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O meu filho mais velho chama-se Vicente. É o nome do Avô, o meu saudoso Pai, e de muitos outros seus ascendentes e tios ou primos. Um nome nosso... Quando fui ao Registo Civil, para os devidos efeitos, a funcionária que me atendeu logo proclamou ser nome não aceite. Imbuído de paciência imensa, dei-lhe conta do topónimo de onde então residia - na Rua de São Vicente; mais lhe falei do Santo padroeiro da Capital - S. Vicente; reforcei com o nome do Avô, patente no meu BI - Vicente; e (episódio idiota), contei a história do corvo quase centenário em Lisboa - o Vicente.
Ainda assim, a primo-rigorosa funcionária rapou de um livro imenso, ordenado alfabeticamente, no qual confirmou a existência dessa relíquia nominal - Vicente. Foi o modo, finalmente, de conseguir registar o meu filho com o nome que lhe cabia por herança e opção dos pais.
Enquanto tal, a empregada da época, portuguesa de gema (desconfio, o seu marido não) tinha um filho de idade aproximada e a mesma nacionalidade; chamava-se - chama-se, Deus queira - Wellington. Registado em Portugal.
Ficou-me. Ficou-me este momento de ignorância, estupidez e enfarte de telenovela.
Agora, Ventura pegou num papel e leu nomes de crianças da nossa nacionalidade mas diversos, não sei quais porque nem me interessei em saber. Oriundos de outros continentes, porém, estranhos ao calhamaço distribuido pelas Conservatórias... E o Parlamento ia caindo à esquerda, entre o Carmo e a Trindade.
Muito rapidamente: Ventura tem razão. Muitíssima razão. Tanta razão que os antigos nomes da nossa essência nacional são questionados e os de fora entram por Portugal dentro como foice na seara. Nem sequer há igualdade!!!
Onde está a nossa identidade? Aparentemente não está, já foi. Oxalá o Governo saiba, e o Parlamento também, dar remédio à descaracterização que a Esquerda Unida programou para o futuro nacional. Neste particular aspecto e nos restantes.
O contrário será sempre o retorno à comprovadamente dispensável diferença entre "cristãos velhos" e "cristãos novos" em versão actualizada.
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