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Resultado de imagem para bombas de gasolina filas

Há quatro dias que está anunciada esta greve dos motoristas dos transportes de materiais perigosos (leia-se gasolina e gás, por exemplo), que paraliza o país, e o Governo não tinha uma estratégia preparada. Por exemplo, não tomou a iniciativa de avisar a população da necessidade de tomarem medidas, tais como abastecerem os carros atempadamente, e deixou chegar a esta situação caótica de as bombas de gasolina ficarem sem combustíveis.

O caos está instalado. Não foram só os aeroportos que ficaram sem combustíveis, também as ambulâncias do INEM, os Bombeiros e outros. E foram ainda todos os postos de abastecimento que ficaram à beira da ruptura, com as pessoas a serem apanhadas "de calças na mão", ou seja, com os carros vazios. Isto, ainda por cima, à beira da Páscoa, quando as pessoas viajam mais.

Esta reunião, que houve hoje entre a ANTRAM, o Governo e o sindicato do setor, para definir serviços mínimos da requisição civil, não devia ter sido feita antes?

O Governo não antecipava que ia ser preciso a requisição civil nesta greve? 

Em pleno caos, o Presidente da República apressou-se a dizer que o Governo devia reunir-se com os sindicatos, esquecendo que quem tem de se reunir com os sindicatos é a entidade patronal, a ANTRAM, e não o Governo. Pois não se trata de função pública em que o patrão é o Estado. Mas Marcelo é o comentador político compulsivo, que tem sempre coisas para dizer, às vezes muito além do que deveria. Razão tem José Miguel Júdice quando diz que Marcelo precisa daquilo que tinham os imperadores, de alguém ao lado, que lhe diga "lembra-te que és mortal". 

E o Governo? Casa roubada, trancas na porta, tem sido o lema deste Governo em todas as "calamidades".

Mais uma vez, António Costa, em cima do fogo (metáfora cara a este Governo), lá pôs, e bem, os ministros da Administração Interna e do Ambiente e da Transição Energética a declararem a “situação de alerta”  e “declaração de reconhecimento de crise energética", para acautelar de imediato níveis mínimos nos postos de abastecimento, de forma a garantir o abastecimento de serviços essenciais, designadamente para forças e serviços de segurança, assim como emergência médica, proteção e socorro.

Isto, é pôs militares e outras forças e serviços de segurança, bem como todos os agentes de proteção civil, e ainda todos os motoristas de pesados, de prevenção para poderem conduzir camiões-cisterna cheios de combustíveis para fazer o país andar. Um solução de emergência, que podia ter sido mitigada por uma jogada de antecipação que era expectável que existisse da parte do Governo.

Costa lá chamou o seu negociador de causas difíceis, Pedro Nuno Santos, para se sentar à mesa com os patrões e empregados de uma atividade que é vital para o país. Nesta altura, e depois de uma reunião com o Governo (com Pedro Nuno Santos, o negociador), estão assegurados serviços mínimos de abastecimento de combustíveis. Hospitais, aeroportos, bombeiros, polícias com abastecimento a 100%. Mas apenas 40% das bombas em Lisboa e Porto vão ser abastecidas com 30% do volume habitual. O resto do país, pode ficar sem combustíveis. Se isto não é uma trapalhada? É o quê?

As pessoas que gostam de ser idolatradas e querem agradar carregam em si toda a violência do mundo.

Os governantes devem governar com convição e não em função do que podem pensar deles. Essa é talvez a maior diferença de Passos Coelho (e a que o torna irrepetível) face à maioria dos primeiros-ministros.

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10 comentários

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De Antonio Maria Lamas a 17.04.2019 às 08:33

Excelente post.
Costa está em pânico com medo de perder as eleições por sua exclusiva culpa ao indicar aquela nulidade chamada Marques, e não pensa no País. 
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De Anónimo a 17.04.2019 às 15:26

Mais do que nulidade, uma aberração. O que é espantoso é que ele não arranja melhor.
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De Anónimo a 17.04.2019 às 09:05

O governo esteve Mais preocupado com Juizes do que estes condutores. Que merecem mais pelo perigo. O aumento dos juízes é maior que o salário destes. 
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De Luís Lavoura a 17.04.2019 às 11:30

o Governo [...] não tomou a iniciativa de avisar a população da necessidade de [...] abastecerem os carros atempadamente

Talvez a MTA tenha razão, mas repare, tem havido múltiplas greves (nos transportes, na saúde, na educação) e o governo nunca toma a iniciativa de avisar a população. Há greves nos comboios, o governo não vem dizer às pessoas para planearem as suas viagens de comboio para outros dias. Há greves na saúde, o governo não avisa as pessoas para evitarem ir ao centro de saúde nesse dia. Por que raio haveria o governo de, nesta greve, ser alarmista, dando antecipadamente à greve um impacto que não se saberia se ela iria ter?

deixou chegar a esta situação caótica de as bombas de gasolina ficarem sem combustíveis

Chegar-se-ia sempre a esta situação, mais tarde ou mais cedo.

O Governo não antecipava que ia ser preciso a requisição civil nesta greve?

Nunca se fazem requisições civis antes de uma greve. Tem primeiro que se ver (1) se a greve é seguida por muitos trabalhadores (há muitas greves que só são feitas por uma minoria e não chegam a fazer grande mossa), e (2) se os serviços mínimos são cumpridos.

Se isto não é uma trapalhada? É o quê?

São as consequências normais de uma greve num setor muito sensível.

ainda por cima, à beira da Páscoa, quando as pessoas viajam mais

Se a greve fosse feita noutra altura qualquer, afetaria as pessoas que precisam dos carros para trabalhar, o que seria pior. Ir viajar na Páscoa não é, propriamente, uma necessidade...
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De Carlos Gonçalves a 22.04.2019 às 02:23

"São as consequências normais de uma greve num setor muito sensível."



Não, não é normal. Um governo tem serviços de informação que custam bom dinheiro aos contribuintes. Tem gabinetes  e colaboradores que custam bom dinheiro aos contribuintes e que é 
suposto serem capazes de antecipar situações e cenários de vulnerabilidade. Nada do que o contribuinte paga  muito generosamente paga funcionou. O contribuinte ficou totalmente à mercê de uma classe profissional que, nos termos da constituição, 
reivindicava   o que entendia ser justo reivindicar: que tudo o que lhe era retribuído fosse objecto de tributação para efeitos e reforma nos termos da lei geral em vez  de abonado "pela porta do cavalo".  

É ingénuo. Querem ser contribuintes do esquema Ponzi das aposentações. É estúpido mas é um direito que lhes assiste.
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De António a 17.04.2019 às 14:06

O meu problema é viver no “resto do país”. Como tal não tenho gasolina. Como também não tenho trotinetes, bicicletas elétricas, transportes públicos, combóios pendulares, circulares interiores e exteriores, ou mesmo muitas oportunidades de emprego. De vez em quando isto arde, de vez em quando isto cai. Também de vez em quando, passam por cá cortejos de Mercedes que despejam gente bem-vestida na praça, de onde nos dizem do alto do palanque que está tudo bem e que se votarmos neles iremos finalmente ter o que nos foi prometido de 4 em 4 anos desde há 40 anos.
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De Anónimo a 17.04.2019 às 15:05


MTA, quando aparece é sempre para mostrar bem que 'merece o ordenado'...
Análise muito rica. E de grande nível.
A minha pena é que este ensino não seja divulgado (estava eu a pensar como gostaria de a ter como Professora). Como sei bem do que o tuga gasta, a este nunca convém aprender. O meu escrito não está claro. Para os meus limites. Perdoe.

Deus me valha e que Ele sorria para si todos os dias.
ao
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De Anónimo a 17.04.2019 às 22:11

ou isto é resolvido até sexta feira para que as reposições tenham efeitos  durante a proxima semana ou  a geringonça cai de vez!!!!!!
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De Carlos Gonçalves a 22.04.2019 às 02:26

Foi o que pensei.
Só a esquerda parece ter compreendido.
[Ou] não existe [ou] é parca de neurónios. A oposição. 
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De Luís Lavoura a 18.04.2019 às 10:14

Uma possibilidade não despicienda é que o governo não tenha querido dar importância a esta greve por ela ter sido convocada por um sindicato não pertencente a uma central sindical, ou seja, um sindicato independente.

Ou seja, o governo pode ter querido desvalorizar a greve para não dar a parecer à central sindical que estava a conceder muita importância e representatividade e poder ao sindicato independente.

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