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"Felizmente há luar"...

por João-Afonso Machado, em 15.07.25

"Habitações autoconstruídas". É o novo eufemismo.  Sigamos, então, para a realidade dos renascidos bairros de lata.

Mas antes um dito do coração. Qual seja, o meu apreço pelos naturais de S. Tomé e Príncipe, um país nascido da preguiça e da falta de visão dos revolucionários de Abril. Um arquipélago que tinha tudo - nem sequer contestatários - para ser português, não fora a sanha ideológica dos  "capitães" e dos comunistas. Faltou apenas (desculpavelmente) a visão de futuro, a percepção do turismo de que nos sustentamos, o custo elevado a que somos obrigados moralmente para que a vida possa ser vivida naquelas paragens.

Adiante. Cheguemos ao cenário de miséria actual em tais paragens que descobrimos desertas. Os sãotomenses anseiam alcançar a Metrópole - isso mesmo: a Metrópole - e fazer pela vida. Tal qual os portugueses das eras dos bidonvilles. Somente passaram décadas, o tempo de João Soares e o fim dos bairros de lata. Lisboa era outra.

Já não é. Lisboa evoluiu e transformou-se em Tapiocopolis, a capital de Tintin e os Pìcaros: de um lado, o aparato turístico; do outro, a pobreza fatalmente vigiada pelas polícias. Porquê? Porque a República, escondida atrás de uma Constituição que, ela própria, não cumpre, decidiu destruir Portugal.

É rigorosamente verdade não termos gente de trabalho (fugiu essa gente...). Dito com maior precisão, não temos gente para o trabalho "menor" das obras públicas e da lavoura. Por isso abraçamos - só à chegada - os desgraçados vindos de países paupérrimos na esperança de amealharem algo e regressarem um dia, como os nossos (fugidos para França, Alemanha...) procederam há mais de meio século.  Somente, algo aconteceu entretanto. Parece que surgiram regras... No compasso inefável de rendas exorbitantes.

E assim a TV mostra e acompanha in loco o desmantelar de um bairro de cabanas em Loures. Ou na Amadora. Decisões municipais. Porque ali se instalaram perigosos centros de droga ou violência? Não! Apenas porque instabilizavam a paisagem. Mas então porque deixaram essa pobre gente entrar assim à toa? 

A República é isto. Proclama, proclama e depois revela a sua crueza. Pobre gente!!!! O luar a aqueça....

 


12 comentários

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De anonimo a 16.07.2025 às 00:33

"...Mas então porque deixaram essa pobre gente entrar assim à toa?  A República é isto...". Melhor, "o socialismo é isto".
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De Rodrigo Raposo a 16.07.2025 às 07:41

"...Mas então porque deixaram essa pobre gente entrar assim à toa?  A República é isto..."
A nossa República é isto sim. Mas, fosse uma Monarquia, não seria diferente. Veja-se o caso do Reino Unido, da Dinamarca ou da Suécia. Todos com entradas à toa de "pobre gente" ...
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De balio a 16.07.2025 às 09:54


porque deixaram essa pobre gente entrar assim à toa?


Que disparate. Então uma pessoa tem que arrendar casa em Portugal antes de ser autorizada a entrar no país?
É claro que as pessoas vêm para Portugal com certas expetativas (encontrar trabalho e casa), legítimas, e depois, às vezes, as coisas não funcionam como elas esperavam.
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De balio a 16.07.2025 às 09:56


Apenas porque instabilizavam a paisagem.


Como sabe que os motivos da demolição são puramente paisagísticos?
Eu diria que os terrenos onde as casas foram construídas têm dono (privado ou público) e esse dono tem o direito de exigir que a sua propriedade não seja ocupada. Esse dono pode muito bem ter em vsta um fim alternativo a dar à sua propriedade.
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De cela.e.sela a 16.07.2025 às 11:13

os Banglas e 1,6 milhões vivem amontoados na capital onde entraram por vontade dos socialistas. quais são os custos sociais para os portugueses?
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De balio a 16.07.2025 às 16:43


Não entraram por vontade dos socialistas, entraram por vontade deles mesmos (dos imigrantes). Não foram os socialistas quem os trouxe para cá, eles vieram de motu proprio e por sua livre iniciativa.
Os custos sociais são alguns (maior taxa de ocupação dos sistemas de saúde e educação), mas os benefícios, em termos do trabalho que fazem, são muito maiores.
Muitos portugueses é que vivem por aí sem dar nenhum contributo à sociedade, sem trabalharem, sem fazerem nenhum.
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De cela.e.sela a 17.07.2025 às 10:49

invadem o país sem registo criminal e devemos estar gratos.
inscrevam-se numa Mesquita ou no PCC.
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De balio a 16.07.2025 às 11:13

Note-se a muito maior desenvoltura da Câmara de Loures a demolir estas casas ilegais, do que o Estado Central a demolir casas similarmente ilegais que ao longo dos anos muita gente construiu nas ilhas da Ria de Faro.
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De cela.e.sela a 17.07.2025 às 10:46

o olho sáurio a funcionar
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De Anonimo a 16.07.2025 às 13:40

Nos States, esse farol de democracia, há um fenómeno análogo. 
Querem deportar todos sem excepção os imigrantes ilegais. A meio do processo "descobriram " que os ditos são uma espécie de motor da economia, sendo que muitos negócios e explorações agrícolas não funcionariam sem eles.
Ou seja, os "socialistas " deixaram-nos entrar (lol), mas quem os usa sao os capitalistas. No fim, são explorados, e ainda usados como arma de luta política. 
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De Silva a 16.07.2025 às 14:02

"Mas então porque deixaram essa pobre gente entrar assim à toa? "


Deixaram entrar exactamente para isso, para criar barracas e bairros-de-lata, porque os bairros-de-lata, na visão desses marxistas, são geradores de situações revolucionárias, criam "mau ambiente", criam situações de infracção às leis vigentes como ocupação de terras alheias, edificação de construções ilegais, criam o aumento dos custos sociais, aumentam a possibilidade de haver crimes, criam a possibilidade de haver situações de ódio e revolta de que se alimentam muitas ongs, criam a possibilidade do espalhar do "multiculturalismo", enfim é aquilo a que o socialismo sempre gerou, muita pobreza e miséria.

Compete aos eleitores instruírem-se e deixar de votar à esquerda.

Compete ao governo, implementar, rapidamente e em força, reformas estruturais a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.

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De Anonimo a 16.07.2025 às 18:41

Quem me dera ver um Portugal à imagem do Silva... quem me dera.

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