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Não me lembro de alguma vez ter bebido uma Macieira. Não sou abstémio, mas brandy não faz parte dos meus gostos. Mas não deixo de reparar neste anúncio de uma série comemorativa dos 130 anos duma bebida portuguesa que é mundialmente conhecida, como já tive provas disso.
Um conservador é também aquele que elogia a longevidade de actividades industriais e comerciais que assinalam um espírito nacional, uma originalidade simples mas nossa, que soube perdurar atravessando épocas e mudanças de preferências ou gostos.
Se confiarmos nessa capacidade de perserverança e adaptabilidade, podemos esperar que algo nos diferencie duma comunidade continental a que historicamente pertencemos mas que não nos suga nem anula. Por isso elevo o meu cálice imaginário à empresa que produz a Macieira, aos seus dirigentes e aos seus trabalhadores de todo o escalão — na certeza de que o aqui e agora e o futuro se faz com todos eles, com o brio e o orgulho que uma marca pode representar como distinção nacional.
Parabéns, portanto!
(O «acordo ortográfico» era dispensável...)
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