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Mamadou - Simões

por Vasco Mina, em 20.02.21

Li e reli o artigo de opinião do deputado do PS Ascenso Simões ontem publicado no ”Público”. Estamos, há muito, habituados a alguns excessos de linguagem deste deputado (incidente com um agente da PSP, “Os parentes de figuras públicas só podem ser pedintes“, acusação a Paulo Rangel de ser uma “cabeça doente”, etc). Desta vez foi bem mais destravado e, qual Mamadou Ba perante a escultura do Padre António Vieira, defendeu que “o Padrão, num país respeitável, devia ter sido destruído”. O Padrão dos Descobrimentos, claro está! Inacreditável o que vai no pensamento deste homem! Mas não ficou por aqui, aliás, começou assim o artigo : “O 25 de abril de 1974 não foi uma revolução, foi uma festa. Devia ter havido sangue, devia ter havido mortos, devíamos ter determinado bem as fronteiras para se fazer um novo país. Construímos Abril com a bonomia que nos produz há séculos, um ser e não ser que sempre concebeu o nosso profundo atraso, uma marca histórica que não nos abriu ao risco e ao radicalismo que provoca o progresso.” Nada desta verborreia foi escrita com aspas ou em itálico; ou seja, não foi em ironia nem em linguagem simbólica. Não, não foi um ligeiro excesso pois um texto destes é bem premeditado.

Mas quem mandaria matar o deputado Ascenso Simões que em Abril de 74 teria 11 anos de idade? Sendo deputado na AR e tendo até assumido (obviamente na governação Sócrates) cargos governamentais (em três Secretarias de Estado distintas) as suas afirmações deveriam ser de nível superior e não ao nível das de Mamadou Ba. É que este pode bem dizer o que entende pois é inimputável mas um deputado tem de responder perante os seus pares e perante o povo que o elegeu. Corre muita alergia política em relação ao Chega e ao radicalismo de extrema direita no discurso do André Ventura sendo, frequentemente, acusado de racista. A própria candidata presidencial Ana Gomes avançou com um pedido à Procuradoria-Geral da República para que haja uma reavaliação da legalidade do partido Chega. A ver vamos qual a postura que vai ter com o seu camarada e apoiante eleitoral Ascenso Simões. É que ao nível do discurso político radical, o líder do Chega, ao lado deste deputado socialista, não passa de um menino de coro!



19 comentários

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De Anónimo a 20.02.2021 às 20:06

Uma forma inferior de vida, este simões.
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De Anónimo a 20.02.2021 às 20:17

Caro Senhor


Não conheço, nem nunca falar particularmente do Sr. Simões referido no seu postal, mas julgo que ele sofrerá daquela característica dos adolescentes, em que cada um se afirma mais desenvolto que o colega do lado.
Afinal o que são estes governantes e políticos de hoje senão adolescentes que desde tenra idade, nas jotinhas ou junto dos amigos dos paizinhos, se mostram mais fieis ao dono do "pote" do que qualquer outro.
Não têm um percurso académico, familiar, comunitário, ou profissional que os distinga; apenas são um BOBI de confiança do chefe: senta! lindo BOBI.


Melhores cumprimentos


Vasco Silveira
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De Anónimo a 21.02.2021 às 13:09


Caro sr.:
Não admira que não o tenha notado. Ele não se destaca particularmente. Aliás, vê "por lá" alguém que se distinga? 
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De João Brandão a 20.02.2021 às 21:06

Pois, a ralé marxista, incapaz de qualquer realização útil, não quer ser confrontada como o que realizaram os antecedentes muito mais capazes.
Por isso, pede sangue e destrói o que não compreende.
 
Já as realizações a que acha utilidade e não pode prescindir, a essas muda-lhes o nome: Ponte Salazar > Ponte 25A
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De Anónimo a 20.02.2021 às 21:16

Muito bom.👏🏼👏🏼👏🏼
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De SAP2ii a 20.02.2021 às 21:32

M. Ba segue a causa de Frantz Fanon e de Ne Muanda Nsemi. Anda tudo distraído.
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De Elvimonte a 20.02.2021 às 22:50

O deputado em causa devia ter mais cuidado com aquilo que escreve. Convém lembrar que tivémos um regicídio e ocorre-me também o episódio, já na I República, da "noite do carro fantasma", tendo os que não chegaram ao Alfeite para aí serem assassinados acabado fuzilados na valeta.


Desde 1820, quantos regimes já tivémos em Portugal? Pois. Na verdade, os regimes não são eternos e os que pensam de outra forma sempre cometeram erros, alguns deles históricos, de avaliação. 


Afirmações inflamatórias como as do deputado em causa tendem a despertar nas pessoas mais sensíveis a elas pensamentos díspares que nada têm de pacífico.  
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De Anónimo a 20.02.2021 às 23:31

Veja onde chegámos!
E não se pedem esclarecimentos?


https://blasfemias.net/2021/02/19/e-de-facto-uma-questao-muito-importante
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De SAP2ii a 20.02.2021 às 23:40

47 anos disto? Chamam-lhe Regime Abrilista. Triste.
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De Anónimo a 20.02.2021 às 23:47

E não se pode desligá-lo?
Podia ir atado ao Padrão... 




P.S. (tudo em linguagem simbólica, claro!!!)
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De Anónimo a 20.02.2021 às 23:51

O homem é primo do FR da AR? É que também tem o facies simiesco.

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