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Insistir na mesma tecla, vezes sem fim

por henrique pereira dos santos, em 16.12.25

"Package salarial de um médico no privado = Base + Comissão por consulta/operação + Comissão por exames prescritos. Existe um claro incentivo a operar e consultar e a prescrever, nem sempre coincidente com o interesse do doente - que deveria ser o norte da conduta profissional do médico".

Na falta de argumentos substanciais, repetem-se vezes sem conta raciocínios lógicos e falácias, jamais deixando que os factos influenciem as opiniões.

Em Portugal os cuidados de saúde são assegurados universalmente de forma tendencialmente gratuita, a toda a gente.

Ao mesmo tempo mais de 4 milhões de pessoas têm um seguro de saúde e mais de 50% têm dupla cobertura de saúde.

Para os estatistas, o facto de alguém que tem acesso aos melhores cuidados de saúde de borla estar disponível para, ao mesmo tempo, pagar para ter outros cuidados de saúde que não estão alinhados com os seus interesses, é irrelevante, porque os estatistas sabem muito bem o que é melhor para mim, ao contrário de mim que não faço ideia do que será melhor para mim.

É por isso que vamos continuar nesta situação em que estamos à espera do comboio na paragem do autocarro, situação que nada tem de estranho se decidirmos ignorar a realidade.


32 comentários

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De Anónimo a 16.12.2025 às 09:42


ao contrário de mim que não faço ideia do que será melhor para mim


É exatamente por isso que na saúde as regras normais da economia de mercado dificilmente se aplicam: porque o consumidor (isto é, o doente) não faz ideia daquilo que é melhor para ele.


Enquanto que na generalidade dos produtos e serviços que compramos nós sabemos o que queremos e o que é bom para nós, no caso da saúde isso não é, em geral, verdade. Sabemos que estamos ou podemos estar doentes, mas não sabemos que tratamentos e/ou exames se justificam.
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De henrique pereira dos santos a 16.12.2025 às 09:55

Está explicado por que razão tendo toda a gente acesso a cuidados melhores de borla, prefere pagar para ter cuidados piores.
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De Anónimo a 16.12.2025 às 10:07

Toda a gente ?
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De henrique pereira dos santos a 16.12.2025 às 10:18

Toda a gente tem acesso a cuidados de saúde melhores e de borla, a frase poderia ser mais bem escrita para evitar que esse toda a gente contaminasse a última parte do que escrevi.
Óptimo, está demonstrada a sus superioridade intelectual em matéria de língua portuguesa, e quanto à substância, tem alguma opinião relevante?
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De Anónimo a 16.12.2025 às 10:39

Substância;


Quatro milhões de pessoas com seguro de saúde.


Isto é o quê ?!


Quatro milhões de pessoas que foram contratar um seguro de saúde ?!


Ou


Quatro milhões de pessoas que compraram uma coisa qualquer e no preço estava incluído um seguro (não opcional) em que ter uma coisa implicava a outra ?
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De henrique pereira dos santos a 16.12.2025 às 11:19

Se não gosta dessa métrica, escolhe-se outra: 20 milhões por dia em despesas de saúde. Agora deixe-se de curvas retóricas e responda aos argumentos, por favor.
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De Anonimo a 16.12.2025 às 11:24

Hoje em dia seguro privado faz parte de muito (pelo menos na minha área) contrato de trabalho.
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De henrique pereira dos santos a 16.12.2025 às 11:33

E não se pergunta a si próprio por que razão isso acontece?
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De Anonimo a 16.12.2025 às 12:34

Pergunto-me várias vezes sobre vários assuntos. Mas nunca obtenho respostas concretas. Felizmente existe a blogosfera para as obter.
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De Tiro ao Alvo a 16.12.2025 às 12:46

Estes comentários são típicos do balio. Não lhe dê treta. 
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De Carneiro a 16.12.2025 às 21:07

Serve essencialmente para simular um aumento de remuneração ao funcionário e garantir para o empregador um arranjinho fiscal.
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De Anonimo a 18.12.2025 às 10:37


E alargado à família, normalmente esses seguros abrangem agregado familiar.
Também ajuda a explicar o número de 4 milhões
(são factos, não considerações)
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De Anónimo a 16.12.2025 às 10:04

Quem são os "estatistas" ?


Como se sabe ou prova, que os tais "estatistas" se importam que alguém com cuidados de saude assegurados, se disponibilize para pagar, etc...
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De henrique pereira dos santos a 16.12.2025 às 10:19

É o Rato Mickey, o Pato Donald e o Dumbo.
Agora que está esclarecida a sua candente questão, sobre a substância, tem alguma relevante a dizer?
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De cela.e.sela a 16.12.2025 às 10:42

ainda se sonha com a falecida URSS
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De Anónimo a 16.12.2025 às 14:26

Enron
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De Anonimo a 16.12.2025 às 10:40

São os que querem a gestão de combustíveis paga pelos contribuintes. E os que defendem liberalismo no código de trabalho para o sector privado, mas não aplicam essas regras ao público.
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De cela.e.sela a 16.12.2025 às 11:43

verdadeira anedota da esquerda residual contra o aumento de riqueza. 
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De Anonimo a 16.12.2025 às 12:38

Subscrevo 
Tantos defendem que devia ser mais fácil despedir, mas aplicar isso a FP 'tá quieto.
Também não se pode pedir muito, quando temos legisladores a cometerem prevaricações que no privado davam lugar a despedimento com justa causa, e no caso deles nada se passa...
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De Anonimo a 16.12.2025 às 10:39


Também eu sou contra raciocínios lógicos, especialmente quando influenciam opiniões factuais.
Mas sou estatista, excepto no que se refere a banca, habitação e gestão de combustíveis, e normalmente apenas entre as 9 da manhã e 7 da tarde.
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De cela.e.sela a 16.12.2025 às 10:39

inscrevi-me numa mútua ou montepio porque não confio no futuro do estado dito social, tipo D. Branca com esquema em pirâmide. com políticos e sindicatos extremistas o nosso futuro são 'favas contadas'. tudo o resto não passa de 'conversa da treta' no 'cabaré da coxa' (' sítio onde vale tudo, toda a gente pode mandar, etc.').
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De Anónimo a 16.12.2025 às 11:15

Insistir, claro, treta após treta.


Crise na habitação? Claro que não há, mas o mercado vai resolver seja lá o que existir.


A saúde funciona mal, sendo insuficiente em tempo util para as necessidades. Como resolver? Como diz o pintas, as pessoas tem o direito de escolher e portanto deve-se aumentar a dependência dos privados, com o Estado a pagar obviamente a tal parcela que é imprescindivel existir, lucro.


Então não seria melhor reorganizar, reestruutar o sistema de modo a funcionar melhor, e até quem sabe, bem?


Até porque os serviços dos privados não funcionam bem quando as situações ultrapassam  os valores contratualizados, sendo as pessoas "despachadas"  quando ainda deveriam ficar em tratamento.


Não sou contra o privado, mas quando uso normalmente por questões de rapidez, pago,  e não é o Estado que paga.


Claro que gasto em adição ao que já desconto, mas isso não é motivo para encarecer os serviços.


Se o publico está mais caro que o privado é porque falta de organização e gestão.
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De henrique pereira dos santos a 16.12.2025 às 11:21

O argumento é exactamente que os incentivos de uma organização estatal se baseiam no interesse político e administrativo dos decisores em vez de se basearem no lucro, do que resultam decisões menos eficientes na alocação de recursos.
Pode responder ao argumento em vez de repetir a conversa do costume sobre o que deveria ser o mundo, em vez de discutir o que se pode fazer com o mundo que existe?
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De Anónimo a 16.12.2025 às 12:49

O incentivo de um Organismo Estatal também é o lucro, aqui significando bem geral ou interesse colectivo. Admitir isto, parece uma elementar questão de boa fé.         É evidente que poderão existir desvios o que não invalida o princípio.       




      
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De cela.e.sela a 16.12.2025 às 11:47

ódio ao privado e aos privados fornecedores do dinheiro para funcionamento do estado das 3 bancarrotas.
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De lucklucky a 16.12.2025 às 14:36

Primeiro. Até parece que os funcionários públicos não são privados.


Segundo- o Lucro mede-se por aquilo que um pessoa valoriza, não por ser dinheiro. Um burocrata pode achar que o Lucro é aumentar a burocracia que controla em milhares de funcionários.




"Existe um claro incentivo a operar e consultar e a prescrever, nem sempre coincidente com o interesse do doente."


Existe um claro incentivo para  esquerda não resolver nenhum problema e criar mais para justificar o seu desejo de poder sobre toda a vida das pessoas.
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De Anonimo a 16.12.2025 às 12:40

Este é transversal ao assunto


Na falta de argumentos substanciais, repetem-se vezes sem conta raciocínios lógicos e falácias, jamais deixando que os factos influenciem as opiniões.


Felizmente ainda há quem escreva, livre desta mentalidade.
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De Anónimo a 16.12.2025 às 19:05

Creio que o equilíbrio andará em admitir-se que o "Privado" e o "Público", são duas lógicas que se complementam num todo de que resultará bem estar social e progresso.


Mas há percepções que resistem,  actuando como pedrinhas na engrenagem da aceitação do valor das coisas;


No Público não há despedimentos, o incumprimento, mau funcionamento, prestação insuficiente, etc., são manifestante, pouco ou nada penalizados.


No privado a simples lógica da rentabilidade e bom senso impõe a correção constante de desequilíbrios, a insistência na melhoria de funcionalidades, a correção de tudo o que redunde em desperdício, e a necessidade de potenciar tudo o que resulte em bens de escala.


Há ainda uma outra coisa de que pouco de fala;  no Privado há uma  grande preocupação e esforço com a imagem que a "marca" transmite.


No público, tanto quanto se percebe, tal preocupação se não é pouca, é nenhuma.
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De M.Sousa a 16.12.2025 às 20:31

O Balio / Carlos Sousa / bots do Partido em geral, estão imparáveis.  A insanidade e indigência dos comentários é tal, que nem "assinam". Já nem fazem higiene mental, como dizia o outo dos 1000 Km de Lisboa ... 
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De Anónimo a 18.12.2025 às 18:30

Caro Senhor. 


Parece haver da sua parte uma obsessão esquisita com quem diz as coisas e não com a verdade das mesmas.


Sugiro que exponha a questão ao seu médico e siga rigorosamente a prescrição.


As melhoras
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De Anónimo a 16.12.2025 às 22:04

Desisto

Saúde e Boas Festas


PS: Um último link "socialista"


 https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/willing-slaves-how-the-overwork-187856
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De Anonimo a 17.12.2025 às 08:19

60 hours is the “sweet spot” for productivity.


Devia ser implementado em Portugal. A começar no público, de modo ao Estado funcionar melhor.

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