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Assumindo que Portugal precisa de imigrantes, defendo uma imigração restrita e controlada. Não creio que uma abertura irrestrita sirva o interesse do país. Pelo contrário, perpetuaria o nosso modelo de baixos salários e beneficiaria sobretudo empresários que pouco investem em tecnologia, qualificação profissional e modelos de negócio mais sofisticados. 

Além disso, uma imigração pouco seletiva pode trazer riscos sérios. Podemos importar formas de criminalidade mais violentas, como algumas que conhecemos vindas do Brasil, ou acolher radicais religiosos oriundos de certas comunidades islâmicas que desprezam a nossa história, os nossos valores e o nosso modo de vida. 

Mas restrição e controlo não significam hostilidade cega. Não diabolizo a imigração como um todo, nem desculpo quem maltrata imigrantes de forma individual. Acredito que a esmagadora maioria são pessoas pacíficas, cujo único objetivo é trabalhar para construir uma vida melhor. Claro que existem exceções, mas essas são uma minoria, e para elas, sim, defendo firmeza. 

Independentemente das políticas migratórias que cada um defenda, há um dever civilizacional que nos deve unir: tratar com dignidade aqueles que já cá estão. Os imigrantes, na maioria dos casos, são seres humanos em situação vulnerável e merecem compaixão. 

Por isso, sempre que posso, gosto de lhes transmitir uma palavra de simpatia. Digo ao condutor de Uber do Nepal que adoraria percorrer o Mustang Valley no seu país, e ao empregado de mesa angolano que nenhuma cerveja sabe tão bem como uma Cuca gelada no Mussulo. Pequenos gestos, mas que ajudam a criar pontes. 

Quem confunde a defesa de políticas migratórias restritivas com o direito de tratar mal pessoas concretas, vulneráveis e trabalhadoras, não me merece especial simpatia. Dizer que se defendem valores cristãos e não empatizar com pessoas reais, com rosto e história, é uma contradição nos termos. 


19 comentários

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De Anónimo a 11.08.2025 às 19:36

Pois mas o problema ém quantos é que o país aguenta? 
E o tribunal constitucional está a avaliar medidas do governo que são ou não são constitucionais para ... estrangeiros?
Pensava que a constituição e respetivo tribunal é para defender os de cá.
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De Anónimo a 12.08.2025 às 08:42

Nada na Constituição diz que ela é só para proteger "os de cá".
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De Anónimo a 13.08.2025 às 18:35

Ainda bem que a nossa constituição protege os que estão na coreia do norte, cuba, venezuela, china, ....
Temos que salvar os comunas todos!
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De Anónimo a 12.08.2025 às 11:07

Todas as leis de um país, a começar pela sua constituição, aplicam-se no interior do território desse país, a seja quem for que nele esteja. Não se aplicam aos nacionais desse país, mas sim ao território desse país.
Logo, a Constituição de Portugal aplica-se a seja quem for que esteja em Portugal. Não se aplica exclusivamente aos portugueses aos "de cá".
Aliás, é isso mesmo que se exige aos imigrantes: que eles respeitem as leis portuguesas.
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De Anónimo a 13.08.2025 às 17:01

Ok então se os cubanos decidirem vir todos para Portugal, está tudo bem para si. O que interessa é eles cumprirem, os que cá estão que se lixem.

E até se pode mudar a constituição para em vez de caminhar para o socialismo, muda-se para caminhar para o comunismo.

Ele há cada um...
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De Silva a 11.08.2025 às 19:56

Obviamente, Miguel Alçada Baptista parte dum pressuposto errado que é o de Portugal precisar de imigrantes.
Assim sendo, começa uma conversa da treta que não tem fim.
O que Portugal precisa é de reformas estruturais, a começar, repito, a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.
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De Anónimo a 12.08.2025 às 02:09

Acabar com os imigrantes, diminuir os salários, despedir indiscriminadamente, eis a solução para Portugal. Ainda há cabecinhas pensantes neste genial país que, afinal, não produz apenas futebolistas. 
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De Anónimo a 12.08.2025 às 16:46

Ao contrário. Quanto mais imigrantes, mais mão de obra barata há para explorar ... 
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De O apartidário a 13.08.2025 às 09:07

Santana Lopes em 2025 reconhece os factos sobre a situação calamitosa na imigração (canal Abraço da verdade)

https://youtu.be/6e67hEq_ydk?si=Td5fhAY1euZRbZN3
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De separatista-50-50 a 11.08.2025 às 20:58

BANDALHOS E NAZIS QUE SE ENTENDAM!...

---> LIBERDADE/DISTÂNCIA/SEPARATISMO DESSE PESSOAL!
[sim: a História não começou há 500 anos!]
.
.
.
Os bandalhos que não gostam de trabalhar para a sustentabilidade:
- não gostam de falar em trabalhar para a sustentabilidade demográfica (leia-se: discutir a valorização social de quem possui disponibilidade emocional para criar/educar crianças);
- não gostam de falar em trabalhar para a sustentabilidade económica (leia-se: discutir a valorização social de todas as profissões necessárias à sociedade: incluindo a mão-de-obra servil);
...... aliaram-se ......
aos nazis que querem o mundo só para eles.
[os supremacistas demográficos, tal como os hitlerianos, não aceitam a existência de outros... dotados da LIBERDADE de ter o seu espaço, explorar as suas riquezas naturais, prosperar ao seu ritmo]
.
.
.
-> Por um planeta aonde sejam Todos Diferentes, Todos Iguais!...
-> Isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o seu espaço no planeta!
---»»» INCLUSIVE as de rendimento demográfico mais baixo,
---»»» INCLUSIVE as economicamente menos rentáveis.
.
Respeitar o Direito à Liberdade dos outros!
.
Isto é: os globalization-lovers, os UE-lovers, os tiques-dos-impérios lovers, etc, que fiquem na sua... respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
-»»» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com (http://separatismo--50--50.blogspot.com)
.
.
.
P.S.
Uma luta pela Liberdade com 500 anos
.
Em oposição aos boys&girls da civilização 500 anos de roubo&pilhagem...TODOS os povos autóctones que reivindicam a Liberdade de ter o seu espaço, explorar as suas riquezas naturais... estão a ajudar no regresso da liberdade ao planeta!...

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De Anónimo a 12.08.2025 às 08:59

No fundo, muito humanista que defende a imigração total quer é mão de obra abaixo de barata para que possa mamter o seu nível de vida.
Já nos USA a culpa dos imigras é do socialismo, mas no fim muitos tendem a ser integrados no Walmart, essa grande comuna marxista.
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De balio a 12.08.2025 às 11:11

O que é engraçado é ver partidos de direita, como o CHEGA e o CDS, que dizem que defendem a família, subscreverem uma lei sobre o reagrupamento familiar que é um ataque direto às famílias dos imigrantes. Uma lei que pretende impor que mulheres e filhos permaneçam separados dos seus maridos e pais, respetivamente, durante pelo menos dois anos.
Assim se vê a terrível hipocrisia desses tipos que dizem defender a família, mas que de facto a atacam.
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De Anónimo a 12.08.2025 às 16:50

Tem toda a razão. Esta gente partiu de Marrocos, separou-se da família. Agora, dando resposta positiva ao imperativo do reagrupamento familiar, são remetidos à procedência, para junto das famílias que abandonaram. 
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De Anónimo a 12.08.2025 às 18:30

Ok então e como ficam eles todos a morar em "família", em um T2 onde já moram 10 pessoas podem morar 30, certo? O senhorio até agradece.


Quer fazer uma lei para imigrantes e se os que cá estão sejam eles portugueses ou não, se as famílias dos que já cá estão se se lixarem com a vinda de outros que se lixe? 
Ataque direto é o que você pretende e defende.
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De balio a 12.08.2025 às 11:21

Muito provavelmente, o imigrante nepalês em Portugal nunca terá estado no Mustang Valley (o Nepal é muito grande, e o imigrante não terá dinheiro para andar a passear por ele todo), nem o imigrante angolano terá estado no Mussulo.
O Miguel Baptista está a confundir imigrantes com turistas nos países de onde esses imigrantes são originários.
Muitos dos beirões que emigraram para França na década de 1960 nunca tinham estado em Lisboa nem no Algarve.
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De Anónimo a 12.08.2025 às 17:50

O Miguel Batista não sei, mas o presidente da republica esse sim está a confundir turistas com imigrantes, pois diz ele que não vê imigrantes nenhuns logo os números segundo ele estão todos mal e falsificados, portanto como eu os vejo e bem, acho que ele está é a confundir imigrantes com turistas. 
Até aqui tudo bem.
O problema é se essa mesma pessoa que confunde imigrantes com turistas, vir depois dizer que é necessário mais habitação, que a que há não é suficiente para os que cá estão, se não é suficiente e que que se saiba turistas não necessitam de habitação mas sim de hotéis e de alojamento local.
Está tudo dito.
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De Anónimo a 12.08.2025 às 11:32

Ouvi um comentadeiro dizer que sem imigrantes ficaríamos sem alguém que entregasse os glovos. Ou seja, o país afundava-se.
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De Anónimo a 13.08.2025 às 12:15

Sim. E os floquinhos de neve de Lisboa ficavam sem as " senhoras que ajudam lá em casa" - no dizer de Francisco Louçã - ao preço da "uva mijona". Uma calamidade ...
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De Anónimo a 14.08.2025 às 02:38

As ‘criadas’ iam, ainda meninas, do campo para as capitais de província, onde as classes médias tinham casa com quarto próprio para as mesmas. Que criavam e enclausuravam, por vezes, uma vida inteira. Não ajudavam lá em casa, serviam em tudo, até ajudavam à educação sexual dos rapazes. Não vinham de África, do Brasil ou do Nepal, estavam muito mais perto, a uns escassos kms. Viviam luxuosamente: tinham cama, mesa e roupa lavada (feitas por elas, está claro). 

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