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"Se há coisa que sabemos da Caixa Geral de Depósitos e de outras grandes empresas do sector empresarial do Estado, é que estas são geridas ao serviço de interesses que raramente são públicos".
Manuel Tiago, um ex deputado o Partido Comunista que habitualmente reforça a linha mais ortodoxa deste partido, está absolutamente certo na análise que faz da Caixa Geral de Depósitos e de outras grandes empresas do sector empresarial do Estado.
"A forma como o Serviço Nacional de Saúde, o Sistema Público de Ensino, as empresas públicas de transportes, as infraestruturas públicas, a banca pública são geridas é o reflexo dessa submissão do poder político ao poder económico".
Saltemos por cima da crítica fácil, e verdadeira, de que o actual Governo, cuja actuação está bem descrita por Manuel Tiago nos parágrafos anteriores, só existe com o apoio do Partido Comunista, ou seja, que o descrito também é da responsabilidade do Partido Comunista nos últimos anos, e centremo-nos no ponto relevante do que transcrevi deste artigo de hoje no Público: "a submissão do poder político ao poder económico" como explicação para tudo o resto.
Na verdade esta expressão é totalmente incompreensível como explicação para uma prática que, essencialmente, prejudica a economia, beneficia uns quantos políticos individualmente e, provavelmente, beneficia os partidos políticos (por exemplo, a isenção de IMI, de que o Partido Comunista é um grande beneficiário, implica que o resto da economia pague mais impostos, logo, onde está a submissão do poder político ao poder económico?).
Pretender que foi Joe Berardo que colocou Vara à frente da CGD para ter músculo para destruir valor no BCP é um absurdo. É verdade que Berardo beneficiou de empréstimos em condições inacreditáveis, mas também é verdade que, no fim de todo o processo, Berardo, para além de ter deixado um rasto de dívidas a ser pagas pelos contribuintes, se fartou de perder dinheiro ele próprio, ou seja, teria sido preferível para Berardo (aqui usado como uma metáfora do poder económico), uma concessão de crédito exigente que o tivesse protegido das suas próprias manias de grandeza.
Quem beneficiou então com tudo isto?
O poder político, isto é, a dominação da esmagadora maioria da banca por homens de mão do secretário geral de um partido é a demonstração de que foi o poder político que submeteu o poder económico, à custa de uma gigantesca perda de valor que vampirizou toda a economia.
De maneira que, caro Manuel Tiago, tendo razão em tudo até ao equívoco final, e defendendo o Manuel Tiago que nada disto se teria passado se em vez de ser o CDS, PSD e PS a tomarem conta da CGD e das outras grandes empresas do sector empresarial do Estado estivessem à frente dessas empresas os impolutos dirigentes do PC, venho pedir-lhe o seu apoio para uma ideia que nos beneficiaria a todos:
Para já, na medida do possível, privatizamos isto tudo para retirar ao CDS, PSD e PS a possibilidade de usarem todas estes sistemas públicos "ao serviço de interesses que raramente são públicos". Daqui a algum tempo, quando finalmente o Partido Comunista ganhar as eleições e assegurar que tudo ficará ao serviços dos interesses públicos (como a história tem demonstrado ser constante em todos os regimes dominados por partidos comunistas), então sim, nacionaliza tudo e submete o poder económico ao poder político.
Até lá diga aos seus amigos dos sindicatos que todos os dias defendem a escola estatal, o SNS estatal, a CGD estatal, os transportes estatais, as infraestruras estatais e etc., para se deixarem de estar sempre a defender os interesses do CDS, PSD e PS contra os interesses públicos.
Pode ser?
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