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Ideias sedutoras, maus resultados

por Jose Miguel Roque Martins, em 23.04.21

 

Todos estamos de acordo que quem vive com o salário mínimo, vive muito mal. E por isso , a ideia de aumentar o Salário mínimo seduz. Como também seduz  a ideia ( errada) de que todas as empresas vão conseguir acomodar o aumento de custos imposto administrativamente.

Como o DN de hoje sublinha, o governo pretende cumprir a sua promessa de atingir um salário mínimo de 750 euros no fim da legislatura ( 2023) .

Cumprir promessas é bom. A não ser, como neste caso, que as promessas não façam sentido. Impor uma restrição em abstracto, ao mercado de trabalho é arriscar muito desemprego. Continuar com uma fixação num valor arbitrário estabelecido há 8 anos, em plena pandemia e com uma subida explosiva do desemprego, é  loucura.

A ideia de proteger os mais desfavorecidos, parece-me muito boa. Mas há outros e melhores mecanismos de o garantir. Por exemplo, fixar um subsidio que cubra a diferença entre o rendimento real e o rendimento mínimo que se possa garantir por parte do estado. Sairá muito mais barato do que pagar os subsídios de desemprego aos que ficarão fora do mercado de trabalho. O único defeito é que não se passa a ideia de que são os ricos ( as empresas)  que devem pagar.

Por um lado, o PS diz que acredita na economia de mercado. Por outro, continua a nacionalizar e a impor medidas administrativas que destroem o mercado. O resultado é o que sabemos: crescemos menos e somos mais pobres do que outros. E maioritariamente continuamos a votar PS.



13 comentários

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De Anónimo a 23.04.2021 às 17:04

cada vez que un agricultor abandonaba el campo y emigraba a la ciudad, se estaba ante un productor de alimentos menos y un consumidor de alimentos más

 sempre

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De Anónimo a 23.04.2021 às 17:08


Típico eleitoralismo de esquerda. Não admira vindo de quem vem, do braço de direito de Sócrates, do partido dito socialistas que sobrevive graça ao conluío, em insuperáveis votações, com o partido comunista.
E sim, aumentos tipicamente políticos mas danosos para a economia.

Nada que preocupe quem aufere via estado ... e o próprio estado. Pelo contrário.
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De Di a 23.04.2021 às 19:08

O que eu sei, verdadeiramente, é que quando são tomadas decisões desta natureza, a preocupação não são os desfavorecidos, mas as eleições que espreitam, o que é lamentável... Concordo em absoluto com o João.
Beijinhos
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De Anónimo a 23.04.2021 às 19:10

O PS ! Que há para dizer?! Nada, é mais do mesmo. Cansativos, previsíveis,  preverso.  Nada que preste. 
Lá continuam a proliferar os seus escândalos, as ilegalidades das nomeações, enfim, o costume dos seus vícios públicos _ há todos os dias mais um. 
Lá vai um "jota", mais um amigalhaço, mais o outro que também merece,  para um lugarzito mesmo a calhar _  o mundo é belo, o sol brilha sempre para esta gente. Haja alegria e vida e doçura! 
Lá  vai água! Já nem se incomodam a disfarçar o cheiro da impunidade.

E agora leiam sobre o fenómeno Ayuso em Espanha e roam-se de innveja.


https://observador.pt/opiniao/madrid-yoconayuso/



mt
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De Anónimo a 23.04.2021 às 23:12

Portanto teria que pagar mais impostos para alguns empresários sovinas ou ineficientes poderem viver de mão de obra barata. É isso, não é?
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De Jose Miguel Roque Martins a 24.04.2021 às 10:22

O grande mito é exactamente o que pensa. Quem paga o desemprego? São as empresas ou são os contribuintes? E não me refiro apenas aos subsídios de desemprego, mas á perda de produção pelo aumento de desemprego.
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De Anónimo a 24.04.2021 às 11:57

Está a esquecer-se do efeito dois salários na economia. O dinheiro pago em salários é gasto no país, o entregue às empresas é parqueado na Holanda e noutros paraísos fiscais. 
Em Portugal sempre que há desemprego limitam-se os salários como na última crise, a pretexto de controlar o desemprego. Claramente não resultou o desemprego foi promovido até quase aos 20% os salários médios desceram 10%, a economia teve défices recorde e o investimento desapareceu.
Cortar os salários aos mais pobres para resolver crises económicas já é cruel, continuar a insistir depois de se ver que não resulta além de cruel não é muito inteligente
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De Jose Miguel Roque Martins a 24.04.2021 às 12:56

Estamos fadados a não nos entender: eu não acredito na economia por decreto. Acredito no mercado. Os resultados que temos, parecem-me dar razão. 
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De Jose Miguel Roque Martins a 24.04.2021 às 12:57

Se decretos acabassem com a pobreza, porque continuamos a ter tantos pobres? 
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De Anónimo a 24.04.2021 às 17:58

Se acreditasse realmente no mercado não proporia que o estado andasse a subsidiar salários a empresas ineficientes através dos impostos.
Deixaria essas empresas á sua sorte e se caíssem também não seria problema. Seriam substituídas por outras empresas mais eficientes.
Quanto ao resto. Sempre que se aumenta salario mínimo há sempre um coro de liberais a profetizarem amentos no desemprego. Felizmente não lá grandes profetas.
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De Anónimo a 24.04.2021 às 13:50

A lógica está errada.
O salário minímo é sempre zero.
.O que a medida discute é quantos vão receber o salário minímo de zero.
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De Anónimo a 24.04.2021 às 19:14

O salario é o pagamento que alguém recebe por trabalhar para outrem.
Se não trabalha não poderemos dizer que há um salario zero.
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De Carlos Sousa a 24.04.2021 às 19:32

E no quadro actual quem é que está em condições de formar um governo com essa tal gestão milagrosa?

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