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Já não há paciência para o argumento do PPM

por Maria Teixeira Alves, em 29.10.15

De cada vez que aparece um socialista a comentar a aliança à esquerda com o PCP e Bloco de Esquerda (partidos que defendem a renegociação da dívida, a saída do euro e da Nato) vem com o argumento que já houve um governo que teve como coligação o Partido Popular Monárquico e que nem por isso tentou restaurar a monarquia. Caramba, mas há alguma comparação possível? Em primeiro lugar a Aliança Democrática (famosa AD de Francisco Sá Carneiro) foi uma coligação de centro-direita, formada em Portugal em 1979 pelo Partido Social-Democrata (PPD/PSD), pelo Centro Democrático Social (CDS) e pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e reformadores.Teve como grande impulsionador o líder histórico do PSD, Francisco Sá Carneiro bem como os líderes do CDS, Diogo Freitas do Amaral e do PPM, Gonçalo Ribeiro Teles. Portanto o PPM (que tinha essencialmente no programa a defesa da nação, da terra, anti-federalismo europeu) entra para o Governo muito antes da entrada de Portugal na CEE (1985). Depois disso nunca mais teve expressão governativa, 

Depois o PPM fez parte de um Governo legislativo, coisa perfeitamente compatível com uma monarquia, ou com as ambições de uma monarquia. Não podia o PPM restaurar a monarquia só porque tinha isso no programa do Governo, porque a monarquia está vedada constitucionalmente. Portanto quem convida o PPM para o Governo, ou quem votou no PPM podia identificar-se com a causa monárquica, mas não votou nele na esperança que a monarquia fosse restaurada. Porque isso era impossível a um partido. A Constituição para ser alterada exige a conjugação da maioria dos deputados de várias forças partidárias. 

Não tem nada a ver com o PCP e o Bloco. Porque a renegociação da dívida aos credores europeus não precisa de alterações constitucionais. 

Chega de clichés que apesar de ben trovatos, no son vero!

Vamos lá a falar a sério. Onde é que está o acordo PS/PCP e BE? O que é que o PS prometeu a cada um desses partidos? É que o mais provável é que para formar a AD não tenham sido precisas tantas reuniões... 



2 comentários

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De João. a 30.10.2015 às 03:41

O PPM queria, e quer, no seu programa referendar a república e, sem abdicar dessa vontade, não o exigiu à AD naquela altura para entrar no acordo. Ou seja, no seu programa continou a defender o referendo à república e no acordo de governo abdicou de o exigir. Coisa esta - a de continuar a defender uma ideia sem exigir que outros, num acordo, a defendam também - que sendo absolutamente compreensível para quem tem o mínimo de calma ponderativa parece hoje, para a direita, um paradoxo capaz de engolir o universo inteiro.
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De Ali Kath a 30.10.2015 às 09:34

no Gol assisti a reunião dos reformadores.
o Dr. Adão, avô do prof dr politólogo, entrou devido ao convite do Dr Nuno Rodrigues dos Santos, sogro de obreiro da loja que frequentava.  outros também
vinham dos Pentagramas, reuniões dos anos 60 

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