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Ana Sá Lopes escreve hoje uma crónica no Público que é excelente como resumo da posição da esquerda fofinha sobre o conflito na Palestina, começando logo no título "A vingança até ao extermínio do último palestiniano" (na tal parte do mundo que tem a sétima taxa de crescimento populacional mais alta do mundo).
De maneira geral essa posição da esquerda fofinha usa palavras fortes como "extermínio", para falar de uma realidade complexa sem qualquer relação com essas palavras, o que a mim me parece truque para evitar as discussões dificeis.
Comecemos então pelo que não está nem nesse artigo, nem em lado nenhum que eu tenha visto (estará com certeza em algum lado, eu é que não vi), a proposta de alteração proposta pelo Canadá à resolução das Nações Unidas aprovada recentemente, e que foi proposta pela Jordânia.
O Canadá propôs uma alteração ao texto da Jordânia: " “Protecção dos civis e cumprimento das obrigações legais e humanitárias” (documento A/ES-10/ L.26), proposta pelo Canadá. Além de rejeitar e condenar inequivocamente os ataques terroristas do Hamas ocorridos em Israel a partir de 7 de outubro de 2023, a alteração rejeitada também teria condenado a tomada de reféns e teria exigido a segurança, o bem-estar e o tratamento humano desses reféns (entre aspas, primeiro o título da alteração e depois a proposta do Canadá, nas palavras de Liliana Reis, que segue fielmente o texto da proposta de alteração)".
Isto é, a Assembleia Geral da ONU votou contra a inclusão desta referência numa resolução sobre o cessar fogo na Palestina, o que deixa absolutamente claro o que está em causa.
Em segundo lugar, gostaria de fazer notar esta frase (a ideia já a tenho ouvido a vários intelectuais de esquerda): "Biden não pode fazer grande coisa se quer vencer as próximas eleições americanas e já está a ser alvo da acusação de "anti-semita", que mata qualquer candidato presidencial nos Estados Unidos".
Isto é a mera actualização das teorias de conspiração sobre o poder oculto dos judeus, que mandam no mundo, teorias essas que estiveram na base da generalidade das perseguições aos judeus. Que intelectuais de esquerda com obrigação de saber onde conduziram patetices destas achem normal repeti-las, é para mim um mistério.
Ana Sá Lopes e a generalidade da esquerda fofinha, sempre, sempre ao lado dos oprimidos, mas nunca no meio deles, repetem à exaustão uma argumentação que não tem qualquer relação com a realidade: 1) "O número de resoluções da ONU que Israel nunca cumpriu", sem que se interroguem por que razão é a única democracia da região que concentra condenações de dois terços das resoluções da ONU sobre a região, ao mesmo tempo que a ONU ignora grosseiríssimas violações das ditaduras envolventes, incluindo a conivência com o poder despótico do Hamas em Gaza, há mais de 15 anos; 2) "o facto de manter um Estado com cidadãos de primeira e cidadãos de segunda", uma acusação que é permanentemente feita a Israel, o único Estado da região que, para além de ser uma democracia, tem um quinto da população árabe, incluindo palestinianos, claro, com plenos direitos de cidadania, ao contrário do que acontece no Líbano, Jordânia e Egipto em que os refugiados palestinianos, mesmo nascidos nesses países, estão legalmente impedidos de exercer um conjunto alargado de profissões, de comprar terra e outras coisas que tais, como o acesso aos direitos cívicos que consideramos básicos; 3) "manter Gaza como uma prisão a Céu aberto", a acusação mais estúpida que tenho visto repetida, quando é a própria ONU que diz que antes de 7 de Outubro entravam diariamente 500 camiões de ajuda humanitária, desde 7 de Outubro se lançam sobre civis israelitas rockets que entraram na tal prisão a Céu aberto, operados por profissionais da guerra que saíram para serem treinados no Irão e voltaram, coisa estranha para o que se considera uma prisão a Céu aberto.
Estas três coisas existiam antes do Hamas ter quebrado o cessar fogo, em 7 de Outubro, diz Ana Sá Lopes, inviamente justificando a agressão do Hamas a 7 de Outubro.
"um país que tem sido sistematicamente invasor do território de outros", escreve Ana Sá Lopes sobre Israel, provavelmente sem saber que nenhuma das guerras que levaram à alteração das fronteiras de Israel foi começada por Israel, pelo contrário, foi Israel que foi sempre invadido pelos seus vizinhos, com o objectivo concreto de liquidar o Estado de Israel.
Não admira a conclusão final: "O Ocidente tem um problema moral a resolver: a invocação permanente dos direitos humanos começa a ser conversa de chacha", calculo que os outros, os que votaram contra a alteração proposta pelo Canadá, não tenham problema moral nenhum com a invocação dos direitos humanos, começando pelo governo do Hamas que governou a Faixa de Gaza nos últimos quinze anos, liquidando sumariamente adversários, embebendo a sua estrutura militar no meio da população civil, ignorando os direitos das mulheres e homossexuais, etc., etc., etc..
Depois da quebra de cessar fogo a 7 de Outubro pelo Hamas, parece que o certo seria darmos todos as mãos, cantar o Kumbaya, e trocar reféns civis ilegitimamente capturados por bandidos por outros bandidos legitimamente detidos por um Estado democrático que respeita o Estado de direito, incluindo os direitos de defesa dos acusados, com o argumento de que não pode haver mortes de civis e é preciso evitar uma catástrofe humanitária.
Sim, há uma catástrofe humanitária em curso, sim, na medida do possível é preciso limitar a sua extensão e poupar o mais possível os civis, mas não parece que o futuro seja grande coisa se os que quebraram o cessar-fogo a 7 de Outubro tiverem sucesso na sua estratégia de atacar civis, capturarem reféns e reforçarem o seu exército com mais seis mil pessoas vindas das cadeias de Israel, usando como escudo o seu próprio povo e uma propaganda agressiva a que é sensível esta esquerda fofinha.
Não faço ideia de como se sai desta situação poupando todos os civis, mas parece-me que ceder à chantagem de hoje não abre nenhuma perspectiva para um futuro melhor amanhã.
"O que vinga é o "olho por olho, dente por dente" e é o que estamos a assistir no contra-ataque de Israel a Gaza, depois do atentado terrorista de 7 de Outubro", diz Ana Sá Lopes, como se dizer à população que se afaste é o mesmo que atacá-la de surpresa, como se violar pessoas seja o dia a dia do exército israelita, como se houvesse qualquer notícia credível de atrocidades do exército israelita em Gaza, como se Israel estivesse a fazer reféns para negociar ganhos de causa com o Irão, etc..
Sim, há vítimas inocentes, sim, há danos colaterais, em extensões que não sabemos qual seja porque não há informação independente vinda de Gaza, sim, era bom que fosse possível evitar isso, mas não consigo perceber como raio se pode Israel defender de um grupo de selvagens que se esconde no meio das pessoas de bem, sem que haja danos colaterais.
Ou melhor, até sei, era os selvagens não terem quebrado o cessar fogo que vigorava a seis de Outubro.
Mas não havia cessar-fogo em 28 de novembro de 1947?
1 – Ninguém aceita, senão por uma escolha facciosa, que a um exército de um Povo se chame «exército», e a de outro Povo se chame «terrorista». Um é o exército de Israel. O outro é o exército do Povo Palestiniano, designado por Hamas.
2 – Que País aceitaria não ter um exército para se defender de quem o pretende ocupar ou atacar? O Povo Palestiniano está impedido de ter um exército?
3 – Cada um desses dois exércitos já cometeu os mesmos crimes, e exatamente pela mesma causa. Defenderem-se um do outro. Militares israelitas, disfarçados de colonos e trajando à civil, ocuparam e mataram civis e militares Palestinianos desde 1948. Neste momento, contabilizados os crimes desde 29 de novembro de 1947, o do lado israelita cometeu o mesmo, multiplicado por 100 ou mais.
4 – Portanto, querer politizar a questão (esquerda/direita, selvagens/civilizados, exército/terroristas, etc.) é fazer o mesmo de aquilo que se pretende criticar.
5 – O ilustre João Távora, este domingo, 29 outubro 2023, de acordo com a narrativa bíblica do “Novo Testamento”, colocou as duas frases do cobrador de impostos de Herodes Antipas em Cafarnaum, Mateus. Que teria sido, após isso, um dos Doze Apóstolos de Jesus, rebatizado de São Mateus. Dizia ele, que Jesus teria dito o seguinte: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo».
6 – A pergunta que milhares fazem (não por serem de esquerda ou de direita, por serem desta ou daquela ideologia, por serem contra ou a favor) é a seguinte: «Os Israelitas, desde 1948, amaram os Palestinianos como a si mesmos?».
7 – Ora, como diz o Livro do Êxodo dos judeus-israelitas, o seu Deus disse-lhes, que, enquanto não cumprirem este Mandamento, não poderiam regressar à Terra Prometida (a atual Palestina e Jerusalém).
8 – Mas, ao contrário do que Deus lhes disse, os israelitas estão continuando a não cumprir (passo a citar) a “Palavra da Salvação”.
a percepção generalizada de que tudo aquilo que é feito a Israel é legítimo, mesmo que ilegal (como degolar bebés), e de que tudo aquilo que Israel faz é ilegal, mesmo que legítimo (como punir a degolação de bebés). Israel tem toda a legitimidade de se defender, obviamente – desde que não se defenda. Porque defender-se é simultaneamente um direito e um crime: exercer o direito é, ipso facto, cometer o crime; a única forma de não cometer o crime é não exercer o direito... É o direito como criminalização do próprio exercício do direito. É o direito como criminalização daquilo mesmo que o direito tem como função assegurar. É o direito como impossibilidade de exercer o direito. O nome deste direito anti-direito, esplendorosamente orwelliano, é “direito internacional”.
Quando incide sobre Israel, o direito internacional – raramente especificado e invariavelmente distorcido – constitui a própria abolição do direito. Na medida em que visa a proscrição de um único povo e a sua remoção da família dos povos, actuando assim como um instrumento de discriminação legalizada, o “direito internacional” são as Leis de Nuremberga das nações. Israel não é uma nação, é o Untermensch das nações, é o dhimmi das nações, criatura de classe inferior e proibida, agora como outrora, de se defender: “forbidden to strike a Muslim, carry arms, ride horses” (Benny Morris). O acto de atirar pedras aos judeus por parte das crianças muçulmanas tem raízes muito anteriores ao surgimento do corrente conflito. Constitui, como conta Bernard Lewis em The Jews of Islam, um velho fenómeno.
4-
"Décadas de desumanização dos israelitas por parte da imprensa ocidental conduziram à absoluta dormência moral relativamente ao sofrimento de um dos lados do conflito. Desumanização que persiste, mesmo após o pogrom de 7 de Outubro. Quem se der ao trabalho de fazer um levantamento das primeiras páginas do Público dedicadas ao conflito desde o passado 8 de Outubro, verá que nem por uma vez o sofrimento israelita é captado e transmitido. Em Israel, que não passa de uma grotesca abstração militar, não existem humanos, apenas soldados; não existem casas, apenas tanques; não existem mortos, apenas estatísticas. Todas as crianças apresentadas, mortas ou aterrorizadas, são palestinianas. Não há mater dolorosa israelita neste conflito: toda a Pietà é palestiniana. Os bebés israelitas carbonizados e mutilados, as raparigas israelitas violadas e desfiladas, os idosos israelitas mortos e humilhados nunca fazem primeira página. Não se vêem nem se ouvem. É como se nunca tivessem morrido. É como se nunca tivessem sequer existido. É como se fossem apenas, de novo, cinza cuspida da chaminé de um crematório nazi e levada pelo vento"
É uma segunda morte em cima da primeira. Um novo rapto a somar ao velho. A inexistência de fotos na imprensa não é, no essencial, moralmente diferente da nova moda que consiste em rasgar e deitar ao lixo os cartazes com as fotos dos sequestrados em Gaza. O sofrimento judaico não pode ser visto nem exposto em público."
Nem uma foto dos reféns. Nem uma foto dos bebés mortos. Nem uma foto das jovens violadas. Se compararmos esta ocultação deliberada com as famosas fotos da guerra no Vietname, teremos uma ideia, ainda que vaga, do ponto a que a nossa imprensa desceu. Expor o monge budista que se auto-imola numa rua de Saigão (World Press Photo of the Year, 1963), ou o tiro na cabeça de um suspeito vietcong por parte de um oficial vietnamita (World Press Photo of the Year, 1968), ou a menina aterrorizada que foge, completamente nua, de um ataque acidental de napalm (World Press Photo of the Year, 1973), era revelar à opinião pública “the terror of war”. Onde está a menina israelita? A menina nua, aterrorizada, sequestrada, violada, morta? Não existe. Nunca existiu. Todas as meninas são palestinianas. Em casa, em agonia, não há nenhuma mãe à espera da menina israelita. Porque, como as meninas, todas as mães à espera em casa e em agonia são palestinianas. As primeiras páginas não mentem: a menina israelita, já morta ou ainda sequestrada, não existe. Nunca existiu.
Este conflito não é, na sua essência, sobre território. É sobre esta menina. Não é um conflito imobiliário. Não é um conflito geográfico. Numa coisa os anti-sionistas (isto é, os anti-semitas, de esquerda e de direita, cada vez menos envergonhados) têm razão: este é um conflito sobre o direito. Não sobre o direito internacional, mas sobre o direito de existir. Sobre o direito, portanto, de que dependem todos os outros. Sobre a existência, o direito à existência, daquela menina nua que não existe.
Os milhares (milhões?) que hoje gritam nas ruas “From the river to the sea”, não disfarçam já que é – sempre foi e sempre será – sobre o direito de existir. Quem viu o pogrom daquela manhã sabe que o 7 de Outubro não é apenas mais um episódio do longo conflito. Não é parte do conflito: é onde o conflito se parte. O 7 de Outubro é o instante, paradoxalmente sombrio e luminoso, crepuscular e amanhecente, em que todo o conflito se suspende, se confessa e expõe, de uma vez por todas, o terrível segredo da sua origem e perpetuação: se isto é um povo."
1 - O problema não era problema, enquanto o outro lado que era atacado e roubado tinha fisgas e pedras.
2 - A partir do momento que começa a ter mais e melhores armas, a coisa muda de figura.
3 - Nunca mais Israel e os EUA irão ter o poder de fazer o que querem, sem sofrerem o mesmo.
4 - E esta mudança de status, é o que leva ao atual histerismo por parte de quem se achava imune e superior.
5 - O Povo europeu, e um pouco por todo o Mundo, através de centenas de manifestações de rua, provocaram uma derrota reputacional ao «Império do Ocidente», que reinou despotamente sobre os Povos e Nações do Mundo desde o séc. XV, quando adquiriu uma supremacia tecnológica.
6 - Agora, a partir desta terceira década do séc. XXI, nem com 10.000 porta-aviões e 10.000 bombas atómicas, nem com todo o dinheiro que têm nos Bancos, conseguirá jamais evitar.
7 - É esta Mudança. Que julgavam nunca acontecer durante o tempo das suas vidas.
8 - E nas próximas décadas ainda será maior.
Não é verdade.
1 – Quem invadiu o território, que era há mais de 3000 anos do Povo Palestiniano, foi Israel. Concretamente, a partir dessa Resolução n.º 181 de 29 de novembro de 1947 das "Nações Unidas". O invasor foi Israel.
2 – Israel e os Israelitas nunca existiram, em carne-e-osso, biologicamente, naquele território, senão na narrativa fantasista, religiosa e colonialista dos Livros Sagrados do Deus inventado pelos Judeus-Israelitas. Aquele território era do Povo Palestino (como os dados genéticos, e os testemunhos arqueológicos e antropológicos mostram), porque nele vivem ininterruptamente desde há mais de 5000 anos (3100+2023).
3 – Os EUA fizeram o mesmo. Chegaram lá, no séc.XVII, ao sítio a que passaram a chamar o seu País em 1776, mataram e puseram em "reservas" (iguais às que os Israelitas usam na Cisjordânia e em Gaza) os Povos que habitavam aquele território da América do Norte há milhares de anos. Tudo em nome do seu Deus, que dizem, que foi Ele que lhes disse que tinham direito ao território dos Outros Povos, por serem "infiéis", "não-Humanos", ou "não-Democráticos", e outros .
4 – Os Europeus, também fizeram o mesmo, no séc. XV, e seguintes.
5 – Portanto, hoje, no séc. XXI, estar a confundir o que é a religião e a Fé de cada um com a Verdade histórica e antropobiológica é, simplesmente um erro indesculpável. É, de facto, verdadeiramente, (passo a citar) «uma inauguração, uma implosão, um panegírico, e um vitupério».
6 – São, estes, os valores e a moral incarnada nos ditos valores “ocidentais”. Que o “Novo Testamento” critica, e que nos manda substituir por outros se quisermos “passo a citar) “entrar no reino dos céus”.
7 – Ou seja, falta conseguirmos deixar de sermos os que somos e fomos. Para conseguirmos discernir mais do que somos capazes agora.
1 – Israel existia.
2 – Mas existia apenas no imaginário religioso dos que professavam a Fé Judaica.
3 – Nunca teve existência térrea ou cárnea, senão a partir de 1947.
4 – Aliás, é exatamente isso que o seu imaginário diz na Torah: «Por não terem cumprido a palavra de deus e os mandamentos dos Profetas, foram expulsos da Terra Prometida, e nunca mais para lá poderão voltar enquanto não forem capazes de a cumprir».
5 – E, o que os Israelitas atuais não conseguem cumprir, desses Mandamentos que o seu Deus lhes ordena, é, entre outros incumprimentos: "não matarás", "ama o teu próximo como a ti mesmo", etc.
6 – Logo, mesmo no imaginário da sua Fé, não deviam sequer estar lá, na Palestina (ou, de acordo com essa narrativa religiosa e imaginária, na “Terra Prometida”).
Há várias teorias, mas a corrente dominante atual sustenta que houve uma única migração primeiro para a Ásia, depois para a Australásia e, mais tarde, para a Europa.
A América ainda estava muito longe e, sobretudo, bastante isolada.
A maior parte da América do Norte estava coberta por uma espessa camada de gelo que tornava a região inabitável” pois as condições eram difíceis. Mas no final desse período glacial, as camadas de gelo começaram a derreter e surgiram alguns refúgios glaciares. Um desses refúgios foi a Beríngia (o Estrito de Bering), uma ponte de terra que emergiu do mar congelado por meio da qual as primeiras populações de humanos entraram na América do Norte e Canadá há cerca de 12 ou 14 mil anos. Esses povos ancestrais que chegaram à América saíram da Sibéria em direção ao Alasca por aquele trecho de terra e outros vieram do Leste Asiático.
Um dos achados mais recentes foi a descoberta em setembro de 2021 de pegadas humanas em um lago do Novo México, nos Estados Unidos, com mais de 20 mil anos.
Essas pegadas sugerem que os primeiros humanos chegaram à América no auge da Última Era do Gelo e que pode ter havido grandes migrações sobre as quais ainda não sabemos muito. Para tentar descobrir quem eram, recorremos novamente à genética.
Graças a ela sabemos que os ancestrais dos primeiros americanos se separaram de seus "primos asiáticos" quando entraram na ponte terrestre de Bering, e que se misturaram muito mais do que se supunha, sobretudo durante os últimos 10 mil anos.
Os geneticistas acreditam que houve uma miscigenação entre duas populações ancestrais humanas: os antigos paleo-siberianos e os antigos asiáticos do leste».
------------Só para terminar: como vê, caro Sr., fica provado que a antiguidade não é um posto! Se fosse pela antiguidade ,i.e., pela ordem de fixação e ocupação dos povos, ficaria posta em causa a verdade sobre os primeiros povos autóctones serem os índios. E nesse caso, segundo o seu raciocínio, se é pela ordem de chegada (quem chegou primeiro) o direito à terra /pátria, então a ancestralidade das populações de índios não lhes daria o direito de chamar-lhes a "sua" terra/pátria, já que a sua origem como povo primitivo da América é um mito, "nunca existiram". Mas eu considero que eles têm tanto direito a chamar-lhes a "sua" terra, tal como certamente lhes chamaram sua Pátria todos os povos que já tinham chegado antes deles e aí se fixaram. Do mesmo modo todos aqueles que foram chegando posteriormente em ondas sucessivas de emigração e que ocuparam, desbravaram, conquistaram e se fixaram nessas terras __ incluindo os europeus que considera usurpadores / "invasores" e afirma que ali "nunca existiram". Todos eles, repito, todos os que ocupam, partilham e vivem nesses territórios têm o direito de o considerarem a sua pátria.
Tudo isto para quê? Para lhe dizer que se aplica de igual modo à História de Gaza e demais regiões circundantes. Se quiser saber também a história das ocupações de Gaza (e dos tais "usurpadores" israelitas nunca terem existido naquele território), aconselho-o a procurar literatura sobre a Filisteia. Verá que não é muito diferente dos "invasores" que chegaram e "ocuparam" a América («indevidamente», segundo o seu critério).
Isto já não tem conserto. E só vai piorar. Perante esta drástica “alteração climática”, desconfio, pelo que vemos nos laboratórios e universidades, que quando as elites que mandam no Mundo conseguirem pôr as suas coisinhas numa mochila (bases-de-dados, arquivos de genes, e outras coisas de Noé semelhantes a estas), e encontrarem um lugar fora-de-Aqui para se re-semearem, ficam cá só os que vão morrer. Só uma ínfima parte entrará no “reino-dos-céus”.
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