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Em 1985, Almor Viegas, com o apoio do BPA (Banco Português do Atlântico), criou um programa de detecção de potencial, bastante competitivo (por exemplo, de cerca de 400 candidatos, num ano, 20 poderiam ser seleccionados para a fase imersiva do programa, e a selecção durava vários meses com várias fases), chamado "JEEP - Jovens Empresários de Elevado Potencial" (era num tempo em que não havia internet e que morreu antes da internet, depois de 12 edições, por isso não é fácil encontrar uma referência fácil e abrangente, mas se se procurar com o google, encontram-se referências várias).
Candidatei-me em 1985, com 25 anos, não fui seleccionado, tendo mais tarde voltando a candidatar-me, na sexta edição do programa (seis anos e quatro filhos depois), tendo sido seleccionado, nessa altura, provavelmente, com pouco mais de trinta anos (tenho algures cá em casa uma plaquinha a atestar que um dia fui um Jovem Empresário de Elevado Potencial, sendo certo que fui jovem e tive empresas, sobre o resto haverá com certeza divergências).
Note-se que a minha formação (arquitecto paisagista) não tinha nenhuma relação com empresas, o ambiente familiar era muitíssimo adverso à opção pela criação de empresas desde que um desastre empresarial do meu pai o tinha deixado com dívidas para o resto da vida, tendo de gerir um orçamento familiar limitado do lado das entradas, embora generoso do lado das saídas inerentes à criação de dez filhos e não havia capital que desse margem para ir falhando cada vez melhor até que alguma coisa resultasse.
Nessa primeira edição, no entanto, foi seleccionado um amigo meu, igualmente com 25 anos, meu colega de turma no liceu, a quem, a par da sua militância no Partido Comunista, nunca conheci sem estar a criar ou falir empresas (muitas vezes as duas coisas em simultâneo), desde sempre, ou seja, pelo menos desde os seus 16 anos, que foi quando o conheci.
Para não falar de Bill Gates, que fundou a Microsoft com 19 anos (mas tinha começado os seus negócios ainda antes), posso então falar de um miúdo que conheci bem, quando ele teria uns vinte anos, mais tarde conhecido como António dos milhões (em 2013, escrevia o Expresso "O percurso profissional de António dos Santos Nunes é igual às empresas que faz nascer: de rápido crescimento. Aos 24 anos, já pisou(e trabalhou) em todos os continentes do mundo, fundou uma organização não governamental (ONG) em Moçambique e despediu-se de uma das consultoras mais conceituadas para criar empresas ligadas ao comércio eletrónico (e-commerce) e colocá-las a dar milhões.", mas é fácil encontrar outras referências ao que vai fazendo por aí.
Para o que aqui me traz, o que me interessa é que António Nunes, aos 22 anos, enquanto estudante, fundou, com outras pessoas, a Move, que hoje é o que é. Conheci bem os primórdios dessa organização porque quer filhas minhas, quer sobrinhos estiveram envolvidos no seu início, ao ponto do primeiro grupo de seis voluntários que foram para a ilha de Moçambique desenvolver o programa de microcrédito que criaram, uma era minha filha (22 anos), outro era meu sobrinho e outra passou depois a ser minha sobrinha por afinidade, ou seja, conhecia todos eles (em que se incluía o fundador, com 22 anos) por serem cá de casa ou amigos dos de cá de casa e tinham todos 22 anos.
Quando estava à procura de algumas informações e ligações para este post, dei de caras com esta organização, que não conheço, mas cujo programa bandeira é "A empresa" que selecciona ideias de negócio criadas por alunos do ensino secundário.
Vai longo, muito longo, o intróito para o que queria dizer.
É estúpido, muito estúpido, o argumento de que é impossível um estudante de vinte anos ser capaz de ter um papel activo e relevante na gestão de uma base de dados, na perspectiva do Regulamento Geral de Protecção de Dados, que tem sido exaustivamente usado para dar livre curso à calúnia de que a Spinumviva é uma empresa de fachada que servia, essencialmente, para dar cobertura ao recebimento de pagamentos indevidos por parte de Luís Montenegro.
E, além de estúpido, é um argumento que diz mais da pequenez de quem o usa que da incapacidade de quem se pretende atingir.
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Esses que por aqui andam a desconversar(ou a virar...
Não é obrigado a saber, pois parece-me ser você um...
a quem aprecie as ditaduras
A mim o que me provoca nervoso (e nem é miudinho) ...
A chamada Comunicação Social tem uma enorme, enorm...