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Infantis, sim

por henrique pereira dos santos, em 02.02.24

"Não é um risco o discurso político do regresso às PPP, tendo em conta uma espécie de trauma que ficou no país?

Com aquelas parcerias publico-privadas. O problema não é o modelo  das PPP, o problema é o abuso pelos agentes políticos"

Isto é um bocadinho de uma entrevista feita pela Renascença e o Público a Pedro Reis, um dos coordenadores do programa da AD. Trata-se de uma entrevista que demora mais de uma hora na Renascença e com base na qual o Público publica uma página.

É claro que quando se reduz mais de uma hora de conversa a uma página, muita coisa tem de ser deixada de fora, e a escolha do que se inclui, ou se omite, é uma responsabilidade editorial do jornal e uma responsabilidade da jornalista.

Começo pelo bocadinho que transcrevi no início, que aparece na sequência de uma conversa sobre saúde, portanto, as PPP referidas são as que dizem respeito à saúde.

Sobre essas, o que é objectivo e factual é que eram PPP que estavam a funcionar, saíam marginalmente mais baratas ao Estado que a situação que resulta do seu fim, tinham indicadores melhores de desempenho que a situação actual, havia maior satisfação dos seus trabalhadores e havia maior satisfação dos utilizadores quando essas PPP estavam a funcionar.

Sobre isto, que é objectivo, factual e verificável, a jornalista não diz nada, e faz uma afirmação impossível de confirmar e, nesse sentido, ajornalística: há uma espécie de trauma no país com PPP, ou seja, ignorando a informação objectiva que existe e tomando como certa uma ideia sem qualquer base empírica verificável, a jornalista resolve perguntar se um ponto concreto do programa da AD não será um risco político.

Eu não entendo este tipo de jornalismo e acho confrangedora a frequência com que tropeço neste tipo de jornalismo em que os factos são ignorados, sendo substituídos pelos preconceitos do jornalista, sempre com a justificação de que esse preconceito do jornalista é uma ideia geral que existe (e até pode ser que exista, na sua bolha social, mas não se consegue demonstrar).

Como a pergunta me parecia completamente tonta, na forma como é feita, e a resposta evidentemente truncada, resolvi ir ouvir a parte da entrevista directamente no original.

Verifiquei que Pedro Reis deve ter achado o mesmo que eu e fala na infantilização da discussão. Imediatamente percebe que fez uma coisa que qualquer político deve evitar (acham os tipos da comunicação mainstream, eu não acho, Cavaco não achava, Ventura não acha, e com bons resultados para eles), que é criticar os jornalistas e corrige imediatamente dizendo que não é o caso, está a falar em abstracto.

Uma das jornalistas enfia a carapuça, não gosta e, depois de uma longa explicação de Pedro Reis sobre as virtudes e problemas das PPP, que o Público omite na sua transcrição da entrevista, resolve elevar a infantilidade a um nível estratosférico (ver a partir do minuto 48:30 da entrevista na Renascença): "O PS acusa a AD de querer privatizar tudo e a AD acusa Pedro Nuno Santos de ser um estatizante e querer nacionalizar tudo, e portanto também há alguma culpa da AD quando põe a discussão nestes termos" (vale a pena ver o vídeo porque a linguagem corporal da jornalista neste momento "quem diz é quem é" a propósito da infantilização do debate é muito, muito elucidativa).

Eu conheço a jornalista pelo que escreve no Público e sei que não se pode pedir às pessoas mais do que o que podem dar, sendo toda a sua participação nesta entrevista sempre no mesmo registo pequenino e mesquinho que caracteriza grande parte do jornalismo político do Público (e não só), mas caramba, o entrevistado até é fácil, afável, fala com alguma profundidade das propostas do programa político da AD e do que o distingue do programa do PS (mobilizar os privados, removendo obstáculos à sua contribuição para a sociedade, diz a AD, melhorar e reforçar o papel do Estado, sendo mais selectivo na forma como incentiva os privados a produzir para o bem comum, diz o PS) e as jornalistas o que querem saber é se a direcção executiva do SNS é para manter, quando é que tomam decisões sobre o aeroporto ou se existe risco político com base no trauma do país com PPP?

Se o jornalismo não entrega o retorno à sociedade que era suposto entregar, por que razão nos devemos preocupar com o seu futuro?


19 comentários

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De a.almeida a 02.02.2024 às 09:56

"...por que razão nos devemos preocupar com o seu futuro?" Por mim acho que por razão nenhuma. A ideia de que a democracia precisa de uma comunicação social independente e isenta não passa de uma panaceia, pelo que pelos tempos que correm, e de há muito, a nossa imprensa tem sido tudo menos isso. O que vemos, e até de forma descarada, é uma imprensa amestrada e, pior do que isso, jornalistas que não se inibem de serem parciais. Um jornalismo apoiado pelo regime, democrata ou não, só serve para o amestrar, porque nestas coisas onde há apoio e dinheiro ninguém quer, por princípio, morder na mão do dono ou de quem os alimenta. É elementar.
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De cela.e.sela a 03.02.2024 às 09:07

e só flatulência
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De balio a 02.02.2024 às 10:16

"cula" --> culpa
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De cela.e.sela a 02.02.2024 às 10:31

os jornalistas sempre se esforçaram por não merecerem crédito.
nunca os leio nem ouço.
PqP
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De Anónimo a 02.02.2024 às 10:49

Esse "trauma no país" é mais uma versão desse jornalixo. Aprenderam  nas escolas formatadoras, cujos mestres aprenderam na velha cnn. Começam por dizer: "Há um sentimento geral de que...", após o que acrescentam a sua crença. E assim se livram de dar dados ou razões concretas para um "sentimento" que não existe, logo não pode ser geral.
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De Ricardo a 03.02.2024 às 08:50

Escolas de comunicação progressista ou madrassas de causas fracturantes. 
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De JPT a 02.02.2024 às 11:39

Nunca ouvi falar de qualquer trauma com as PPP que dizem respeito à saúde. Parece-me indiscutível que há um "trauma" com as PPP rodoviárias, que são vistos como negócios com rendas garantidas e excessivas para os privados. Mas esse "trauma" tem a ver com esse modelo de negócio ter sido utilizado pelo Estado para construir autoestradas sem viabilidade económica, disfarçando o seu financiamento com uma suposta "parceria".
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De Albino Manuel a 02.02.2024 às 11:57

Quando as PPP eram de Sócrates eram todas muito más, iam-nos endividar décadas a fio. Que me lembre, era coisa de autoestradas, pontes e por aí. Faça agora e pague depois em 300 suaves prestações anuais. O ónus, escondido, estava nos encargos do orçamento geral de estado, sobrecarregado com um fardo de pedras que não estava à vista. Ainda hoje, julgo, os contratos têm cláusulas confidenciais que nem sequer devia ser legalmente possível pois trata-se de esconder dos cidadãos os compromissos assumidos por quem os governa.


Chega Passos em 2011 e eis a revolução no pensamento. Bom bom, são as PPP: na saúde, na educação...são mais eficientes, mais económicas e servem melhor o consumidor.


Diria outra coisa: num caso e noutro são economias de rendas. Renda para a construtora que faz uma autoestrada em local não economicamente rentável, renda para os accionistas do colégio e do hospital. Anos atrás Cavaco explicava as diferenças entre uma PPP e uma concessão. Tudo resumido, nestas há risco, nas primeiras não; pinga sempre pois o Estado paga.


Nada de novo no país da Casa da Índia, da preferência colonial, do monopólio do tabaco, do condicionamento industrial e sabe Deus que mais. Criar indústria em concorrência é que não. Há sempre risco, acaba na falência. Viva o Estado! Tenho a certeza de que, bem espremido, até a IL diz amen.


Por alguma razão o que temos são bancos, supermercados e grupos económicos encostados a infraestruturas. 


É caso para dizer, somos um país de carraças.




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De balio a 02.02.2024 às 14:48


Ainda hoje, julgo, os contratos têm cláusulas confidenciais que nem sequer devia ser legalmente possível pois trata-se de esconder dos cidadãos os compromissos assumidos por quem os governa.



Atualmente até a União Europeia, através da Comissão Europeia, faz contratos com cláusulas confidenciais. Fê-los para a compra de vacinas para a covid. E fez um para permitir que o governo português aumentasse o capital da TAP.


É uma vergonha.
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De RR a 02.02.2024 às 15:34


Tanta conversa para não sair nada. Só lixo...
O post refere-se ao caso das PPP's na saúde. Inclusive, o Tribunal de Contas, confirmou a sua eficiência (https://www.publico.pt/2021/05/14/sociedade/noticia/tribunal-contas-conclui-hospitais-parceria-publicoprivada-geraram-poupancas-1962572) incluo aqui o link, do insuspeito Público, onde pode ver isso mesmo.Antes de debitar asneiras e vacuidades, informe-se. Se é que tem capacidade para isso...
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De Albino Manuel a 02.02.2024 às 16:01

Por acaso até não. Há informação sobre os custos elevados das PPP.


Fora outro aspecto: regulatory capture. Num país onde a corrupção é "boa prática" está de ver no que daria.
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De henrique pereira dos santos a 02.02.2024 às 16:12

Muito obrigado pela sua demonstração prática de infantilização do debate.
Feita a demonstração, passemos a uma discussão mais a sério: onde está a fonte dessa informação sobre custos mais altos para o contribuinte das PPP da saúde?
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De lucklucky a 02.02.2024 às 12:22


"Se o jornalismo não entrega o retorno à sociedade que era suposto entregar, por que razão nos devemos preocupar com o seu futuro?"



É pior, o jornalismo já a montante, já antes dos resultados cada vez menos representa as opiniões dos portugueses e as discussões que os portugueses têm. É uma bolha activista.
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De Anonimo a 02.02.2024 às 14:21


Traumas com a PPP de Loures não conheço. Já com as auto-estradas...
Mas pronto, a questão passaria por a) só fazer parcerias em estruturas necessárias (uma A15 que liga alguidares de baixo a arrabaldes de cima nunca será usada a 100%) e b) negociar bem.
Claro que em Portugal, quando algo não funciona, a resposta não é corrigir mas sim encerrar.
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De O apartidário a 02.02.2024 às 14:26

Dentro do circo montado pelo Partido Socialista (PS), uma variedade de performances artísticas ocupa o centro do palco mediático, todas orquestradas com um objetivo comum: captar a atenção e influenciar a perceção do público. Independentemente da especialidade circense aplicada, a capacidade de executar uma ginástica mental sofisticada é essencial.

Para os contorcionistas da verdade, esta ginástica envolve um exercício contínuo de negação e reinterpretação. Devendo constantemente ajustar a sua postura para se alinhar com a versão dos fatos mais conveniente, ignorando deliberadamente qualquer indicador negativo da governação socialista. Enquanto simultaneamente, dobra e estica qualquer indicador positivo, por mais isolado ou insignificante que seja, para conseguir sustentar a ilusão de que, apesar de todas as falhas passadas, o PS é a única esperança para um futuro melhor.

Por outro lado, os equilibristas, com a sua habilidade de caminhar sobre a fina linha da lógica, devem manter um equilíbrio precário entre o reconhecimento tácito das falhas do passado e a promessa otimista de um futuro diferente sob o governo do mesmo partido. Giram e balançam sobre o fio da coerência, desviando a atenção do público das contradições, ousando mesmo proclamar que somente aqueles que estiveram no poder nos últimos 8 anos podem efetivamente corrigir os erros que ocorreram sob o seu mandato.

Os mestres da ilusão, por sua vez, quando surge um problema no país, tentam esconder que o PS governou nos últimos anos. Se o seu truque de ilusionismo político for desmascarado, recorrem a um truque diferente: admitem a existência do problema, mas classificam-no como 'estrutural', profundamente enraizado e cuja origem se perde na névoa do passado. Assim, a responsabilidade é habilmente deslocada para figuras do passado, sendo a favorita Pedro Passos Coelho, evitando assumir a culpa por qualquer problema do presente e do passado.  (Continua) 
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De O apartidário a 02.02.2024 às 14:28

Continuação-------   Incrivelmente, no meio deste espetáculo político que desafia a lógica, destacou-se recentemente a figura do ex-deputado Ricardo Gonçalves, que emergiu como única voz da razão nas últimas cortes do PS. É irónico notar que o mesmo Ricardo Gonçalves foi rotulado, num famoso debate na Comissão de Saúde, como um 'palhaço’. No entanto, parece ter sido o único que não recorreu a truques ou malabarismos retóricos, confrontando de frente o partido com os problemas que a maioria dos portugueses não pode simplesmente ignorar.

Apesar de bem montada, a estratégia de comunicação do PS, quando confrontada com uma pergunta incisiva de qualquer jornalista, revela-se frágil. Depois de 8 anos de governação, esta narrativa, mesmo que carregada de artifícios, dificilmente se manterá de pé em qualquer debate. Será difícil imaginar Pedro Nuno Santos, ganhar um debate contra qualquer adversário minimamente bem preparado. Não que isso interesse muito, para uma parte do eleitorado, o seu voto já está cativo pelo medo.

Todo este circo político montado é um ato de prestidigitação intelectual, onde atores com habilidades excecionais não aplicam seus talentos para resolver problemas ou implementar reformas, mas sim para sustentar um ciclo de poder estagnado, com a expectativa de que, desta vez, os resultados serão diferentes. Sob a direção discreta de um mestre de cerimónias, estes atores continuam a executar os seus truques sabendo que têm por baixo uma rede de segurança robusta – não de cordas, mas de fazedores de opinião influentes, que tecem uma malha de narrativas favoráveis, mantendo um centro político enviesado. Esta rede de apoio mediático e de apparatchiks nas redes sociais garante que, mesmo que o sistema político oscile para os Sociais Democratas da direita, isso será apenas um pequeno intervalo até ao próximo ciclo de governação socialista. Um circo que continuará enquanto a ilusão durar.

Duarte Zarco no Ionline


https://ionline.sapo.pt/artigo/810449/a-arte-da-ilusao-o-circo-politico-do-ps?seccao=Opiniao_i
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De Susana V. a 02.02.2024 às 16:15

Eu não me preocupo de todo. E na realidade, penso não haver solução para o fim dos jornais. Desde que os jornalismo passou a ser um curso universitário deixou de haver jornalistas no verdadeiro sentido do termo. Não sei o que fazem á cabeças dos estudantes, mas sei que não é bom. 
Os jornalistas ainda não perceberam que o problema não está nas redes sociais nem nos blogues, mas na falta de credibilidade que eles dão à profissão. Não deixa de ser triste. 
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De O apartidário a 02.02.2024 às 20:04

Não é certamente bom o que fazem à cabeça dos jovens nos tempos actuais ,por exemplo (um caso extremo de falência mental na sociedade dita progressista) 


https://identdegeneroideologiaouciencia.blogs.sapo.pt/o-arrependimento-da-transicao-de-genero-41728

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