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"O lápis azul da censura do Estado Novo passou automaticamente a lápis mental rosa, às vezes vermelho na democracia" escreve Helena Matos no Observador, a propósito da cultura vigente nas redacções na imprensa indígena. Incrédulo e inconformado, hoje voltei a comprar o Diário de Notícias. Desconsolado com a ausência do bem humorado Alberto Gonçalves, deparo-me com uma inenarrável reportagem da Fernanda Câncio sobre a peregrinação a Fátima numa perspectiva estilo Nacional Geografic mas laicista em que os peregrinos “não acreditam em padres”. Mais à frente, sobre a vitória dos conservadores no Reino Unido o jornal não faz qualquer esforço para disfarçar o profundo incómodo: sobre o assunto, é entrevistado um (outro) Manuel Arriaga, lente em Cambridge, para quem a vitória do partido Conservador resulta do sistema eleitoral britânico ser “particularmente patológico”. Ao lado o inevitável Viriato Soromenho Marques faz o seu comentário em que afirma terem esses resultados constituido uma derrota de Churchill, afinal um federalista europeu avant la letre.
Se o divórcio cada vez maior das pessoas com os partidos políticos é uma discussão pertinente, na mesma medida talvez mereça reflexão a crescente quebra de vendas dos jornais, cuja viabilidade económica (e independência), está cada vez mais comprometida.
Imagem 1: tratamento da notícia da vitória do Syriza e da surpreendente maioria absoluta dos Conservadores britânicos no mesmo jornal, do Insurgente.
Imagem 2: Fotografia Diário de Notícias da grande concentração de 5 de Outubro 2013 em homenagem aos revolucuionários da Rotunda de 1910.
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