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Hoje ainda é mais dia de folga parlamentar

por João-Afonso Machado, em 23.09.22

O pretexto é a Constituição de 1822. A real motivação oscila entre alguma ideologia e a total demagogia. Como se Portugal tivesse dado um salto de 200 anos, daqueles limpinhos, sem um tropeção sequer.

Quando, afinal, a sua vigência durou meses apenas. Quando, depois, foi outorgada a Carta Constitucional. Quando, enfim, o reino voltou ao Legitimismo porque «A legitimidade de D, Miguel estava na unanimidade com que foi aclamado; essa a legitimidade do Mestre de Avis» (Oliveira Martins in Portugal Contemporâneo). Quando, finalmente, a paz nacional foi conseguida com a reposição da Carta, o «Foral dos forais», como lhe chamou Luís de Magalhães.

E quando tudo findou com a Constituição republicana de 1911 e a ditadura de 16 anos do Partido Democrático. A que se seguiu a Constituição de 1933 e toda a II República oportunisticamente chamada o Estado Novo; e a Constituição de 1976, logo a necessitar de ser lavada das suas muitas manchas PREC-socialistas.

É, os documentos que os nossos Reis outorgavam e concediam às muitas terras do Reino chamavam-se forais e continham todo o normativo por que se havia de reger este ou aquele povo. Aceita-se perfeitamente que tais disposições se colijam num documento só, chamado "constituição". O que não se pode admitir é que à sombra dela, da "Constituição", - e quase sem excepções - uma classe de endinheirados se vá mantendo e engordando à custa dos portugueses. Dir-se-ia, de há 200 anos a esta parte - não se desse o caso de a AR não festejar hoje a Constituição de 1822, somente apanhar a boleia para se auto-elogiar perante o povo.



13 comentários

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De balio a 23.09.2022 às 12:21

Neste texto vê-se claramente que aquilo que alguns dos monárquicos portugueses querem não é - apesar de todas as sugestões em contrário que hipocritamente vão espalhando - um rei tipo "rainha de Inglaterra", isto é, um rei sem poderes políticos. Aquilo que querem, sim, é um rei que dispõe e outorga a seu bel-prazer. Tanto outorga uma Constituição como deixa de outorgá-la, tanto concede direitos democráticos aos seus súbditos como, eventualmente, elimina tais direitos.
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De João-Afonso Machado a 23.09.2022 às 12:33

Balio, como já nos vem habituando, mais uma conclusão sua completamente destituída de sentido. Enfim...
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De Pedro Oliveira a 23.09.2022 às 14:06

Tanto estabelece uma lei para o cálculo de pensões como altera a própria lei que outorgou.
António Costa, "o democrata", parece-me muito com esse "Rei" que descreve, balio.
(desculpa a intromissão, João-Afonso, um abraço e felicidades para o Famalicão, este ano não estão nada mal)
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De João-Afonso Machado a 23.09.2022 às 14:18

Esteja à vontade Pedro. Agradeço pelo Famalicão e desejo boa sorte ao Sporting (aquele resultado com os ingleses foi excelente)
Um abraço 
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De anónimo a 23.09.2022 às 14:38


Constituições há muitas e é variada a forma como cada uma delas organiza, descreve e baliza o poder político, num País.

Na actual Constituição Portuguêsa a representatividade entre Cidadão e Assembleia da República mantem-se, gritantemente, demasiado remota. Democracia?.


Nada impede que um dos subscritores de essa Constituição (em vigor mas nunca sufragada) populista compulsivo, de divagar, hoje, na respectiva tribuna, sobre o que é democracia apodando de "populistas" os partidos de que não gosta apesar de por via "democratica" se terem qualificado para estar num qualquer Parlamento. Democratas.
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De João Felgar a 23.09.2022 às 14:58

Estes Republicanos estão todos baralhados com as datas, de 1822 estávamos na Monarquia e vieram passado 200 anos a relembrar a Monarquia. Obrigado.

O Rei que existir em Portugal terá que cumprir com as Cortes de Lamego de 1143 no ADN e sobrenome.

Os outros Republicanos que pretendem colocar o seu amigo Turco Caucasiano como seu representante da República, os portugueses, já têm dado durante estes 48 anos de eleições erráticas de Republicanos com grande abstenção.

Se o Sr. Oliveira é apoiante de Miguel filho bastardo de sangue a João VI, então temos um grave problema, não consegue distinguir o certo do errado. A Monarquia rege se por ordem hereditária do sangue do sangue paterno

Registo 1 - Aqui mostra que o Pedro IV era também bastardo a João VI,

The male lineage of the House of Bourbon and the House of Braganza are not the same.

João of Orléans-Braganza is not from a male Braganza lineage but from the House of Orleans (which is a male lineage of the House of Bourbon).

Registo 2 - Aqui mostra que este Senhor é de origem caucasiana, a norte da Turquia

É sabido que o ADN de D. Duarte Pio de já foi estudado quer em Espanha (Prof. Lorente no processo do Colombo) quer em Portugal (GenoMed/AGP) e que qualitativamente confirma a origem Caucasiana

Registo 3 - Aqui mostra que os Bourbons e Orleans de Portugal e Brasil, são bastardos à Europa e tem ADN R-Z381*

This means that no non-paternity event happened along the three studied in-depth paternal lineages although some rumors that the branch of Bourbon Orleans would be illegitimate. Therefore, the genetic analysis of the three DNA donors in this study revealed the Y-chromosomal variant of the Bourbon lineage, including King Louis XIII, King Louis XIV and Louis, le Grand Dauphin

No paternal relationship was found between the living DNA donors and the donors of the blood sample of Louis XVI or the head of Henri IV. First, the Y-chr of the donor of the blood sample belongs to haplogroup G(xG1,G2) while the living Bourbon members belong to R-Z381*.

Registo 4 - Este ADN U5b* pertence a nós do Reino de Portugal

Rudolf I of Habsburg, Duke of Austria and Styria, King of Bohemia, and titular King of Poland (1282-1307) =>U5b* (mtDNA)

Portanto U5b*, é da Alemanha, é tão diferente de R-Z381* é caucasiano

Por isso que digo e reafirmo, eu vou cumprir com as Cortes de Lamego de 1143. E na eventualidade de voltar a ter Monarquia Tradicional Portuguesa, não respeitando a carta de 1822, mas sim as de Lamego de 1143, todos os Republicanos teriam que ser convidados a sair de Portugal

João Felgar
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De João-Afonso Machado a 23.09.2022 às 15:12

João Felgar, meu caro:


Mandam os sagrados princípios da Monarquia, a liberdade manda.
Portugal é um País ainda dividido entre partidários de Portugal (isso mesmo) e da República.
Mas aqui ninguém copia as I e II Repúblicas e por isso não manda embora quem quer que seja.
Nós monárquicos somos absolutamente a favor da liberdade de escolha de cada um.
Um abraço
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De João Felgar a 23.09.2022 às 15:15

Quando a Republica tomou de assalto a Monarquia, todos foram mandados embora, é preciso ter memória curta, eu tenho. 


Abraço
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De João Felgar a 23.09.2022 às 15:13


Meu amigo João Machado, você não entende a minha recusa infernal para com gente Turca que querem usurpar mais um Reino, como fizeram em 1718 em Espanha com os Borbon & Borbon de philippe v, turcis. A mentira não pode prevalecer em Poirtugal.



Solimanus ob finiftrum asaltus fruce cellum in rabiem a&usJac Bolius Solimanus ob adversum hujus expedi & feqtionis fucceffum spe in rabiem versaJacques de tam impotenti ira commovebaturut Borbon.l.cit. parum abfuerit, quin furore ac indignatione abreptus ipsum Mustapham Sororium fuum hujus belli auctorem neciSæeal.XVI. 

S. XXIV. Magnus Magister in fuo Palatio a Turcarum Imperatore in . Salutatus. Fac. de Riduo post, nimirum in ipfo Nativita Bourbon. D tis Christi Salvatoris fefto vigefima hin. du Siege de Rhodas

Este Solimanus lutou contra um Felgar da Austria Carolo V 

Histoire de Franc. zwar Caroli V. Leben 48) STRADA dę B. Belg. Dec. I. l. to. p. 626. versprochen, es ist aber nicht zum Vorschein DAYLE Art. Iưan. d'Autriche & Barbare Bloinberg. kommen. IACOB. MASENIVS Anima Hift. in 49) FELGAR. 1.12. p. 331.

E o Povo Português, não vai deixar que a mentira prevaleça sobre a Verdade.

João Felgar
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De João-Afonso Machado a 23.09.2022 às 15:22

João Felgar:
Se leio bem as entrelinhas, não vá por aí. assim ficamos amigos, o que eu acho excelente.
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De João Felgar a 23.09.2022 às 15:33

Eu não posso, nem devo dizer muita coisa, eu quero liberdade que tivemos na Monarquia Tradicional, tivemos, não precisávamos de República para nada. Os republicanos totalizaram 1500 pessoas para derrubar a Monarquia, eu não vou por esse caminho. O Povo é que vai revoltar se contra os políticos.


Eu não posso dar todas as informações dos Legítimos Reis Portugueses e Lusitanos que vem de Conradus de Felgar, irmão ao Conde Henrique, este era da casa de Limburg e de Lothorangia, não posso andar por aí a mostrar quem sou. Eu vou colocando ali um registo, noutro amigo, outro registo.


Atualmente já sei quais as famílias portuguesas que adoram gente bastarda a Portugal, eu aguardo pacientemente. 


João Felgar 
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De anónimo a 23.09.2022 às 19:02

Consta que havia um jardineiro turco a cuidar dos "bushes".
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De entulho a 23.09.2022 às 21:50

aos 91 ainda não vi qualquer utilidade para as constituições
nunca passei de contribuinte assaltado pelo fisco

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