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Marcelino da Mata, o inconveniente

por João-Afonso Machado, em 20.02.21

Se não estou em erro, a biografia do tenente-coronel Marcelino da Mata nunca foi escrita. Sabemos bocados avulsos da sua extraordinária vida de combatente na Guerra Colonial, do lado das forças do Exército português. Parece, actuou muitas vezes à margem das tropas convencionais, não brincava em serviço e matou tantos quantos (os desaparecidos filhos das famílias da Metrópole que sofriam a angústia do seu destino...) lhe apareciam pela frente, opondo-se às suas operações militares. Foi o mais condecorado dos nossos militares... Porque Marcelino da Mata, nascido na Guiné e negro, embora, português se considerava. Tinha esse direito! Marcelino combateu pela sua Nação.

Apenas o racismo de Esquerda o condena - por ser negro, - como não condena todos os militares, aderentes à III República, que igualmente se bateram em África. Desses se diz - foram uns bravos, uns sacrificados... Principiemos essa longa lista nos oficiais generais (Spínola, Costa Gomes, Rosa Coutinho...) e prossigamos até aos soldaditos sobre quem chovia o choro das suas mães, nas nossas aldeias. Mas Marcelino era negro - logo, havia de ter matado brancos.

Marcelino da Mata é tema actual, como se sabe. O Bloco de Esquerda está lá para tanto. Além de outros. Só agora, por isso, conheceremos a sua biografia, que será da autoria de um Rosas qualquer.

Não importa. Escreveu Bernard Shaw, «biógrafo que não ornamente a nossa biografia com farta quantidade de mentiras agradáveis - é um rancoroso e pérfido caluniador».

Ora, para a Esquerda, a agradável mentira seria uma África pintada a preto e branco, como no jogo das damas. E não era assim, o português de então nunca foi racista. A Esquerda, maldizendo o oficial Marcelino, só o enaltecerá.



6 comentários

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De SAP2ii a 20.02.2021 às 18:50

Na homenagem a G.Balandier (2018, Sorbonne) esse uso político foi mostrado.
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De Anónimo a 20.02.2021 às 19:42

Confrontar o Tenente Coronel Marcelino da Mata com um monte de esterco como  ascênsio simões   ( ou rosas, ou filipe soares ) -    e concluír  o que é ser, realmente, português...
jsp
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De Anónimo a 21.02.2021 às 14:59

Apresento-lhe outra lenda, Daniel Roxo, um guerreiro de que ninguém sabe, e que cometeu também feitos extraordinários como combatente em Moçambique, na Guerra do Ultramar. A sua acção em combate era heróica, na contra-guerrilha. Depois da Independência de Moçambique alistou-se no exército da África do Sul na luta contra o exército angolano e seus aliados, os cubanos. Travou uma batalha _ só com apoio da artilharia e sem quaisquer meios aéreos _  que foi considerada épica pelas tácticas inovadoras utilizadas. De tal modo que esta Batalha é estudada nas Academias britânicas, russas e em algumas americanas. No entanto é ignorada nas nossas Academias Militar


http://ultramar.terraweb.biz/FranciscoDanielRoxo_RMM.htm



(inclui, no fim, uma longa lista das publicações a ele dedicadas)
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De Anónimo a 21.02.2021 às 18:01

"Este é para mim o melhor artigo de jornal escrito sobre Marcelino da Mata porque tem o tom certo e a opinião adequada ao herói militar, português de gema que nunca se deixou enganar pelos cantos de sereia do esquerdismo balofo e perverso que o considera simplesmente um traidor ao seu povo. Como se o seu povo fosse o do comunismo do PAIGC de antanho. 

O depoimento dos vários militares, colegas de armas de Marcelino da Mata é demolidor para os balofos, como Vasco Lourenço. - no portadaloja blog


A ler o tal artigo de jornal, aqui:


https://portadaloja.blogspot.com/2021/02/o-melhor-artigo-sobre-marcelino-da-mata.html


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De Anónimo a 21.02.2021 às 20:00




Essas páginas de jornal que estão indicadas, são um documento valioso sobre uma História muito mal contada. A 3ª página é muito reveladora e suponho que incomoda essa  "esquerda"  revolucionária nada inocente nem limpa:Dói-lhes que as suas histórias sujas de guerra comecem  a ser lembradas.  A traição aos seus antigos camaradas de armas, quando os abandonaram e os entregaram à mercê do PAIGC: foram  fuzilados e torturados sem julgamento.
Muitos queriam continuar portugueses e foi-lhes negada a nacionalidade, numa decisão unilateral !!!  A outra parte simplesmente não teve Direito de decisão sobre  a própria escolha de identidade.  Pois é este o seu hipócrita conceito de Liberdade e de auto-determinação dos povos !!!

Dói-lhes também que se comece (finalmente!) a pôr em causa a sua versão insidiosa sobre o suposto segregacionismo  "racista" e "colonialista". Descobre-se que afinal nos territórios portugueses ultramarinos, nas chamadas "colónias",  todos eram portugueses independentemente da cor da pele e por isso todos combatiam pela sua Pátria. 


" do Batalhão de Comando da Guiné (...) cerca de 700 homens, dos quais 450 eram locais" ; "Eram pessoas que se sentiam portuguesas porque este sentimento de ser português não tem nada que ver com a cor da pele (...) estavam simplesmente a combater por Portugal e eram todos portugueses" ;


"Havia muito mais africanos a combater por nós do que pelo PAIGC" ; "e é preciso desmistificar que não estavam a combater pela liberdade, estavam a combater pelos interesses russos, ajudados pelos cubanos"


(testemunhos do Coronel Comando Raul Folques, Comandante do Batalhão de Comando da Guiné)


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De Anónimo a 22.02.2021 às 08:03

E assim, gente infame que não dignifica a nossa História, apagou os nomes dos Heróis de quem deviam sentir orgulho,  porque honraram a  Pátria e lutaram por ela: "Ó soldados da nossa antiga glória / Por vós o Tejo chora!"


"Ó capitães traidores dum grande ideal (...)
Sob a imensidade do céu,
Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,
Um Portugal em miniatura,
Um Portugal de escravos
Enterrado num caixão d'apodrecidos cravos!
Ó tristes capitães ufanos da derrota,
Ó herdeiros anões de Aljubarrota,
Para vossa vergonha e maldição
Vossos filhos mais tarde ocultarão
Os vossos apelidos d'ignomínia...
Ó bastardos duma raça de heróis"

(Joaquim de Paço d'Arcos - excerto do poema "25 de Abril de 74" )

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