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Assumindo que Portugal precisa de imigrantes, defendo uma imigração restrita e controlada. Não creio que uma abertura irrestrita sirva o interesse do país. Pelo contrário, perpetuaria o nosso modelo de baixos salários e beneficiaria sobretudo empresários que pouco investem em tecnologia, qualificação profissional e modelos de negócio mais sofisticados.
Além disso, uma imigração pouco seletiva pode trazer riscos sérios. Podemos importar formas de criminalidade mais violentas, como algumas que conhecemos vindas do Brasil, ou acolher radicais religiosos oriundos de certas comunidades islâmicas que desprezam a nossa história, os nossos valores e o nosso modo de vida.
Mas restrição e controlo não significam hostilidade cega. Não diabolizo a imigração como um todo, nem desculpo quem maltrata imigrantes de forma individual. Acredito que a esmagadora maioria são pessoas pacíficas, cujo único objetivo é trabalhar para construir uma vida melhor. Claro que existem exceções, mas essas são uma minoria, e para elas, sim, defendo firmeza.
Independentemente das políticas migratórias que cada um defenda, há um dever civilizacional que nos deve unir: tratar com dignidade aqueles que já cá estão. Os imigrantes, na maioria dos casos, são seres humanos em situação vulnerável e merecem compaixão.
Por isso, sempre que posso, gosto de lhes transmitir uma palavra de simpatia. Digo ao condutor de Uber do Nepal que adoraria percorrer o Mustang Valley no seu país, e ao empregado de mesa angolano que nenhuma cerveja sabe tão bem como uma Cuca gelada no Mussulo. Pequenos gestos, mas que ajudam a criar pontes.
Quem confunde a defesa de políticas migratórias restritivas com o direito de tratar mal pessoas concretas, vulneráveis e trabalhadoras, não me merece especial simpatia. Dizer que se defendem valores cristãos e não empatizar com pessoas reais, com rosto e história, é uma contradição nos termos.
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