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Harmonia e progresso

por João Távora, em 03.04.17

O Jornal da Noite da SIC promete para quarta-feira um "especial" sobre Passos Coelho na contingência dum “governo Socialista que soma vitórias”. Pela minha parte começo a acreditar que, bem vistas as coisas, para o País alcançar a harmonia e o progresso, ao regime basta um partido, o PS.

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7 comentários

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De José Domingos a 03.04.2017 às 13:08

Está em curso um processo de venezuelizacao em Portugal, com a bênção da ue. Só falta criar um pacto de Varsóvia, comissários políticos, censores, kgb e nkvd já cá está. O jornalixo nacional faz o que lhe mandam.
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De que fartum a 03.04.2017 às 14:58

E a falta que nos faz o CDS?
E a falta que nos faz o PSD?


Podíamos lá viver sem sem estes democratas. Náááá.
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De Fernando de Oliveira a 03.04.2017 às 15:48

Mas isso é o que constava das "escrituras" antigas! O PS sempre se auto encarou como o herdeiro do regime. O caminho será, se ninguém se conseguir opor, à hegemonia total com o fim na "União Nacional Socialista"!
À esquerda restará com o valor mínimo o PCP e à direita os restos do PSD e CDS reduzidos a "poucochinho. A fórmula mantem a pluralidade q.b. para sermos aceites na "Europa". Nada de ditaduras...
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De que fartum a 04.04.2017 às 15:40

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De Júlio Andrade a 04.04.2017 às 00:35

Esta do "somar vitórias" não lembraria ao careca, como diria MRS. Até escrevi no meu blog:
Outra afirmação do mesmo anúncio da futura entrevista refere-se à dificuldade que Passos deverá ter para criticar o Governo, pois, segundo a jornalista, está "perante um Governo que soma vitórias"! Quais serão as "vitórias" deste Governo? Ter conseguido um défice de 2,1%? Vitória ou truque mal escondido, como está amplamente provado? Ter conseguido baixar a taxa de desemprego? Limitou-se a deixar correr a tendência que já vinha desde 2014 e que acompanha a da UE e da Zona Euro. Ter acabado com a austeridade? Tanto a esquerda radical que apoia o Governo como a oposição de direita contestam, com apoio em números, que a austeridade tenha acabado ou sequer diminuído. Conseguir um aumento do PIB tanto em 2016 como se prevê em 2017? Quando se verifica que estes crescimentos anémicos representam uma desaceleração em relação a 2015, onde está a vitória? Fazer com que a dívida pública continue a aumentar? Neste caso trata-se não só de uma derrota como de uma deriva que terá graves consequências para o futuro do País.
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De João Lopes a 04.04.2017 às 10:51

A sic esqueceu-se de dizer que são tudo vitórias pírricas.
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De Fernando S a 05.04.2017 às 10:08

A única "vitória" do governo actual é nas sondagens, ao estar a convencer um maior número de eleitores de que a austeridade acabou, que o pais e as pessoas estão melhor, que o mérito é todo seu, e que basta continuar assim para que tudo continue a correr cada vez melhor e sem riscos no futuro. 

Senão vejamos ...
O governo actual herdou do governo anterior um pais com contas públicas mais consolidadas (em particular, o déficit orçamental desceu fortemente entre 2010 e 2015) e com uma economia mais ajustada e em crescimento.  

Acresce que as condições externas (politica monetária do BCE, maior crescimento das economias europeia e mundial, preço do petróleo baixo, câmbio Euro/US$ mais baixo, forte aumento do turismo a fugir do terrorismo, etc) têm sido bastante favoráveis.

Tudo isto, associado ao facto do governo actual, felizmente ao contrario do que anunciara e prometera, não ter revertido a totalidade das medidas do governo anterior (por exemplo, na austeridade do Estado e na legislação laboral), fez com que, apesar de uma série de erros de politica (por exemplo, ter aumentado rendimentos de certas categorias clientelares e encostadas ao Estado e ter revertido e esvaziado algumas das reformas estruturais em curso ou recomendadas), a economia continuasse a crescer e o desemprego a baixar, embora a um ritmo inferior.

Portanto, a situação económica não piorou porque o Pib continuou a crescer e o desemprego a baixar e, consequentemente, a condição geral das pessoas também acabou por melhorar ligeiramente.

Mas, importa perceber que o único mérito do governo actual é não ter feito pior do que poderia ter feito se tivesse feito tudo aquilo que prometera fazer.... Não foi nenhuma clarividência de última hora mas apenas a compreensão pragmática e oportunista de que se não tivesse recuado face à UE, ao BCE e aos mercados, a credibilidade do pais teria caido rápidamente a pique e com ela teria faltado o dinheiro necessário para financiar o Estado e a economia. E, se a economia continuou a crescer e o financiamento a chegar (embora agora com maiores custos financeiros), foi sobretudo graças ao trabalho feito até 2015 pelo governo anterior (o que é reconhecido pela generalidade dos observadores e entidades internacionais) e graças às condições externas mais favoráveis.

Dito de outro modo, se não tivesse havido uma mudança de governo em 2015, se a politica anterior tivesse continuado sem discontinuidade e sem hesitações e recuos, com as condições externas mais favoráveis, o mais certo teria sido a economia ter crescido nestes 2 anos em termos acumulados ainda mais do que cresceu até agora.

Ou seja, a situação económica e financeira seria hoje melhor e as pessoas em geral também estariam hoje melhor.    

Portanto, a primeira coisa a lamentar é a perda de tempo (por exemplo, na consolidação do déficit e da divida e no atrasar das reformas) e o desperdicio de recursos (por exemplo, em custos financeiros e em novos investimentos) que, mesmo assim, estes 2 anos de "geringonça" já representaram.

Mas, significa isto que, embora não tão boa quanto poderia ser, a situação está mesmo assim controlada e não há por isso que ter grandes receios quanto ao futuro ?

Não, apesar de algumas aparências de curto prazo enganadoras, não está e por isso é que há razões para estar preocupado e para não excluir o risco de um novo colapso mais cedo ou mais tarde.

A insuficiente consolidação das contas públicas e o ainda fraco crescimento economico degradaram as condições de sustentabilidade do sistema financeiro português, sobretudo do Estado e dos bancos mas também das empresas e até das familias.

No fim de contas, o nosso endividamento global continua a ser muito elevado e por isso é que as taxas de juros de referência também estão altas.

A nossa margem de segurança é minima e muito curta.

Basta o BCE alterar a sua politica monetária ou haver alguma perturbação externa para nos podermos encontrar de novo numa situação critica.

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