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Fiquem longe. Ficam bem.

por José Mendonça da Cruz, em 10.04.14

 

Vasco Lourenço e os militares da Associação 25 de Abril estão contra o voto dos Portugueses, acham que os Portugueses traíram o ideário político que, ao que parece, Vasco Lourenço e os militares da Associação 25 de Abril têm. Para voltarem a aparecer na cerimónia de comemoração do 25 de Abril, põem como condição que a Assembleia da República, a «casa da democracia», lhes reserve tempo para irem lá dizer que não gostam da democracia assim, gostam de uma democracia só deles. Vasco Lourenço e os militares da Associação 25 de Abril imaginam para si, na AR, um lugar paritário com os dos deputados que foram eleitos, mas de cujas ideias e distribuição eles não gostam. Vasco Lourenço e os militares da Associação 25 de Abril proclamam mesmo que «a linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa» e que «o poder político que actualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores». Ou, melhor dizendo, Vasco Lourenço e os militares da Associação 25 de Abril imaginam-se detentores de um poder tutelar que nenhuma democracia aceita, e a sua «linha política» deixou «de reflectir o regime democrático, os seus ideias e os seus valores». Não se vê porque haveriam de estar presentes na Assembleia.



5 comentários

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De Kataklismo a 10.04.2014 às 22:03

Têm todo o direito de não ir. Eles é que estiveram lá há 40 anos, não foram os deputados.
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De hclcruz a 11.04.2014 às 11:06

"deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República"

Uma informação importante.
Até que enfim que se admite o facto da Constituição incorporar um programa político.
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De Guilherme Morais a 11.04.2014 às 13:02

Traidores, em todos os tempos e em todos os lugares do planeta, são julgados, condenados e executados. Estes e todos os oficiais de carreira dos três ramos das forças armadas portuguesas, traíram uma Pátria, traíram uma Nação, traíram um Povo. O 25 de Abril de 1974, nada mais foi do que uma forma de manifestarem o medo e o total despreparo que tinham em relação à guerra no Ultramar. Nasci e prestei serviço militar em Moçambique. Convivi de perto com aqueles senhores. Ficavam nos quartéis, enquanto os milicianos eram destacados para as operações. Não merecem de minha parte qualquer respeito, pelo contrário, tenho a certeza que outras forças os julgarão e lhes proporcionará a "recompensa" que merecem, face à destruição de milhares de vidas de Ultramarinos que provocaram.
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De Vasco Lobo Xavier a 11.04.2014 às 15:47


O mais engraçado é que ele se ache no direito de impor condições à Assembleia da República e ao mesmo tempo tecer considerações sobre a democracia.  Delícia.
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De Ribas a 11.04.2014 às 17:20

O deles " ditos militares de abril" está garantido. O meu que por acaso também estive lá, não está garantido.
Eles com 30 anos de idade assumiram uma reforma 5 a 6 vezes a maioria dos portugueses e pouco fizeram para desenvolver Portugal. Eu que trabalho há mais de 40 anos e a bater no duro, não sei se a tenho.

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