por Luísa Correia, em 14.04.14
Noé é um filme pouco ortodoxo. Primeiro, porque «discorda», sem grandes subtilezas, do Deus castigador do Antigo Testamento ou, mais especificamente, da interpretação castigadora que o homem faz da mensagem divina. Depois, porque coloca o patriarca na posição de transmitir a sua herança de vida às suas netas, contrariando o cânone da primogenitura varonil. Noé é, portanto, um filme que requer um olhar moderno. É também um filme espectacular no plano da imagem e dos efeitos especiais, e a arca, uma concepção convincente. Noé é um filme de acção e [des]aventura, que agradará por certo a quem não espere demasiado do seu quadro de actores.