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Fotografia do Público

Não deixo de me indignar com esta notícia:

Marcelo Rebelo de Sousa admite que lei foi retida à espera de acordo entre BPI e Isabel dos Santos. Mas então o Presidente da República tem uma lei para promulgar e não promulga para ajudar a empresária angolana? Adiaram-na por um mês, para que entretanto Isabel dos Santos vendesse uma posição de maior valor (porque assim que a blindagem cair os 20% da Isabel dos Santos valem mesmo 20%, não servem para muito)? Isto é legitimo? 

“Retivemos a lei à espera que houvesse acordo”, disse Marcelo, considerando que a opção encontrada foi a “possível”, não a desejável. 

“É com pena que eu verifico que depois de haver um esforço por parte do Governo e do Presidente da República” de adiar a decisão durante um mês para que ambas as partes pudessem chegar a um acordo “isso não foi possível”, lamentou Marcelo.

E isto tudo com a cumplicidade do Primeiro-Ministro?

Promulga agora? Como quem diz, não te portaste bem Isabelinha, lançamos a bomba atómica.

Mas isto é normal?

Se o Presidente da República tem uma lei para promulgar, promulga-a, ou não. Agora isto de arranjar aqui uma artimanha para forçar a negociações, parece-me surrealista. Espero que a Quadratura do Círculo, não deixe passar em branco.

E para acabar em beleza ainda diz: "esta legislação tem, ainda assim, uma vantagem, que é a de só entrar em vigor no dia 1 de Julho deste ano", salientou o chefe de Estado, acrescentando que "ainda dá um tempo" que pode ser aproveitado para "haver uma solução".

Mas porque carga de água há-de o CaixaBank aceitar um acordo com Isabel dos Santos se tem o caminho livre para dominar o BPI e deixar a empresária angolana agarrada a 20% de um banco que será quase 70% dos espanhóis, com os votos em pleno?

Mas isto é algum jogo de xadrez?

O que vai fazer agora Marcelo promulgar uma lei que revoga a anterior que acaba de promulgar, só para dar uma mãozinha a Isabel dos Santos? Vai pressionar Carlos Costa a dar idoneidade aos administradores angolanos do BIC Portugal para criar condições para um acordo?

E isto tudo em aliança com o primeiro-ministro com quem funciona em perfeita sintonia, ao nível de um Dupond e Dupont, ou de um Senhor Feliz, Senhor Contente (Diga à gente, diga à gente como vai este país!)?

 



9 comentários

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De RO a 19.04.2016 às 09:20

Catavento. O Passos Coelho é que o conhece bem.
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De rui a 19.04.2016 às 09:30

Como diz o BE : «a Banca é assunto 'sério demais' para ser deixada na mão de banqueiros».
(Bom, analisando a forma como alguns banqueiros angariaram a sua fortuna... percebe-se que é um percurso altamente duvidoso...)
.
A minha opinião é semelhante: UMA ACTIVIDADE ECONÓMICA DE ALTO RISCO para os contribuintes: a actividade bancária - ex: bpn , bes , novo banco, banif ,...
.
Sendo a actividade bancária uma actividade económica de alto risco para os contribuintes, o Regulador (Banco de Portugal) deverá ser obrigado a apresentar periodicamente relatórios minuciosos e detalhados aos contribuintes.
.
Uma opinião um tanto ou quanto semelhante à minha:
Banalidades - jornal Correio da Manhã (antes da privatização da transportadora aérea):
- o presidente da TAP disse: "caímos numa situação que é o acompanhar do dia a dia da operação e reportar qualquer coisinha que aconteça".
- comentário do Banalidades: "é pena que, por exemplo, não tenha acontecido o mesmo no BES ".
.
.
.
P.S
O CONTRIBUINTE TEM QUE SE DAR AO TRABALHO!!!
-» Leia-se: o contribuinte tem de ajudar no combate aos lobbys que se consideram os donos da democracia!
---»»» Democracia Semi-Directa «««---
-» Isto é, votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco... isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa/endividamento poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos... só que depois... a ‘coisa’ terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
-» EXPLICANDO MELHOR, em vez de ficar à espera que apareça um político/governo 'resolve tudo e mais alguma coisa'... o contribuinte deve, isso sim, é reivindicar que os políticos apresentem as suas mais variadas ideias de governação caso a caso, situação a situação, (e respectivas consequências)... de forma a que... possa existir o DIREITO AO VETO de quem paga!
[ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »]
.
{uma nota: tem sido golpada atrás de golpada: veja-se o caso da venda em contra-relógio do Banif (custo de milhares de milhões de euros aos contribuintes); mais o bpn , e o bes , etc }
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De Alvaro Fernandes a 19.04.2016 às 11:23

O Ricardo Araújo Pereira - excelente humorista e melhor actor (pois disfarça tão bem os sapos que engole por ser de esquerda) -  inventou um brilhante e simples jogo, apresentou-o no "Governo Sombra". É muito simples: É pegar em qualquer trapalhada do Marcelo ou do Costa e imaginar - "E se fosse o Cavaco?". Simples e divertido.
Esta geringonça ainda vai carpir pelo Cavaco Silva....este Marcelo aparece a toda a hora a comentar tudo e todos. Imagino Galambas & Companhia as azias e insónias que este Presidente lhes causa.
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De Carlão a 19.04.2016 às 14:04

Grande presidente Marcelo!!!!
A direita anda a deitar fumo e a espumar ódio é o melhor sinal que és e serás um grande PRESIDENTE DA REPUBLICA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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De Maria Teixeira Alves a 21.04.2016 às 10:27

Não há ódio nenhum
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De campus a 19.04.2016 às 15:46

Nós não somos o Brasil.
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De Anónimo a 20.04.2016 às 00:57

Qualquer português que queira formular uma opinião fundamentada sobre o Banif e outros casos da banca estará completamente baralhado com o que se está a passar... 
O que temos é um governo incompetente e mentiroso, e um Governador do Banco de Portugal que responde apenas ao BCE, e sobre o qual as autoridades portugueses já não têm nenhum ascendente. É indiferente estar lá o Carlos Costa ou outra pessoa qualquer. É irrelevante o Governador ser nomeado pelo Governo ou pelo Presidente da República, porque este responde a Bruxelas e não a Lisboa. O nosso sistema financeiro deixou definitivamente de ser nacional e passou a ser de quem tiver mais influência em Bruxelas, e isto aconteceu sem que o país pensasse nas consequência da união bancária. Depois chora-se contra a "espanholização" da banca. Até tremo de pensar no que aí viria com o "federalismo" total. Tenho a impressão que já me chega de tanta "Europa"...
O problema é que a lusofonia nunca pode ser uma alternativa à "Europa", só pode ser um complemento, pois como se vê com o Brasil e Angola, estes são países que deixam muito a desejar em vários aspectos...
Mas se a UE quiser separar-nos do resto do mundo, então temos um sério problema. Mesmo que alguns países com os quais temos uma relação que nos dá uma vantagem relativa no cenário europeu tenham regimes manhosos, as grande potências também fazem grandes negócios com países pouco recomendáveis. Não pode haver uma aprofundamento da construção europeia que nos retira liberdade, que nos tira escolhas e não dá nada em troca a não ser mais obrigações. Isto não é nada. Para isto mais vale acabar com a UE.
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De Anónimo a 20.04.2016 às 12:23

"Não comento, não comento, não comento...".
O dia em que o criador de factos políticos e hiper-comentador emudeceu.
Seja portanto bem-vindo El-Rei com cognome "O não-comentador"
 
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De Maria Teixeira Alves a 21.04.2016 às 10:28

Acho bem que não comente. 

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