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O Público de hoje traz um ataque feroz de Manuel Loff a Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, por causa duma controvérisa havida no Teatro Municipal, o Rivoli dirigido por Tiago Guedes.

Ler Loff — graças a Deus é quinzenal — ou vê-lo na rtp2 é um esforço olímpico de paciência para com as ideias dum totalitário empedernido, que agita a liberdade e a democracia a torto e a direito como bandeiras úteis mas tem zero de tolerância para quem não se alinha com a sua bitola política. Esse esforço de paciência é que é verdadeiramente democrático, e eu jamais pediria que alguém cortasse a voz deste que garbosamente se assina como historiador, o que já por si parece bastante para causar grave suspeição, na medida em que dificilmente se encontra naquilo que ele escreve — livros incluídos — uma réstea de contraditório ou de debate de ideias ou justaposição dialéctica de factos. É reconfortante ver ou ler a verdade dura e crua do totalitarismo em todo o seu «esplendor». É até vacinante!

Talvez por consideração a quotas ideológicas e políticas, jornal e televisão acolhem Manuel Loff, mas o benefício — «importa dizê-lo com frontalidade», como dizia o outro, que  foi quase o mesmo — para quem o lê ou ouve é extremamente reduzido. Talvez Loff sonhe, ainda!, com uma ditadura soviética no Porto (a felicidade livre na terra sob sol radioso), porém o seu ácido desespero por ver tão distantes esses admiráveis desígnios, que a cidade tarda em acolher desde tempos imemoriais, levou-o agora a uma acusação a Rui Moreira que vai para lá de todos os disparates: «o problema de Moreira é esta megalomania monárquica que afecta tanta gente na gestão do que é público.» Seria bom que nomeasse essa «tanta gente», como seria razoável que fosse honesto o suficiente — mas seria já pedir-lhe demasiado — para reconhecer que no exercício das suas funções institucionais o presidente da CMP tem sido absolutamente discreto quanto à sua preferência na chefia do Estado (como aliás seria razoável que fizesse). Mas aí está: acusá-lo de monárquico tem logo um adicional de negativo, que fica por explicar.

Continue, Manuel Loff, continue. A Liberdade agradece-lhe, mas não como julga...

Vasco Rosa



1 comentário

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De Isabel a 14.02.2020 às 02:39

Porquê perder tanto tempo com uma pessoa que confunde demasiado os significados das palavras que aplica?

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