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"Maria Moisés"

por João-Afonso Machado, em 27.01.14

Voltemos aos lugares devidos no Panteão Nacional.

Camilo Castelo Branco, esquecido no - amável e generoso - jazigo da Família Dias Fortuna, como ninguém sobre interpretar a alma das gentes do Minho, a mais genuína provincia portuguesa. A sua obra parece sem fim, quase toda ela esvoaçando sobre esta terra onde nasceu Portugal.

Em Maria Moisés (in Novelas do Minho), o retrato atinge a plenitude. Estão lá todas as classes sociais do primeiro quarto do século XIX. Está lá a violência, a intransigência que todas vitima. Dos mais ignaros aos mais poderosos. E o mesmo se diga quanto à bondade ínsita em tanta gente de tão diverso nascimento.

É corrente os seus escritos terminarem no campo aberto da fatalidade. Foi assim a sua vida. Finais felizes, despojados de ironia - muito poucos, além de Maria Moisés...

O Minho é o que é. Melhor dizendo: foi o que foi. Esperançosamente: será o que foi. Quando voltar a ser a provincia que a regra e o esquadro administrativos dissiparam em distritos, mesclaram ao sabor sabe-se lá de que interesses.

Ficam, entretanto, as memórias.

E, neste aspecto, cumpre realçar o extraordinário trabalho do Grutaca - Grupo de Teatro Amador Camiliano. Ontem, no Solar de Pouve (Lagoa, V. N. de Famalicão), inexcedivelmente, dando eco à genialidade de Camilo em falares que superam a escrita do Mestre e fazem lembrar a terminologia que ainda conheci, a comunicabilidade dos minhotos, os apartes e e os códigos desta gente entre quem nasci e vivi e agora já não revejo entre os meus contemporâneos.

Espero claro fique, não se trata de falar mal português nem manter o obscurantismo. Apenas de salvaguardar uma alma que se esvai em construções em altura e numa mescla cultural a significar nada, além da perda de identidade de um povo.

No mais, prossigamos a globalização... Com Camilo no Panteão.

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8 comentários

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De Justiniano a 28.01.2014 às 13:56

Este texto é ignominioso. Uma pobre elegia com lampejos de mordomo em dia de festa!!
A mais genuína província Portuguesa!???!! Terra onde nasceu Portugal!??!
Nem o Camilo, nem o Minho têm culpa alguma.
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De João-Afonso Machado a 28.01.2014 às 19:26

Ainda bem que gostou.
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De slade a 28.01.2014 às 20:14

Ignomínia?! Onde?
Achei o texto bastante interessante!
Poderia o Justiniano justificar-se (?) - Partindo do princípio que o diz com substância!  
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De Justiniano a 29.01.2014 às 08:59

Caro Slade, não conheço substancia mais densa que o apontar o ultraje!!
O texto, que o meu caro entendeu interessante, não passa de uma pobre elegia, mal escrita, em que um tonto se descreve atarantado e, um tanto ou quanto, pusilanime das pernas para cima!! Melancólico, confessa-se saudoso de um Minho seu,  simplesmente minhoto, que concede a portugal ser do minho!! 
O meu Minho é de Portugal e a mais genuína província portuguesa é Portugal!!
Portugal que havia de nascer em Coimbra, precisamente contra a ideia de que havia de pertencer ao minho e para que o minho lhe pertencesse. 
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De João-Afonso Machado a 29.01.2014 às 09:06

Ideias à parte - e mesmo aceitando a sua completa ausência de ideias - fica aqui o recado que as suas tontices anónimas não voltam a passar.
Não é porque sejam ultrajantes, porque um anónimo não é capaz disso.
É só por uma questão de principio.
No mais, se quiser, pode continuar a dizer tolices sobre o «seu» Minho.
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De Justiniano a 29.01.2014 às 09:53

Ainda bem que gostou. 
Eu gosto, por princípio, de agradar!!
Agora vá!! Vá ao seu Senhor e devolva-lhe o recado!
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De João-Afonso Machado a 29.01.2014 às 09:59

Sai apenas para patentear quanto se pode ser provocador debaixo da capa do anonimato cobarde
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De João-Afonso Machado a 29.01.2014 às 20:17

O anónimo Justiniano quando quiser insultar deixa de ser anónimo e depois conversamos de outro modo. Aqui não publica mais nada.

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