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Ironia é o Hino do MFA de 1974 ser na verdade ianque!

por Maria Teixeira Alves, em 24.04.14

Não se podia esperar grande coisa de um movimento que escolhe para hino, uma música do seu maior inimigo...

O Hino do Movimento das Forças Armadas, no 25 de Abril de 1974, era na verdade uma música norte-americana: Life On the Ocean Wave, composto por Bobby Scott.

Ora, os Estados Unidos eram (e são historicamente) os maiores inimigos do Comunismo. Os EUA foram os maiores opositores à luta das ex-colónias pela independência (ver anexo), por oposição aos apoiantes que eram os países comunistas (as ruas de Maputo, desde que adoptou esse nome, até hoje se chamam Mao-Tse-Tung e Karl Marx). Mas o movimento do Otelo Saraiva Carvalho teve logo a pontaria de escolher uma música do inimigo para o representar. Só podia estar condenado ao fracasso.

 

 

Anexo: Depois de muitas críticas, construtivas, às minhas declarações sobre a posição dos Estados Unidos na Guerra do Ultramar. Venho corrigir as minhas declarações. Na verdade deveria ter explicitado que:
"As grandes potências emergentes da II Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética, alimentavam — quer ideologicamente, quer materialmente — a formação de grupos de resistência nacionalistas, durante a sua disputa por zonas de influência. É neste contexto que a Conferência de Bandung, em 1955, irá conceder voz própria às colónias, que enfrentavam os mesmos problemas e procuravam uma alternativa ao simples alinhamento no conflito bipolar que confrontava as duas grandes potências.
Isto é, os Estados Unidos estavam no lado oposto ao da União Soviética que apoiou as facções vencedoras das guerras e que acabaram por assumir os governos dos países na independência. 



18 comentários

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De Anónimo a 24.04.2014 às 09:15

Peço desculpa, mas esta frase "Os EUA foram os maiores opositores à luta das ex-colónias pela independência..." é inacreditávelmente ignorante. E estou a ser educado.
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De Anónimo a 24.04.2014 às 09:39

"Os EUA foram os maiores opositores à luta das ex-colónias pela independência..." 

LOL

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De Anónimo a 24.04.2014 às 10:01

Maria, os Estados Unidos apoiavam, ora abertamente, ora de forma secreta, os movimentos de libertação, Frelimo, FNLA, PAIGC, etc. seja com dinheiro, seja com apoio técnico, diplomático, etc, e os sucessivos governos americanos, desde o do Kennedy, fartaram-se de pedir e mesmo exigir ao Salazar a independência das colónias. Leia a correspondência do Franco Nogueira, para além de outras centenas de fontes. Estude História, que a vida não é só fazer contas.

E essa de o MFA ser inimigo dos americanos, é de cabo de esquadra. Ó menina, eram diárias as reuniões entre a comissão coordenadora do MFA e representantes diplomáticos americanos, incluindo a CIA. 

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De Costa a 24.04.2014 às 11:44

Minha senhora,


Uma coisa é manifestar uma opinião ou defender uma ideologia, mesmo que exaustivamente desacreditada; isso é nos tempos que correm - e presume-se que felizmente - legítimo. E note que não pretendo aqui sugerir que é isso o que a senhora faz. Mas outra é fazer afirmações de carácter historicista em que a sua peremptoriedade só tem paralelo na sua extraordinária incorrecção.


Há, creia, muito abundante bibliografia, facilmente acessível, de respeitáveis autores e documentalmente fundamentada, que demonstra a oposição norte-americana à política colonial portuguesa. Até o material militar empregue pelas forças armadas portuguesas em África, e as suas limitações, o espelha...


Quem sucede a quem em que banco ou "empresa do regime", por muitos entusiasmos que suscite, é, acredite, algo que possivelmente nem uma nota de rodapé merecerá dentro de uns anos, a não ser, talvez, num específico estudo sobre esse banco ou empresa (e, nos tempos que correm, para a generalidade dos portugueses, é uma irrelevância - se não uma ofensa - para as suas vidas tendencialmente esfrangalhadas). A posição dos Estados Unidos da América em relação à política africana do Estado Novo português e à consequente evolução da nossa história, essa, é coisa cuja relevância será ainda estudada, decerto, dentro muitos anos.


Suponho que quem escreve num blogue não o faz como se para um diário íntimo. Esperará ser lida(o). Convirá não cometer erros gritantes e que demonstram uma falta de alicerce que permitem questionar tudo o resto.


Costa
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De Maria Teixeira Alves a 24.04.2014 às 12:03

Pronto, pronto não me batam mais. 
De qualquer maneira, os Estados Unidos são os históricos opositores do comunismo. 
A verdade é que não há nenhuma avenida Kennedy em Moçambique ou Angola. Mas há Lenine, Karl Marx e Mao-Tsé-Tung. Pronto, para o que quero dizer, chega.
Agora aceito as críticas sobre a ausência das manobras diplomáticas secretas dos americanos... 
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De Maria Teixeira Alves a 24.04.2014 às 12:04

*ausência neste post, bem entendido.
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De Costa a 24.04.2014 às 12:42

Eu diria que "secretas", poderão ter sido as alegadas conversações, referidas nestes comentários, entre militares portugueses e a CIA, após o golpe de 25 de Abril. Creia que posição norte-americana quanto aos territórios portugueses em África, o cerne do seu "post", nada tinha de secreto. 


E se algo afinal os conteve, aos norte-americanos, terá admissivelmente sido a importância das Lajes, ao tempo e por exemplo (mas não apenas) em face da situação no Médio-Oriente, no tráfego militar transatlântico dos EUA.


Quanto à toponímia, onde está a surpresa, o que se poderia esperar? Os vencedores, as organizações alinhadas com o comunismo, como bem se aponta na citação da sua adenda, a aceitarem outros nomes que não os que esses ou afins?...


Costa
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De Carlos Faria a 24.04.2014 às 13:11

Penso que este excerto do meu artigo num diário local e publicado hoje no meu blogue responde por que não me choca a escolha da música: 
"Naqueles primeiros dias o 25 de Abril significava Liberdade, Democracia e o fim da guerra colonial, eram estes os seus ideais. Não havia então pessoas discriminadas como de esquerda ou de direita, eram todas democratas quando não comprometidas com o anterior regime e estas rotuladas de fascistas. Nos primeiros tempos não me lembro de ouvir falar de que os Capitães de Abril terem feito qualquer comunicado a limitar a sua revolução a um qualquer campo ideológico."
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De jo a 24.04.2014 às 14:27

Tente não ser redutora. A vida não é a preto e branco. O movimento dos capitães não foi um movimento comunista e muito menos antiamericano.
Do mesmo modo alguns opositores a Salazar foram pró-americanos.
Parece estar a usar a demagogia do antigo regime: "quem não é por mim é comunista".
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De Maria Teixeira Alves a 25.04.2014 às 11:29

Um movimento que se assume abertamente contra a burguesia e em que o povo é quem mais ordena, é comunista. O MFA sustentou as nacionalizações.
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De Anónimo a 25.04.2014 às 13:47

Maria Teixeira Alves, então o Spinola era comunista e a marcha militar, feita no século XIX em Inglaterra, é uma música anticomunista? Como é então possivel que ele tivesse autorizado a transmissão dessa marcha na rádio?
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De Kataklismo a 24.04.2014 às 14:44

Uma música do inimigo? Bobby Scott não era os EUA, apenas era americano.
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De Anónimo a 24.04.2014 às 17:11

Bobby Scott?? O músico e produtor de Jazz???? A sério???
E eu que sempre julguei que a marcha dos Royal Marines tivesse sido escrita pelo inglês Henry Russell em meados do séc. XIX...
Mas fico à espera das suas fontes, sra, jornalista!
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De Freitas Costa a 24.04.2014 às 22:10

Não estou a perceber nada deste post. Os Estados Unidos foram opositores à luta das ex-colónias portuguesas?! E o que tem a marcha militar a ver com comunismo ou não comunismo? É uma marcha militar, Maria! Usada por militares, logo pelos militares do movimento dos capitães, não é uma música politica. E, já agora também, o MFA não era inimigo dos Estados Unidos, nem o 25 de Abril foi um golpe comunista. Ou acha que amanhã se comemora um golpe comunista?
Maria, não era caso para fazer um anexo para "explicitar", era, isso sim, para corrigir, porque aquilo que escreveu anteriormente é um disparate. A Maria foi à wikipedia ler depois uma coisas, mas não resolveu nada, apenas se confundiu a si própria. Maria, Os Estados Unidos apoiaram activamente, seja com dinheiro, seja com armas, seja a nível diplomático, abertamente a maior parte das vezes (fora a acção de serviços secretos), os movimentos de libertação das ex-colónias, que foram os vencedores. Não leve a mal que lhe pergunte: A Maria estudou pelo menos história no liceu? Vai-me desculpar que a corrija, mas eu acho que não devemos ser condescendentes com a ignorância. Já basta de eduquês neste pais 

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