total da população!


Onde é que viu que era 85% da população adulta?
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De Carlos Sousa a 05.10.2021 às 19:52

Se seguir esse raciocínio nunca pode haver 100% de vacinados. O que nos leva a uma premissa errada.
Não se deixe manipular, veja que os números são dados para cumprir objectivos pouco claros.
Nas reacções adversas às vacinas por exemplo, a comparação em vez de ser feita em relação à pessoa vacinada, é feita em relação ao número de doses administradas, o que diminui consideravelmente a percentagem de pessoas afectadas.
Toda esta situação esconde um propósito qualquer que infelizmente só o tempo nos poderá revelar.
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De G.E. a 05.10.2021 às 20:50

Mas é claro que não pode ter os 100%, aliás esse nunca foi o objectivo.


O objectivo foi vacinar toda a população maior de 12 (ou 15) anos o que corresponde mais ou menos a 85%.


Não sei nem entendo onde foi buscar a ideia de que era 85% da população adulta.
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De Carlos Sousa a 06.10.2021 às 09:16

Então se não pode ter os 100% porque é que fala em percentagem?
Veja nas eleições, como é feita a votação e em relação à abstenção. 
O resultado dos votos também não é tirado do universo total de eleitores, as percentagens são tiradas do número de votantes. Por isso é que você tem maiorias absolutas em abstenções de 60%.
Nas vacinas o raciocínio tem de ser o mesmo, e toda a argumentação contrária é pura manipulação. Daí que eu insista para não se deixar manipular.
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De G.E. a 06.10.2021 às 18:22

Fala-se em percentagem porque é assim que é feito nos outros países, parece-me.


A comparação com a abstenção não tem muito a ver, de facto o resultado é tirado do número de votantes (e não do número de eleitores) porque é assim que está na lei eleitoral. Aliás nem fazia sentido que fosse de outra forma! Repare que nas associações quando não há quorum para deliberar, a assembleia pode reunir em segunda convocatória com qualquer número de associados (até podem ser só 1%, o que dá 99% de abstenções). Mas tem de ser assim, porque se ficássemos reféns dos ausentes não se decidia nada e as associações paravam, as empresas paravam e no limite o país parava.
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De Carlos Sousa a 06.10.2021 às 19:26

Fala-se em percentagem, não porque é assim que é feito nos outros países, mas porque se trata de um rácio em que o denominador é 100. É uma simples operação matemática que tem de ser feita no universo correspondente.
Se você estiver a trabalhar no universo dos números naturais não pode fazer operações com números imaginários.
Se você quiser fazer uma percentagem entre pessoas vacinadas e pessoas não vacinadas só pode utilizar o universo das pessoas que podem apanhar a vacina. Todos os que não podem apanhar a vacina fazem parte doutro universo, é como se fossem laranjas ou peras, não tem nada a ver.
O facto da informação oficial misturar tudo não quer dizer que esteja correcto, apenas quer dizer que o estão a aldrabar.
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De G.E. a 06.10.2021 às 22:11

O que eu digo e mantenho é que o indicador que tem sido usado em todos os países é a percentagem de população que foi vacinada, sendo que "população" se refere ao total de indivíduos do país. Nem faria sentido ser de outra forma, porque a idade mínima a que é aplicada a vacina varia consoante os países.
Por cima disso, a DGS disponibiliza informação sobre a % de vacinados em cada faixa etária.
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De Carlos Sousa a 07.10.2021 às 11:09

Por aí já pode ver que utilizar a percentagem para comparar a vacinação entre países é uma falácia. 
Somos um país envelhecido, 85% deve corresponder a 100% das pessoas que podem ser vacinadas.
Outro país em que a população seja mais nova ou que tivesse optado por não vacinar os jovens dos 12 aos 18, a percentagem de pessoas que podem ser vacinadas rondará os 70%. Comparar estas percentagens é pura demagogia e só não vê quem não quiser ver.
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De Anónimo a 02.10.2021 às 15:37

os políticos sempre mudam de máscara quando convém


Virus, i test sulla pillola antivirale di Merck: dimezza i rischi di ospedalizzazione e morte (https://www.corriere.it/salute/malattie_infettive/21_ottobre_01/covid-merck-afferma-che-sua-pillola-antivirale-dimezza-rischio-ospedalizzazione-morte-22114168-22a4-11ec-ade9-06a6626d4b06.shtml)

La farmacéutica Merck dice que su pastilla experimental contra la covid reduce a la mitad las muertes (https://elpais.com/sociedad/2021-10-01/la-farmaceutica-merck-dice-que-su-pildora-experimental-contra-la-covid-reduce-a-la-mitad-las-muertes.html)

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De balio a 02.10.2021 às 15:43


Como diria o meu filho, "Faz parte."
Desde o início da epidemia, as nossas autoridades de Saúde andaram às aranhas, dizendo tudo e o seu contrário, as mais das vezes dizendo, fazendo e impondo disparates.
Quanto às máscaras, é uma burrice de todo o tamanho. Eu por exemplo, aquelas que uso, nas raras ocasiões em que sou obrigado a usá-las, andam todas amarrotadas e sujas no fundo do meu saco de compras, e certamente, dado o seu estado de desleixo, não impedem qualquer transmissão de vírus. Da mesma forma que eu, múltiplas pessoas destratam as máscaras que usam e/ou usam-nas mal.
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De Tiro ao Alvo a 02.10.2021 às 17:03

Ouvi dizer que os professores estão à espera que saiam as orientação legais, sobre a questão do uso das máscaras nas salas de aula. Eles não estão à espera de orientações propriamente ditas, eles estão à espera de ordens sobre a forma de lei, a ser emanada do Conselho de Ministros.

Que País é este que decide tratar sectorialmente a dispensa ou a obrigatoriedade de uso de máscaras por meio de Decretos-Leis?

A propósito, alguém entende a obrigatoriedade de uso de máscara nos estabelecimentos com mais de 400 m2. A mim parecia-me mais lógico que aquela exigência se aplicasse a lojas com menos de 400 m2. 

Que os funcionários das lojas sejam obrigados a usar máscara, vá que não vá, mas aos clientes, mesmo nos estabelecimentos que estão às moscas, porquê essa obrigatoriedade?

Até parece que anda tudo maluco...

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De Anónimo a 02.10.2021 às 21:32

Uma pergunta simples.
Se já está comprovado que os infectados pelo Covid não vacinados as percentagens de anticorpos é bastante alta e há quem defenda para o resto da vida e  que os vacinados  perdem em 6 meses a proteção quase total, daí a 3ª inoculação ( por enquanto).
Porque raio de razão os infectados  estando mais protegidos, a GRACINHA e o Governo tentam penalizar e até perseguir estes?
Estarão a ver o filme ao contrário?
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De G.E. a 03.10.2021 às 19:16

Pela simples razão de que desde que tudo isto começou a gestão da pandemia tem sido feita com base em critérios políticos e não em critérios científicos.
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De Anónimo a 03.10.2021 às 16:42


Um artigo interessante, que inclui as ligações às fontes:
https://off-guardian.org/2021/09/22/30-facts-you-need-to-know-your-covid-cribsheet/
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De Anónimo a 03.10.2021 às 17:34

Gostei de ler ,mas ...indique-me um outro país que tenha feito melhor, sim porque os bons exemplos são para aprendizagem e  no futuro decidir outras formas de atuar.
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De Carlos Sousa a 04.10.2021 às 14:37

Suécia. 
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De Miguel Dias a 04.10.2021 às 18:07


Suécia? Existem muitos países que fizeram um melhor trabalho que Portugal, Singapura ou Nova Zelândia vem a mente.



Mas a Suécia? Ela fez um trabalho deplorável, eles simplesmente tem uma muito menor densidade populacional que Portugal, muito menor turismo, é um pais vasto com cidades muito mais dispersas e se calhar uma cultura um pouco mais distante, eles próprios admitiram que se tivessem sido mais sérios e conservadores na forma como conduziram a sua estratégia de Covid que muita gente não teria morrido, foi quase uma razia total dos lares de idosos.


Sem contar que até mesmo agora continuam a não exigir e a não fazer testes de Covid, por isso não se sabe nem de perto qual foi sequer a dimensão dos mortos por Covid na Suécia...
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De henrique pereira dos santos a 05.10.2021 às 11:20

Se bem percebo, tendo em atenção que foi uma razia quase total nos lares de idoso, já não há lares de idosos na Suécia, é isso?
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De Miguel Dias a 05.10.2021 às 14:56

Hum? Não sei se estás a gozar com a morte alheia, de qualquer forma só tens de ir ver as noticias sobre Covid na Suécia ou ir ao Wikipedia sobre Covid na Suécia, não custa nada.
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De Carlos Sousa a 05.10.2021 às 18:37

Número de mortes covid na Suécia 14600.
Número de mortes covid em Portugal 18000.
Na Suécia não infantilizaram a população com regrinhas estúpidas e sem qualquer evidência científica. 
Aquilo que em Portugal eram obrigações, na Suécia nunca deixaram de ser recomendações. 
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De Miguel Dias a 03.10.2021 às 22:26


Para quem não queria dar comentários sobre assuntos técnicos até deste demais?



Lá por as crianças serem mais resistentes, não implica que não transmitam ou estejam mais em perigo do que as pessoas vacinadas, não? Estas não podem ser ainda vacinadas, não é nenhuma quimera proteger o filho e toda a sociedade ou queres que te diga quantas crianças morreram?



O uso de máscaras é eficaz no combate a infeção por vírus e bactérias, isso não está em questão, dai o seu uso constante em hospitais, senão quando ias a uma cirurgia os médicos não punham a máscara, estares e pôr isso em causa, que cada um tem de decidir de acordo com as suas preferências de informação é insincero, isso é comparar a procura de verdade e conhecimento do método cientifico com o Correio da Manhã ambas são fontes de informação e só uma delas admite que por vezes não está certa.



Essa conversa dos portugueses serem ovelhas, já ouvi antes, é uma bela falta de respeito senão pelo tema, pelo menos por generalizar, eu sou português e todas as minhas escolhas são feitas de forma ponderada no meu beneficio e no beneficio de todos os meus concidadãos, tu inclusive, e medo tenho, porque ter medo é humano e saudável, pessoas que não tem medos ou estão a mentir ou têm algum problema mental.



O resto estou de acordo, as decisões desde o inicio não foram sempre as mais acertadas e continuam mesmo agora a ser confusas e fundadas em desejos e aspirações políticas e menos na realidade e numa perspetiva pro-ativa, neste momento é boa ideia começar a abrir e simplificar as políticas de saúde publica (se não por necessidade económica, no mínimo para testar um pais com uma vacinação alta, sendo que o objectivo da vacinação seria acabar com a pandemia e voltar a alguma normalidade), uma política mais séria de saúde seria dizer que todas as restrições estão levantadas, deixando as mais básicas como continuar o uso em locais fechados, quando não se consegue distanciamento, etc
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De Carlos Sousa a 04.10.2021 às 14:53

"Queres que te diga quantas crianças morreram?"
Agradecia. E já agora quantos adultos é que morreram de covid?
É que no ano passado as pessoas morriam de covid, porque não havia vacinas. Este ano as pessoas morrem na mesma, já estão vacinadas, mas é porque têm outras comorbidades. 
É que esta coisa de olhar para os mortos e dar palpites sobre a causa da morte sem haver autópsias faz-me lembrar o tempo da inquisição em que as bruxas eram queimadas na fogueira só porque alguém dizia que praticavam bruxaria.
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De Miguel Dias a 04.10.2021 às 17:53


Humm continuas a dar comentários sobre assuntos técnicos, pelo menos como já se viu em Israel eventualmente vão existir mais vacinados nos hospitais que não vacinados, simplesmente pela ordem de grandeza, mas a proporção de não vacinados vai sempre ter problemas maiores e morrem com muita mais facilidade, ou não notas que estão menos pessoas a ir ao hospital e a morrer, não sei... parece-me algo positivo.



Agora que as pessoas morrem disto e daquilo e encolher os ombros, eu só desejo que isto do Covid eventualmente seja como uma constipação, mas por agora ainda não é... e as causas de morte tens razão não se sabe com exatidão, mas eu presumo que os números sejam mais por falta do que por excesso, veja-se a Bélgica que contabiliza toda a gente que morre de Covid (quer tenha um resultado positivo, só a impressão do medico, se teve Covid e morreu mais tarde) e logo os seus números de mortes são contabilizados de forma diferente que Portugal que só contabiliza uma morte de Covid se tiver um teste positivo, e agora um teste é num instante mas a 1 ano atrás muitas pessoas não eram testadas, só tens de ir ver quantas pessoas morreram em média nos últimos anos em Portugal e quantas pessoas morreram em 2020 foi o Covid e foi a falta de saúde generalizada, nem vale a pena meter a saúde mental e pobreza ao barulho.



Não sei o que é que um sistema de saúde claramente a trabalhar sobre pressão, mal preparado e gerido muitas vezes mal por políticos a ver com inquisições ou perseguições, as únicas pessoas que se sentem perseguidas são os anti-vaxers e pessoas que pensam que a constituição foi criada em pedra e nunca deve ser tocada...



Como disse em cima eu continuo a concordar com a maioria dos teus pontos, eu compreendo o cansaço, estamos todos um pouco mais para lá do que para cá, apenas não me sinto confortável com a ideia de relativizar mortes ou por em questão a ciência quando esta pela sua natureza já se questiona a si mesma.
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De henrique pereira dos santos a 04.10.2021 às 17:59

Se nem sequer percebeu que o comentário acima não meu, é de outra pessoa, é natural que não perceba nada do post e por isso se entretenha a escrever sobre assuntos que não têm nenhuma relação com o post.
Sobre o post tem alguma coisa a dizer?
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De Carlos Sousa a 04.10.2021 às 18:22

Como dizia o Mark Twain " É mais fácil enganar uma pessoa do que convencê-la que foi enganada"
Houve anos em que morreram 13 000 pessoas de doenças respiratórias. Vamos com quase dois anos de covid, morreram 18000 pessoas. Será pandemia?
As pessoas sentem-se perseguidas porque se recusam a ser cobaias duma vacina experimental e não porque são anti-vaxers ou lá o que isso queira dizer.
As pessoas sentem-se perseguidas porque são pressionadas a tomar uma vacina que é facultativa.
Quem está a pôr em questão a ciência são os vacinados que continuam a ter as mesmas restrições que os não vacinados e põem em causa a eficácia da vacina.
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De Miguel Dias a 05.10.2021 às 11:52


Mark Twain é um escritor a dar um piropo de senso comum, isto foi tudo mal conduzido é natural haver confusão e alguma desconfiança... houve anos... quando não tínhamos antibióticos ou vacinas morria muita mais gente num pais e mundo com muito menos pessoas, só ter morrido 18000 com a medicina moderna que temos atualmente é algo a louvar.


E existem diversas vacinas diferentes para o Covid, mas vamos pela mais moderna, mRNA foi descoberto em 1961, várias terapêuticas inclusive vacinas começaram a ser investigadas por volta de 1990 e a tecnologia para as vacinas propriamente ditas por volta de 2010 em especial para a gripe aviaria e mais tarde a gripe suína, quando o Covid bateu e depois de se ter o genoma, as vacinas em si foram desenvolvidas muito rapidamente, a da AstraZeneca (que não é de mensageiro mRNA, mas é só um exemplo) teve os seus primeiros protótipos numa semana e a que acabou por ser a opção final em menos de 1 mês, mas como sabes a vacinação da população só começou passado 1 ano e meio com já vários milhões de vacinas em stock.

As únicas cobaias foram as pessoas que tiveram a coragem para fazer parte dos múltiplos testes, em especial as que receberam placebos ou vacinas com muito baixa eficácia que acabaram por não ser aprovadas e noto que em qualquer avaliação de qualquer vacina esta só é aprovada para testes com humanos depois de passar por muitos outros passos até chegar a esse ponto.

Pois eu compreendo uma pessoa ter medo, mas medo não é algo racional e uma pandemia é algo que vai inevitavelmente atacar liberdades, porque não depende de ti como individuo, se uma pessoa não quer receber a vacina porque tem medo ou porque não gosta de agulhas compreendo mas se não quer porque acha que sabe mais de vacinas do que todos os peritos, especialistas de saúde, sistema de saúde, investigadores e que 4 biliões de pessoas que já foram vacinadas e os casos de efeitos secundários são as dezenas ou centenas, tens de decidir se tens confiança no teu sistema de saúde que este existe para te proteger e que o comprimido para as dores de cabeça não te vai matar.

Por exemplo tu és contaminado com radioatividade, és posto em quarentena num hospital, agora o medico vem ter contigo e diz-te que tens 2 opções ficar aqui a ser descontaminado e tratado ou podes sair e contaminar mais pessoas, não tens essa opção és privado dessa liberdade para o teu bem e o bem do publico em geral, Covid é a mesma situação ou essa opção ética e moral só deve ser feita num hospital e não na tua casa com a tua família!

E os não vacinados devem sentir-se pressionados porque é para o bem deles e ainda mais importante para o bem da sociedade serem vacinados, eu sou absolutamente a favor de cada um fazer o que bem apetecer, desde que não afete o seu concidadão.

E continuo a concordar, as regras continuam a ser feitas ao pontapé, os jornais continuam a lançar noticias sem terem completa informação e logo promovem desinformação, mas disso a um vacinado pôr em causa a ciência ou eficácia, eu acho que todos percebemos que a doença está em mudança e que estas vacinas previnem e protegem mas por agora não conferem 100% de proteção, como todas as vacinas desde o inicio dos tempos umas conferem 100% de proteção outras a proteção diminui com o tempo, outras conferem só alguma proteção e algumas até curam, depende da doença.

E logo tem que se ter alguns cuidados mesmo vacinado e eu acho isso positivo, tanto contra o Covid como outras doenças, eu vivi uns anos no Japão e lá é comum uma pessoa quando se sente mais adoentada ou se anda em transportes públicos com muita gente, põe uma máscara, claro que aqui entre nós o ideal era se está doente ficar em casa ou melhor ir ao medico, mas pelo menos existe algum cuidado com a saúde do próximo e da sociedade e isso é sempre uma coisa boa e algo que eu espero que seja mais comum em Portugal no futuro.
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De Carlos Sousa a 06.10.2021 às 10:59

Estás a confundir a estrada da Beira com a beira da estrada.
Não sou anti-vacinas nem tenho medo de tomar vacinas, o que sou é contra a hipocrisia a manipulação e as lições de moral.
Estas vacinas são experimentais, cada dia que passa descobrem novos efeitos adversos. Cada país aplica as vacinas de maneira diferente.
Se a pandemia fosse assim tão grave e as vacinas imprescindíveis para a parar, Africa já não existia.
Se as pessoas se preocupassem com os outros não tinha faltado o papel higiénico no início. 
A liberdade é um bem precioso e não pode ser vilipendiada por causa de uma palermia. 
Um país dito democrático e livre, não pode ter as mesmas regras de um país totalitário.
Há uma constituição, há leis, só têm é de ser cumpridas. Querem mudar as regras, mudem a constituição primeiro, não a atropelem.
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De Pinto a 08.10.2021 às 09:19

VaChinas nao foram Aprovadas ...foram Autorizadas por alguem que ta levando MUITO para fazer isso. "O Gado usa a CANGA porque nao sabe a força que tem" ... aceitam tudo ate chegar ao abate.
Acordem Gado ABESTADO.
A Fucinheeira mata a pessoa lentamente sem saber, com a falta de oxigenio no seu sangue https://www.tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-oxigenio/ (https://www.tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-oxigenio/) . 
Sem imagem de perfil

De Pinto a 08.10.2021 às 09:12

Esqueceu de comentar que ela mata a pessoa lentamente com as proprias bacterias do prorio pulmao .
https://www.tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-oxigenio/ (https://www.tuasaude.com/sintomas-da-falta-de-oxigenio/)

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