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Fim ao fóssil

por henrique pereira dos santos, em 15.11.22

Eu não tenho nada contra a possibilidade de um dia se deixar de usar energias fósseis.

Isso é completamente diferente de achar que é possível, sem imensa dor e sem prejudicar os mais pobres e frágeis, deixar de as usar num curtíssimo espaço de tempo, antes que se consiga perceber que fontes de energia alternativas se pretendem usar.

Eu sei, eu sei, o argumento é que basta poupar, usar menos, ser mais frugal, defender energicamente a austeridade energética.

Aliás, para quem queira conhecer a argumentação a partir de fontes primárias, tem aqui um video, bastante primário, sobre o assunto, em que um rapaz simpático nos explica que claro que podemos viver sem combustíveis fósseis porque, como espécie, já vivemos 299 800 anos sem eles, e se nos últimos 200 anos os usamos, é porque "eles" ganham com isso, e mais ninguém.

O que ele diz é, com certeza, muito sólido, basta ver que o video é produzido com os nossos impostos e ninguém iria desperdiçar os nossos impostos em histórias da carochinha contadas por pessoas que não sabem grande coisa sobre os assuntos de que falam.

Portanto, até 2030, acabamos com uso de energias fósseis e, com isso, encontramos uma alternativa energética que nos permita continuar a usar a síntese de Haber-Bosch, a descoberta humana que, singularmente, mais vidas salvou.

É essa reacção química, fortemente consumidora de energia, que está na base da existência de fertilizantes azotados, que são responsáveis directos pela alimentação de 35% da população mundial, para além de serem responsáveis pelo baixo custo dos alimentos de toda a população mundial.

E ainda me permitem estar aqui a escrever num computador em vez de estar a cavar batatas (não me macem com esta figura de retórica, sei perfeitamente que nesta altura do ano não se cavam batatas).

João Camargo tem toda a razão, durante uns valentes milhares de anos não usámos da forma como usamos as energias fósseis (ele não sabe que o carvão é usado há muito mais anos que nos últimos duzentos, ninguém é perfeito, mas é verdade que a escala do seu uso é nova, nos últimos 200 anos), era um tempo de elevada mortalidade infantil, um tempo em que morriam mulheres em barda em partos, um tempo em que a esmagadora maioria da população mundial passava fome, pelo menos em algumas épocas do anos ou sempre que as colheitas eram más, por causa das secas, das inundações, das pragas e todas essas coisas que agora se explica que têm origem no consumo de energias fósseis, um tempo de elevadíssimas desigualdades sociais, em que o estatuto das mulheres era claramente inferior, em que a escravatura era aceite em quase todo o mundo, etc., etc., etc..

Se estão mesmo, mesmo preocupados com o facto do uso dos combustíveis fósseis vos roubar o futuro, a minha sugestão é que garantam um bocadinho de terra, de preferência no fundo de um vale, com pelo menos uma pouca de água no Verão, e comecem a aprender a produzir os vossos alimentos, enquanto o uso de combustíveis fósseis vos permite garantir que não passam fome até aprenderem os rudimentos da actividade.

É que se por um acaso lunar, alguém resolver tomar as medidas radicais que preconizam, como, mitigadamente, tentaram fazer no Sri Lanka com a abolição da produção agrícola assente em fertilidade industrial, garanto que a probabilidade de terem três refeições por dia, ao preço da chuva, como agora acontece, é praticamente residual e ter um bocadinho de chão é ainda mais necessário que no caso de ninguém vos dar ouvidos, como temem (e eu, ardentemente, espero).



14 comentários

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De Anónimo a 15.11.2022 às 09:44

a Europa aquece  desde a última glaciação sem uso dos fósseis.
os piores estão na política. mesmo com nuvens há fotões solares em todos os azimutes. não arranjem desculpas. Nunca fizeram, vão sempre fazer depois de criaram uns milhares de comissões. saiam das cidades e tratem das hortaliças e gado. nas albufeiras não aumentou o volume de água porque a chuva permitiu a sua entrada na terra. não esgotem o solo em sais minerais.
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De pitosga a 15.11.2022 às 10:42


Henrique P. dos Santos,
Graças à actual facilidade de comunicação, nunca apareceram tantos palermas a bolsar bostas. E como a palermice não tem tratamento nem, muito menos, cura a coisa vai acabar muito mal para os pobres. Os ricos já têm o seu Certificado de óbito assinado.

Abraço
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De Manuel da Rocha a 15.11.2022 às 10:48

Ainda há pior naqueles bandos de vândalos ignorantes: 
Ontem, um dos 50 porta-voz (curiosamente que não andam em nenhuma das escolas/universidades ocupadas, alguns que já são dirigentes da JSD, membros do Chega (Santarém) e da Juventude bloquista (BE)), andou a dar entrevistas aos meios de comunicação social. Num deles (rádio Comercial) a locutora perguntou-lhe como propunha fazerem viagens de férias ao México (onde ele esteve há poucos meses), o jovem anunciou que "com aviões eléctricos usando energia solar". Como a resposta da jornalista é que ainda só há 1 avião comercial, para 40 passageiros, que voa assim e que só pode voar com luz solar, o jovem mudou de conversa e virou-se para o sul de Espanha... como se 100% dos portugueses (já nem digo os estrangeiros) fossem como eles, que vão 3 semanas para as discotecas espanholas, onde gastam mais água potável, numa semana, que toda a cidade do Porto usa em 30 dias e que usam tanta electricidade numa só noite, como a cidade de Lisboa usa em 5 dias. 
Mas, não acabou aí. É que junto aos portões do Liceu Camões, com meia dúzia de jovens a falar aos jornalistas, surgiu a conversa dos festivais de Verão: "Ainda só comprei bilhetes para 3, 14 dias de férias", "Vou a 2, um deles a 400km daqui". Será que estas jovens já pensaram que para irem a esses festivais, onde uma cidade da Guarda, gasta a mesma electricidade, em 8 dias, que eles gastam em 12 horas? E que para lá chegarem não dá pagarem 30000 euros por um carro eléctrico, vivendo em prédios, para demorarem 12 horas de viagem, pois a cada 120km terão de estar parados 2 horas a carregar o automóvel e se existirem carregadores disponíveis, senão podem ser 12 horas de espera? 
E a melhor: são contra a energia nuclear. Acho que deviam ter chamado o professor de electromecânica para lhes explicar o que são tensões e a capacidade de rede energética. Assim como seriam precisos 80000km2 de painéis solares para cobrir a energia gasta em Portugal... com o problema que só temos 9 a 13 horas de luz solar (e difusa) diária, no outono-Inverno-Primavera. 
Já agora, que os alunos também usassem fogões a lenha, que usassem fogões solares e mantinhas para se aquecerem. É que usarem fogões a gás de botija, ar condicionado e irem dormir para o aquecimento de casa, também gasta energia. Ou é só "Olhem para nós a protestar e façam o que nos disseram que é bom fazer."? 
Até tenho uma sugestão para a reunião com o ministro da economia: o ministro que compre um Spectrum 128k+2, um jogo original e peça que os 2 alunos o ponham a funcionar e joguem por 10 minutos. Sem usarem o telemóvel. Vão ver que a paciência que querem que tenham, é bem diferente da que eles querem vender. 
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De Anónimo a 15.11.2022 às 16:00

Ah! Ah! Ah! Só se forem "aviões eléctricos usando energia solar" construídos pelo Professor Pardal!
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De jo a 15.11.2022 às 12:15

Claro que não podemos acabar com as energias fósseis de repente. O que não quer dizer que não se faça nada pra reduzir os consumos.
A sua posição parece a daquele doente que não se trata porque sabe que de qualquer modo morrerá, desta ou doutra doença.
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De henrique pereira dos santos a 15.11.2022 às 12:39

A minha posição é a que está escrita no post, não é a que leu no post.
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De IO a 15.11.2022 às 13:12

Obrigada pelo que escreveu, como explicou...e que eu sabia  mas sem ter capacidade e técnica para ....ensiner!!.Muito Obrigada!
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De Anonimo a 15.11.2022 às 13:54


Problema: somos 8 mil milhões. O recorde de população exige mais recursos, e mais espaço, o que por sua vez destrói recursos naturais.



Mito nº 1; vivíamos em comunhão com a natureza, de repente encontrou-se petróleo e carvão e começámos a escavacar o planeta. Tudo, mas tudo o que o Homem (e outros géneros não binários) faz tem impacto sobre a natureza.


Mito nº2; Conversão verde. Estamos a trocar um problema por outro, acaba-se fonte de  energia fóssil, e depois, como se produz electricidade? Solar e vento, são baseados na indústria extractiva, logo têm prazo de validade. Nuclear não pode ser. Hidroeléctrico tem impacto enorme sobre a hidrografia do território.


Problema: o que fazer a países e comunidades que vivem do petróleo? Convém os decisores que querem acabar com a coisa até 2030 (vamos fingir que é verdade) saber o que fazer com esta gente. Com as comunidades (países, ou cidades e regiões), mas também com todas as pessoas ligadas ao ramo. Se a reconversão (belo chavão) de um tipo que faz furos na terra ou um cientista/engenheiro que dedicou décadas à extracção de petróleo para a indústria verde é assim tão fácil, recomendo a todos os cientistas sociais que por aí andam de telemóvel na mão a berrar contra o lítio que façam eles essa mesma reconversão, e venham ajudar a salvar o planeta.


O caminho mais rápido e porventura fazível será o da redução do consumo. Viagens, fábricas, etc. Mas depois como saber quem prescinde do quê e em que quantidade? É que eu por exemplo, ouço muito jovem seguidor da Greta a dizer que precisamos de menos viagens de avião, de menos uso do carro, comer menos carne, mas raios se alguma vez ouvi um deles dizer que precisamos de acabar com o tráfego digital, nomeadamente de vídeos. É que o custo energético de enviar e armazenar um tiktokzito é bem maior do que se pensa.
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De JPT a 15.11.2022 às 15:07

Ainda ontem estava o inefável Sr. Tedros da OMS a dizer que a principal fonte de migrações para a Europa são as alterações climáticas e os fenómenos meteorológicos extremos e que os malandros dos ocidentais, enquanto culpados, tinham de tratar do assunto. Ora, se bem me lembro, o país do Sr. Tedros : (i) quando eu nasci, tinha 28 milhões de habitantes e agora tem 118 (e não esticou, encolheu); (ii) desde que nasci, esteve em guerra civil com os Somalis do Ogaden, com os Eritreus, com os Oromos e, agora, com o Tigré (a terra do Sr. Tedros, que mandava no resto Etiópia até o resto se fartar) e (iii) era eu um teenager e houve por lá uma fome tão devastadora que culminou no melhor concerto rock de todos os tempos (mas, na altura, aquilo era um país comunista, pelo que a culpa era da seca, que, na altura, era um mero fenómeno meteorológico). Não há uma alma que se lembre disto?
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De Anónimo a 15.11.2022 às 18:35

Nem disso nem de muitas outras coisas. Mas temos a mãe de todas as arregimentadoras a cavalgar a onda como ninguém, com o seu secretário geral pápuço ao leme do anuncio do desastre, com expressões como "inferno climático" e a desfaçatez inimaginável de, depois de se pôr ao leme moral da transformação energética avulsa/tresloucada em vigor, vir introduzir a expressão "justiça climática”, abrindo a porta a todos os maluquinhos que a queiram vir a invocar.
Para já não falar do alarde do calculo numérico pseudo-exato de na manhã de 15/11 se atingirem 8 bilhões de habitantes no planeta, lançando mais uma acha para a fogueira do ódio extremo que a humidade passou a ter por si mesma (basta ter um bocadinho de conhecimento no terreno sobre os países em desenvolvimento para perceber a inutilidade real deste numero e a sua exclusiva utilização para criar ódio à humanidade). Enquanto isso e ao invés do que antigamente se fazia com naturalidade e que era os nossos animais de companhia serem alimentados com os restos da nossa alimentação e pouco mais, possibilitando inclusivamente uma gestão integrada e diminuição de desperdícios, uma população de Centenas de Milhões de animais de companhia consome e desvia recursos que não me atrevo sequer a tentar contabilizar.

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De Elvimonte a 15.11.2022 às 18:20

Comecemos pelos axiomas.


"90% das pessoas são estúpidas e ignorantes e 50% são ainda mais estúpidas e igrorantes."


"A Humanidade é composta por 75% de ovelhas, 20% de sacanas e 5% de pessoas."


"O QI médio no ocidente está em declínio há décadas."


Passemos aos corolários.


"The First Global Revolution", da autoria de Alexander King e Bertrand Schneider e publicado em 1992 - https://archive.org/details/TheFirstGlobalRevolution/page/n85 - sob o auspício do Clube de Roma na sequência de relatórios anteriores, fornece um vislumbre da motivação político-ideológica nos bastidores de certos movimentos "verdes e ambientalistas":
"In searching for a common enemy against whom we can unite, we came up with the idea that pollution, the threat of global warming, water shortages, famine and the like, would fit the bill. In their totality and their interactions these phenomena do constitute a common threat which must be confronted by everyone together. But in designating these dangers as the enemy, we fall into the trap, which we have already warned readers about, namely mistaking symptoms for causes. All these dangers are caused by human intervention in natural processes, and it is only through changed attitudes and behaviour that they can be overcome. The real enemy then is humanity itself."


Dennis Meadows, americano, Professor Emérito e ex-director do Club de Roma transmite neste clip  https://newtube.app/user/VoiceofReason/MrMH3wU ideias similares a "The real enemy is the humanity itself":

- temos que reduzir a população humana a 1 bilião
- mais liberberdade e mais consumo, menos população
- 8 ou 9 biliões de pessoas só com uma forte ditadura


"For emissions targets to be met by 2030, drastic society-changing events will have to take place within the next eight years. The very fabric of our current trade system and the global supply chain will have to be torn to shreds and replaced with an exceedingly limited production model. Not only that, but the human population would have to be reduced by billions."
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De Elvimonte a 15.11.2022 às 18:26


Algumas conclusões.


O que "um rapaz simpático nos explica" no vídeo cujo link se apresenta no post é a veracidade dos axiomas e dos corolários enunciados acima, muito embora ele nem suspeite da sua existência - e o pior ignorante é aquele que não sabe e nem sequer sabe que não sabe.


Para quê falar-se da síntese de Haber-Bosch, do Período Quente Romano, do Períod Quente Medieval, da Pequena Idade do Gelo, daquilo que os "ice cores" evidenciam, por exemplo “Our analyses of ice cores from the ice sheet in Antarctica shows that the concentration of CO2 in the atmosphere follows the rise in Antarctic temperatures very closely and is staggered by a few hundred years at most.” (Niels Bohr Institute, 
https://www.nbi.ku.dk/english/news/news12/rise_in_temperatures_and_co2/) ?


Para quê referir-se as medições radiativas do CERES que perrmitem afirmar que "The declining TOA SW (out) is the major heating cause (+1.42 W/m2 from 2001 to 2020). It is almost compensated by the growing chilling TOA LW (out) (-1.1 W/m2). This leads together with a reduced incoming solar of -0.17 W/m2 to a small growth of imbalance of 0.15 W/m2. We further present surface flux data which support the strong influence of the cloud cover on the radiative budget." ... "The current enthalpy is still ca. 600 ZJ below the medieval maximum 1000 years ago grounded on the 2000 years OHC reconstruction reported by Gebbie and Huybers [11]. This would be compensated in only 50 years with the presently observed +0.8 W/m2 net flux and in about 100–200 years for the average rate as during the 20th century. With a possible interception by another phase of a negative radiative net flow, it would take centuries until we reach the medieval OHC maximum again.( "Radiative Energy Flux Variation from 2001–2020",  Atmosphere 2021, 12(10), 1297; https://doi.org/10.3390/atmos12101297) se nunca viram espectros de absorção na banda do infra-vermelho do CO2 e do vapor de água e se não sabem distinguir os pequenos (SW) comprimentos de onda dos grandes (LW) e quais as causas e implicações que a variação das suas proporções acarreta?


 Para quê mostrar-se gráficos como este  http://prntscr.com/12dlhbr - anomalia de temperatura medida por satélite (RSS e UAH) 1993-2016 em função da concentração de CO2 - onde se pode constatar que não existe correlação entre concentração atmosférica de CO2 e temperatura?  


De facto não vale a pena. Primeiro, porque a estupidez não tem concerto. Segundo, porque o problema nunca foram as emissões atmosféricas de CO2 originadas pela combustão de combustíveis fósseis. O problema são os 6 biliões de pessoas que, para os eugenistas, é preciso "cancelar". É essa a "agenda" dissimulada e o "fim ao fóssil" tem como objectivo isso mesmo. Afinal "The real enemy is the humanity itself."



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De Elvimonte a 16.11.2022 às 18:05


Alguns esclarecimentos relativamente ao paper "Radiative Energy Flux Variation from 2001–2020"  (Atmosphere 2021, 12(10), 1297; https://doi.org/10.3390/atmos12101297) e uma figura ilustrativa dos espectros de absorção (ciência básica) de radiação infra-vermelha de alguns dos constituintes da atmosfera.


A radiação infra-vermelha proveniente do Sol é de pequeno comprimento de onda (SW, short wavelength). Toda a radiação infra-vermelha de pequeno comprimento de onda que sai para o espaço no topo da atmosfera (TOA) é a chamada componente reflectida, maioritariamente pelas nuvens.


A radiação infra-vermelha emitida pela superfície, objectos à superfície e atmosfera terrestres - dependente da temperatura absoluta, de acordo com a lei de Stefan-Boltzmann - é de grande comprimento de onda (LW, long  wavelength). 


O CO2 apresenta 4 bandas estreitas de absorção de radiação infra-vermelha centradas nos 2, 2.9, 4.3 e 17 micron. Esta última banda é a mais larga, estendendo-se por cerca de 2 micron. Destas 4 bandas, apenas a centrada nos 4.3 micron se situa fora das bandas de absorção do vapor água (vd. figura referida abaixo). 


Nesta figura  https://clivebest.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/595px-atmospheric_transmission.png mostram-se, na parte inferior, os espectros de absorção de radiação, não apenas infra-vermelhos, de vários componentes 
atmosféricos, distinguindo-se entre radiação recebida e emitida. Como pode constatar-se, o vapor de água é o componente dominante na absorção de infra-vermelhos e, por isso, aquele que apresenta maior efeito de estufa. 


De acordo com o paper referido no início, a radiação infra-vermelha de pequeno comprimento de onda que sai para o espaço diminuiu e a de grande comprimento de onda, precisamente aquela que o CO2 (e principalmente o vapor de água, de que ninguém fala) devia absorver, aumentou. Como é isso possível?


Porque existe uma "janela atmosférica" (de que também ninguém fala e a designação é mesmo essa), situada aproximadamente entre os comprimentos de onda 8 e 14 micron, para a qual não existe praticamente nenhum componente atmosférico com efectiva capacidade de absorção. Na figura referida acima essa janela corresponde ao vale situado imediatamente abaixo da zona colorida a azul no topo.


Para quem acha que as emissões de CO2 de origem humana, principalmente as resultantes de processos de combustão, constituem a causa do período quente que (ainda) atravessamos, um conselho. Se algum dia forem a Marte, tenham muito cuidado com o efeito de estufa, uma vez que a atmosfera do planeta é constituída por 95% de CO2. O facto da temperatura média à superfície do planeta rondar -60 ºC (menos sessenta) é apenas um pormenor sem importância. Levem T-shirt, calções e chinelos.



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De Jorge a 15.11.2022 às 18:38

Já não há pachorra para tanto histerismo acerca do clima e para os novos profetas do fim do mundo. Não querem usar petroleo, carvão,  gás.....apesar de irracional , não usem, andem a pé,  não se aqueçam, nao andem de avião etc...mas por favor tomem banho. Aqueles activistas clima histericos que o ontem andaram a fechar escolas tinham um ar sujo e miseravel de quem não toma banho há muito tempo

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    218. S
    219. O
    220. N
    221. D