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Handling...

por João-Afonso Machado, em 05.08.21

A TAP requereu a falência da privada Groundforce. Uma falência, uma falácia - a TAP é maioritariamente detida pela República. E a República, dotada de todo o tempo de antena, dirá a propósito o que lhe vier à cabeça pela voz do Governo, sob os bons auspícios da Comunicação Social.

Pois, como referi, os tribunais decretaram a mencionada falência. (Fica por saber até onde o Poder Judicial é realmente independente do Poder Executivo...) Neste comenos, logo se ouviu o mais ajavardado ministro, Pedro Nuno Santos, explicar que os postos de trabalho na Groundforce estão salvaguardados. Mais não seria preciso para confirmar o envolvimento de Costa e dos seus energúmenos neste imbróglio.

(Tenha-se presente, o ministro falou, mas a sentença ainda não transitou em julgado; tenha-se presente, também, o processo, de natureza urgente, - logo, correndo em férias judiciais - impossibilita o Parlamento de tomar posição no tema antes de Setembro.)

Cá com o PS é assim...

Caminhos sofisticados... Indo pelas vias mais rápidas e melhor iluminadas, o Governo quis acabar, tão simplesmente, com a Groundforce. Dar a paulada final no "privado". Pedro Nuno Santos não aspira a outro desiderato. E, entretanto, vai despedindo enquanto promete manter os vínculos laborais. Tudo faz em conformidade com o que tudo assanhadamente criticaria se fosse iniciativa de outrém. Na naturalidade com que conduzia o Porsche seu que os mentores de imagem lhe recomendaram vendesse, porque - bem vê... - o comedimento...

Em suma, quando a TAP for em definitivo nacionalizada - essa a sua questão de princípio - aqui estaremos para analisar a proeza. Julgo não pensar errado ao dizer: mesmo então, as proclamações da Imprensa serão uma água benta sobre estas mudas transvias da desprivatização. Mas então, já esquecidos, os portugueses, resmoneando contra o Destino, procurarão alternativas de voo sem tugir nem mugir contra o Governo.

Assim se governa à socialista. E este é o nosso fado...



13 comentários

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De Manuel da Rocha a 05.08.2021 às 17:14

A ESTUPIDEZ e a DESINFORMAÇÃO PROPOSITADA POR PARTE DESTE MEMBRO DO PSD AQUI mete NOJO!!!
Primeiro ponto: NENHUM TRIBUNAL DECLAROU A FALÊNCIA DA GROUNDFORCE!!! PARE DE SER MENTIROSO!!! O tribunal declarou que a empresa não tem capacidade financeira para fazer face ás despesas correntes, sendo necessária uma reestruturação... algo que dá pelo nome de INSOLVÊNCIA. USE O SEU TELEMÓVEL DE 6000 EUROS PARA APRENDER O QUE É EM QUALQUER MOTOR DE BUSCA, SEU MENTIROSO IDIOTA. 
Depois, a TAP já é maioritariamente pública, evitando situações como é a Lufthansa ( o promotor dos partidos de direita que publicou não vai permitir falar sobre isto) que receberá 18000 milhões de euros, a fundo perdido, usando a GermanWings como empresa secundária, para evitar questões da Comissão Europeia. A TAP não o fez, pois podia ter feito o mesmo usando a SATA e a TAP Express, aumentando o deficit, nas contas pública, e sem precisar de autorização de Bruxelas. 
Entretanto, o Sr. Dr. joão afonso machado, aumentou a pressão para a campanha eleitoral, para receber os seus prémios pelos posts feitos em publicidade ás coligações do PSD com o Chega. 
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De João-Afonso Machado a 05.08.2021 às 18:33

Eu deixei passar o seu insultuoso comentário só para que o público perceb a natureza que o fez. E, já agora, para o convidar a vir dizer isso tudo (na parte em que insulta) na minha cara.
Passe bem.
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De Carlos Guerreiro a 06.08.2021 às 11:25

Parabéns! Acabou de chamar burro ao Pedro Nuno Santos (e ao Costa) por não terem sido capazes de salvaguardar a TAP como fez a Alemanha com a Lufthansa (o que já é conhecido, mas dito pela esquerdalha tem outro valor).
Sugiro um post sobre televómeis de 6000 euros...
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De Anónimo a 05.08.2021 às 19:07

https://observador.pt/2021/08/04/tribunal-decreta-insolvencia-da-groundforce/
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De Al Judice a 05.08.2021 às 20:40

Claro que uma empresa insolvente fica nas mãos dos credores. PNS parece mesmo com cara de quem a aposta na sua reconstrução, não é? Os xuxas sabem fazer a coisa, isto vai por degraus, mas acaba em socialismo.
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De Anónimo a 05.08.2021 às 23:38

Os Manueis da Costa engolem tudo aquilo que o governo lhes meter pela garganta abaixo e ficam muito felizes por lhes darem 1 euro com a mão esquerda sem repararem que lhes retiram 2 euros com a mão direita. São felizes? Pelos vistos são... 
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De Anónimo a 05.08.2021 às 23:42

Errata: Onde escrevi Manueis da Costa deveria ter escrito Manueis da Rocha, mas na verdade vai dar tudo ao mesmo 
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De balio a 06.08.2021 às 09:51


o processo, de natureza urgente, - logo, correndo em férias judiciais - impossibilita o Parlamento de tomar posição no tema antes de Setembro



Que raio tem (ou teria) o Parlamento (isto é, o poder legislativo) de tomar posição sobre um processo judicial?
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De João-Afonso Machado a 06.08.2021 às 09:57

Pode obviamente tomar posição sobre a iniciativa da TAP (Governo) como credora.
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De balio a 06.08.2021 às 10:20


Poder, pode. Mas não deve.
Por tradição, em Portugal, o Governo e a Assembleia da República não se intrometem nos atos de gestão das empresas públicas. Em particular, não se intrometem quando uma empresa pública qualquer, enquanto credora de outra empresa (e, repare-se, a Caixa Geral de Depósitos é uma empresa pública que é credora de múltiplas outras empresas), pede a decalaração da sua falência.
A Assembleia da República pode, mas não deve, intrometer-se nos atos de gestão de uma qualquer empresa pública. E pode, e deve, exigir que o Governo faça isso mesmo: que não se intrometa.
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De João-Afonso Machado a 06.08.2021 às 10:40

De acordo. Mas como sabe, as coisas não se passam assim. O caso TAP tem sido muito debatido na AR, o ministro é polêmico e as criticas viriam da esquerda e da direita.
Já fragilizado o governo esquivou-se do modo que referi.
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De Anónimo a 08.08.2021 às 14:23

Eu não entendo qual é a questão do João-Afonso com a declaração de falência da Groundforce.
O próprio patrão da Groundforce reconhece que a empresa deve imenso dinheiro aos seus trabalhadores e não é capaz de lhes pagar. Ora, se isso é assim, se a empresa não é capaz de satisfazer os seus compromissos financeiros, então é evidente que ela está falida.
Portanto, o pedido de falência feito pela TAP, e a anuência do tribunal, mais não fazem do que colocar no papel um facto que já há muito se verifica.
A Groundforce está falida porque está, não por culpa da TAP nem do governo nem do tribunal. Urge reconhecer a falência, para poder começar de novo.  
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De João-Afonso Machado a 12.08.2021 às 14:25

E sendo um empresa privada é o Governo que garant) depois de ter pedido a insolvência, que paga tudo aos trabalhadores.
Sabe o que é uma assembleia de credores?

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