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Liberdade de ensino?

por João Távora, em 21.07.20

Por que razão dois alunos naturais de Famalicão, ambos com média de 5 valores, foram obrigados a retroceder dois anos escolares? Por causa do pai, no uso do seu direito de objecção de consciência, não ter autorizado os seus filhos a frequentarem as aulas de  "Cidadania e Desenvolvimento" (o que quer que isso seja!).



16 comentários

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De Anónimo a 21.07.2020 às 16:33

João Távora, as pessoas ainda não se apercebem ou não estão a tomar consciência dos tempos perigosos que estamos a viver. Chegou o tempo de tocar a rebate. 
Os filhos não são do Estado. (Aconteceu na URSS e na Revolução cultural na China).
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De Anónimo a 21.07.2020 às 17:27

in Bakunin
'Três elementos ou três princípios fundamentais constituem, na história, as condições essenciais de todo desenvolvimento humano, coletivo ou individual: 1º) a animalidade humana; 2º) o pensamento; 3º) a revolta. À primeira corresponde propriamente a economia social e privada; à segunda, a ciência; à terceira, a liberdade.'
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De Anónimo a 21.07.2020 às 17:46

"A demissão, desatenção e falta de exigência das famílias no acompanhamento da formação das crianças permite a ocupação desse espaço por oportunistas com objetivos (e consequências) que não correspondem à vontade maioritária da sociedade. A escola pública tem de refletir a vontade da sociedade e não pode ser condicionada por correntes minoritárias".

"Antes da questão concreta da ideologia de género, o que está em causa é que existe uma clara violação da Constituição da República Portuguesa, que proíbe o Estado de programar a educação e a cultura segundo quaisquer orientações filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas. Igualmente grave é o facto de o Estado (e a Escola) imiscuir-se ou até impor-se na dimensão pessoal e familiar da formação dos indivíduos".



O resto pode ser lido aqui:
https://sol.sapo.pt/artigo/650863/ideologia-de-genero-e-doutrinacao-nas-escolas







.

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De Anónimo a 21.07.2020 às 17:53

Pergunto-me muitas vezes se as pessoas estão a entrar na fase de abdicar da sua Liberdade e de a exercer plenamente, lutando por ela até às últimas consequências, com todas as armas, como o faz este Pai e Encarregado de Educação?
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De Anónimo a 21.07.2020 às 18:09

Agora é a 1ª  fase:  doutrinação dos nossos filhos. Seguidamente, ensiná-los a espiar e denunciar os próprios pais?
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De Anónimo a 21.07.2020 às 19:57

Imagine-se se fosse um menino de esquerda que tivesse entrado para o superior a martelo sem ter terminado os precedentes estudos.
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De Anónimo a 22.07.2020 às 08:20










Os meninos de esquerda não correm esse risco porque os papás dos
 meninos de esquerda  _ que são os actuais donos cá do sítio _ são quem defende, promove, planeia e implementa os "tais" estudos nas escolas.
E esses "precedentes estudos" são tão essenciais... mas tão essenciais, que nem quero imaginar a lacuna que será  não se ter martelado toda essa  ideologia, antes da entrada "para o superior".

(Nem sei como por lá se aguentaram gerações e gerações com esse tremendo handicap).
 A questão que deve ser colocada e discutida é se aquela disciplina não deveria ser facultativa, uma vez que entra numa área da competência da família, como acontece na disciplina de Religião. E o seu conteúdo não deve ser "fluido", vago, à mercê das crenças, ideologias e valores subjectivos do professor(a) do momento, como tem acontecido. Era o que mais faltava entregarmos os nossos filhos e submetê-los à influência e aos critérios pessoais de desconhecidos! Isto é tão válido para a esquerda como para a direita, para que não haja dúvidas. Mas para não ferir as diferentes sensibilidades, o conteúdo programático desta disciplina devia ser criterioso e rigorosamente bem definido. E os Pais, sendo parte activa e integrante na Educação dos filhos, devem ter uma palavra a dizer, pronunciarem-se na  Escola para que se possa estabelecer um ponto de equilíbrio, um consenso sobre as matérias. É isso que significa "a Escola aberta ao meio, à sociedade".

Agora, o que não pode haver é Ideologia/orientação de nenhuma espécie. Porque se o objectivo for esse, a doutrinação de sentido único,então a conversa será outra... Há uma Constituição que elucida, explica muito bem.
MS

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De Anónimo a 22.07.2020 às 09:36

Sabe que é permitido, no nosso sistema de ensino, que haja alunos que têm transitado de ano, mesmo tendo chumbado SEMPRE, ano após ano, até nas disciplinas nucleares de Português e de Matemática? Não lhe faz impressão que; mesmo assim, possam entrar nas Universidades sem estes precedentes estudos? Parece-me que isto sim,  é que é "entrar a martelo".
Ah! Já me esquecia: as faltas também não contam para "chumbo" até ao 9º ano!


Há muita coisa para mudar, como se vê. Eis a questão.
 
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De Anónimo a 21.07.2020 às 21:44

Mas com acontecimentos tão importante, prementes , de uma urgência comunicacional monopolizadora  como o vieira , a ferreira e o repugnante mendicante, querem que o rebanho se interesse por coisas secundárias, comezinhas até, como a liberdade de educarmos os  filhos de acordo com os nossos princípios e valores?
E , pior ainda, que apoiássemos quem teve a coragem e a dignidade de o fazer ?
Quanto às folhas-de-couve e esgotos televisivos   -   quinze milhões, "ring a bell"?...


JSP
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De voza0db a 21.07.2020 às 22:26


Fácil! Vão ao sítio https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/area-de-governo/educacao/secretarios-de-estado?i=adjuntoedaeducacao


e enviem um contacto ao salafrário! Atenção para escolherem este "secretário"!
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De Luís Lavoura a 22.07.2020 às 10:00


A decisão de chumbar os alunos parece excessiva, mas é evidente que o Estado tem neste caso razão. Um pai não pode exercer uma qualquer "objeção de consciência" em relação à educação dos filhos. As crianças têm o direito de ser educadas e, se os pais objetam, não se lhes pode dar o direito de interferir nesse direito dos filhos.
Ainda está bem vivo na minha memória que a minha avó paterna, uma pessoa extremamente inteligente, teve que sair da escola após a segunda classe por opção dos pais. Não desejo que tais tempos e repitam em Portugal.
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De Pedro Oliveira a 22.07.2020 às 13:46

Lavoura,
1. O caso da senhora sua avó (a não ser que o queira explicar melhor é irrelevante nesta discussão
2. Os pais podem e devem interferir na educação dos filhos.
3. Os pais servem para educar a escola/o Estado para instruir, isto deveria ser claro para todos.
4. Deixemos de lado a ideologia, em vez de cidadania vamos supor que estamos a falar de educação visual (como vimos na entrevista o Estado dispensava aqueles miúdos de frequentarem educação visual) o Estado não tem razão, o Estado tentou comprar uma guerra da qual vai sair derrotado e o secretário de estado demitido (vai pedir a demissão por motivos pessoais)
5. "As crianças têm o direito a ser educadas" até aqui estamos de acordo. A diferença é que o senhor acha que os filhos devem ser arrancados dos pais atenienses e educados em Esparta. Eu não acredito nisso, como disse antes, os pais devem educar, a escola deve instruir.
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De Anónimo a 22.07.2020 às 15:01

LL, ai podem, podem.  E certas profissões também têm essa prerrogativa, o direito de objecção de consciência, como é o caso dos médicos, por exemplo. Veja também o caso de algumas minorias étnicas: os pais exercem o poder parental _ e sem que ninguém os impeça_ retirando as filhas da escola para se casarem aos 13 anos (uma infracção face às leis vigentes, para além do abandono escolar).  Neste caso, invocam a tradição, e as especificidades culturais. Honestamente, alguma vez viu o ME tomar medidas de força, vergando estes pais?
Deve perguntar-se porque o está a fazer agora.  Os filhos não são pertença do Estado. Este tem o dever de assegurar a instrução, mas não pode imiscuir-se na esfera da educação que é da competência dos pais/ família/ e daqueles que eles, pais, entenderem.
Contudo, os pais que concordem com a disciplina de CD têm o direito de a escolher, e o mesmo deve acontecer àqueles que dela discordam_ o direito a excluí-la, se assim o entenderem, não delegando na escola certos temas que entendem dever ser abordados em casa, na esfera privada.
Acabava-se com esta polémica se as aulas fossem facultativas.
Há países, todos conhecemos, que ajustam os curriculos escolares de forma a não chocarem com as diferentes culturas, crenças e posturas dos diferentes alunos. Até no que diz respeito às ementas escolares são oferecidas várias opções. Ninguém é perseguido por ser e pensar diferente.
Assim, este país não vai lá...
MS



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De Luís Lavoura a 24.07.2020 às 10:42


Os pais servem para educar a escola/o Estado para instruir, isto deveria ser claro para todos.


Não é nada claro.


Uma criança (ou jovem) é educada por tudo e todos. Todas as interações sociais que a criança tem são educativas (ou deseducativas, na opinião de alguns). As interações na escola, com os pais, com os avós (os quais frequentemente educam ao contrário dos pais), com os amigos, etc.


O Estado serve para instruir mas também para educar, em particular para transmitir às crianças os valores da comunidade - valores esses que as pessoas de direita tanto gostam de invocar, com apreço, quando se trata de dizer que não gostam dos imigrantes nem dos muçulmanos. Valores como os direitos humanos, a laicidade do Estado, a igualdade de direitos de mulheres e homens, etc.


Há alguns pais que, felizmente, contribuem para educar as crianças nesses valores. Outros, porém, não educam, e outros ainda, deseducam. Por isso a intervenção educativa do Estado é essencial.


No dia em que a "objeção de consciência" fôr permitida nestes campos, lá teremos os pais, sei lá, muçulmanos ou hindus a declarar a sua objeção de consciência a que o Estado eduque os seus filhos nesses valores.
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De Susana V a 22.07.2020 às 10:20

Eu, enquanto mãe, sigo as matérias escolares dos meus filhos. Particularmente as disciplinas de cidadania e de história. Acaba por ser útil eles falarem dos assuntos todos desde que os pais saibam e possam desconstruir a narrativa em casa. Mas dito isto, acho que a disciplinas de cidadania nos moldes em que está estruturada moldes não deveria ser obrigatória. 

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