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Fado da pobreza

por Jose Miguel Roque Martins, em 30.11.20

Em Portugal, estamos sempre tão absorvidos pelo ultimo escândalo, pela discussão da ultima medida absurda, que nos esquecemos do essencial. Às vezes até se lançam programas elaborados e complexos, para finalmente chegarmos a uma realidade mais feliz. De nada serve se, como acontece, o nosso problema é de natureza estrutural. Com pressupostos que estão errados, mesmo que tivermos a sorte de contar com bons planos e execução, nada resiste. E os objectivos vão ficando por cumprir.

É fácil chegar à conclusão que estamos muito pior do podíamos. O que acontece provavelmente há mais de 500 anos. A nossa situação não é, assim, o resultado das ultimas políticas e medidas do ultimo governo. É a manutenção e persistência de políticas erradas, assumidas e escolhidas, que nos condenam a um atraso crónico.

Ao longo desses séculos, fomos uma monarquia e república, tivemos muitos regimes políticos e fomos da esquerda à direita.

Com excepção do período das descobertas, Portugal sempre foi um País atrasado, olhando pasmado e invejoso para o progresso dos países europeus mais avançados. Crentes na sua superioridade misteriosa que sempre nos humilhou.

Com persistência, aceitamos ou escolhemos, que alguns iluminados, com maior ou menor eficiência, capacidade e honestidade se encarreguem de ditar os caminhos para o nosso desenvolvimento. Achamos até que devemos ser pacientes e aceitar que nem os objectivos sejam ambiciosos ou atingidos. Acreditamos há séculos que D Sebastião vai regressar numa manhã de nevoeiro e que tudo depende do imprescindível Homem do leme.

A liberdade nunca pareceu ser um valor a perseguir. O medo da liberdade dos outros, sempre nos assustou. E aqui começam os nossos verdadeiros problemas. A incapacidade de abraçarmos uma economia de mercado e um Estado que não seja de um paternalismo extremo. O segredo dos Países, que depois da revolução industrial, se libertaram da pobreza, é simples. Abraçaram o mercado e a liberdade individual.

O que nos separa de um progresso idêntico é apenas essa diferença de filosofia e atitude. Acreditar na liberdade, em nós, e nos outros. Aceitarmos a responsabilidade de procurar as melhores soluções para a nossa vida. Deixarmos ao Estado apenas o que não possa ser feito pelos indivíduos. Procurarmos ser práticos e evitarmos originalidades e termos razão teórica.

Certo é  que estamos a fazer pior do que os outros. Que a economia de mercado é o segredo do desenvolvimento. Que o Estado excessivo, como acontece em Portugal, é um manancial de perda de bem estar estupendo.

Se conseguirmos deixarmos de olhar para árvores, para arbustos e simples plantas, e olharmos para a floresta, será fácil percebermos o fácil que seria escolhermos o progresso. Se tivermos bom senso e pragmatismo. Só somos pobres porque o escolhemos ser.


21 comentários

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De Anónimo a 30.11.2020 às 19:39

"A liberdade nunca pareceu ser um valor a perseguir. O medo da liberdade dos outros, sempre nos assustou. E aqui começam os nossos verdadeiros problemas. A incapacidade de abraçarmos uma economia de mercado e um Estado que não seja de um paternalismo extremo. O segredo dos Países, que depois da revolução industrial, se libertaram da pobreza, é simples. Abraçaram o mercado e a liberdade individual."


Se isso fosse verdade há muito que todos eram ricos. O amor ao deus mercado também trouxe desigualdades, colonialismo e guerras mundiais. Se pensa que o Estado tudo sufoca tente ir viver para um estado falhado como o Sudão ou ou o Afeganistão e depois conte como é.
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De Jose Miguel Roque Martins a 30.11.2020 às 19:59

Se quisermos compararmo-nos-nos com países africanos, estamos muito bem. 
Será no entanto o termo de comparação correcto? 
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De Anónimo a 01.12.2020 às 14:58

Aqui está alguém que anda a marcar passo e parou no tempo! Valha-me Deus, ir agora buscar as duas Guerras Mundiais e o colonialismo que já passaram há décadas! O Sudão ou o Afeganistão como termo de comparação é quase cómico. 
Portugal compara-se com os países europeus do mesmo campeonato, da mesma divisão. Procure quais são, que não é difícil. Mas olhe que já nos ultrapassaram!!! E depois, sim, vemos o que é um Estado pobre e falhado em toda a linha. O que não admira, com a "receita" socialista.
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De Carlos Sousa a 30.11.2020 às 21:02

Então mas se o estado somos nós quem escolhe os políticos somos nós o governo é o resultado da nossa escolha, o que é que está a falhar? Ou qual é a solução que você propõe?
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De Jose Miguel Roque Martins a 30.11.2020 às 21:09

 O que sugiro é que votemos em quem nos traga liberdade, economia de mercado e um Estado que não se meta em tudo. 
Claramente concordo consigo: somos nós que aceitamos e escolhemos os sucessivos regimes. Que mantêm no poder o  estado pai, a microgestão das nossas vidas. 
O PS e o PSD são dois partidos que eternizam a nossa miséria. 
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De Anónimo a 01.12.2020 às 10:29


cont.-  Em contraste, o PSD não é um partido invasivo, limitativo das liberdades individuais, não se imiscui nas LIVRES escolhas dos cidadãos (na Saúde e na Educação, nos costumes, etc.) não impõe programas de lavagem cerebral nas escolas, nunca perseguiu nem desmantelou o ensino privado intrometendo-se nas escolhas dos modelos de educação das famílias. Nunca criou ou incentivou clivagens sociais que dividem os cidadãos, através de "associações" e "movimentos" de duvidosa utilidade e obscuros objectivos.
Podia continuar... o JMRM sabe bem que são MUITO diferentes os dois partidos e em muitas matérias com visões   o p o s t a s  . Não os meta no mesmo saco! Não parece ser difícil concluir qual gera pobreza ...
FP
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.12.2020 às 12:15

O PSD é obviamente um partido muito mais próximo do mercado do que o PS, que não consegue de todo percebe-lo ( acredita que é missão do mercado pagar impostos, aguentar com políticas sociais do Estado) . Alias, os anos de Cavaco silva, foram os últimos em que não tivemos crescimentos anémicos por essa razão. 
No entanto, tal como o PS, o PSD é adepto de um Estado grande e tendencialmente diretor. O PSD é melhor do que o PS? Sim. È suficientemente melhor? não 
PS: Cavaco silva foi o responsável por um dos nossos brancos: a progressão "automática" das carreiras na função publica. 
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De Anónimo a 01.12.2020 às 14:32

A progressão automática nas carreiras teve um contexto próprio, teve a sua época, por isso é um conceito muito datado. Hoje é praticamente consensual em todas as áreas políticas que tal não deve suceder. Portanto, actualmente é uma falsa questão, que facilmente se ultrapassa.
 As pessoas já interiorizaram a necessidade de uma cultura do mérito, de exigência e de eficiência profissional. Há maior escrutínio e vigilância a esse respeito, da parte dos cidadãos.
( Acho que os portugueses ficaram vacinados e aprenderam  à sua custa, bastou observarem, continuamente, a cultura do compadrio e do nepotismo e como têm "singrado" alguns _bem à nossa vista _ e com que resultados !!!).


Quanto às políticas de Cavaco Silva, parece-me que os números contrariam aa suas afirmações... Além de nunca ter confundiu Estado-Partido.
Não se esqueça que o PS "pensa" : L'État c'est moi!  - Lembra-se do dito que ficou célebre de Elisa Ferreira, no Porto, há uns anos?
FP
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.12.2020 às 17:08

facto é que alem de curtos períodos de prosperidade ( 1960-1973) e alguns anos de cavaco, nunca tivemos bem. E desde 74, o mercado cada vez é mais perseguido e o Estado não para de inchar. E o PSD não parece estar incomodado como deveria. 
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De Anónimo a 02.12.2020 às 09:24

 (Sobre a pobreza do país)Em parte concordo com a sua afirmação em relação ao PS atual. Por isso revejo-me neste texto:
"[ACosta]ao invés de pensar o país a longo prazo, com medidas estruturantes para o futuro, está a trocar a sua manutenção no poder por medidas avulsas e sem qualquer plano. António Costa e os seus parceiros de esquerda podem querer montar uma história alternativa para efeitos políticos".
 Mas discordo de si quando o RM afirma: 
"O PS e o PSD são dois partidos que eternizam a nossa miséria", pois não foi bem assim:


 "...o fantástico desenvolvimento que Portugal viveu desde 1974, e todos os indicadores apontam para aí, foi obra de dois partidos: PS e PSD. O Serviço Nacional de Saúde e a Educação foram obra dos dois partidos, com o forte apoio da União Europeia."


" Como podem PCP e BE clamar os louros sobre a evolução do país se, até 2015, nunca estiveram no poder? Relembre-se, por exemplo, que os Comunistas, parceiros privilegiados do PS em 2020, sempre foram anti-Europeus. Onde estaria Portugal sem a União Europeia e a sua preciosa ajuda, especialmente neste momento de crise profunda?"


transcrições daqui:
https://observador.pt/opiniao/portugal-2020-o-pantano/
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De Júlio Sebastião a 01.12.2020 às 09:51

"Com excepção do período das descobertas, Portugal sempre foi um País atrasado, olhando pasmado e invejoso para o progresso dos países europeus mais avançados."



Não. De 1926 a 1970 Portugal não olhou pasmado e invejoso para o "progresso" de qualquer país. Aconteceu, de facto, o inverso.
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.12.2020 às 12:18

Apenas depois de 1960 , tivemos progresso a serio. Antes poderíamos te tido muito mais progresso se não fossemos um Estado demasiado interventor na economia. De 1926 a 1960, foi construído um aparelho de estado e tivemos ordem. Mas o crescimento económico foi medíocre, anémico! 



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De Anónimo a 01.12.2020 às 12:25

E não há como desmentir ou contradizer o que acaba de afirmar! Basta consultar... há muito por onde.
Repare que poucas ou nenhumas vezes isso é mostrado. E sabe porquê? Porque lhes dói "medirem-se" com os resultados dos "tais" fassistas.
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De Anónimo a 01.12.2020 às 14:39

Havia uma classe média maioritária nesses tempos. Hoje não existe. Nem falo da empregabilidade vs desemprego. A diferença actual entre o salário mínimo e o médio é irrisória e risível, pois não há diferenças significativas.
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.12.2020 às 17:15

As diferenças são muitas. Não procuro estabelecer uma comparação entre esses períodos. Apenas estabelecer que desde tempos imemoriais temos um dialogo fraco com o mercado e uma preferência forte com um Estado diretor. 
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De Anónimo a 01.12.2020 às 15:26

"Apenas depois de 1960". Antes disso, na década anterior, foi o período do pós-Guerra, não se esqueça. Faz toda a diferença!
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.12.2020 às 17:13

Nos primeiros tempos de Salazar, as dificuldades eram imensas. Bancarrota internacional, um pais destruído, um Estado inexistente. 
Mas também condicionamento industrial, falta de vontade no desenvolvimento das provincias ultramarinas, aversão á industria para impedir a proliferação de operários bolcheviques etc
Até estávamos no bom caminho a partir de 1960, com a liberdade dada á actividade económica. Mas o desenvolvimento económico nunca foi uma prioridade de Salazar ( pessoalmente e para Portugal) , que se compreende dada a sua política assente noutros valores. E só a guerra colonial parece ter alterado a prioridade do desenvolvimento económico .
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.12.2020 às 16:55

já apresentei esses resultados aqui uma vez nas respostas.E pode pesquisar. Entre 1926 e 1960, os crescimentos embora constantes, foram pífios. 
O que também acontece depois de 74, com exeção do período de cavaco silva. 



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De Anónimo a 01.12.2020 às 10:25

Alto lá! Há uma enorme diferença entre PS e PSD no que diz respeito à intrusão do Estado na economia. Não os confunda! Só serve para baralhar os incautos. Essa é uma velha táctica e sabe de quem, não sabe? Admira-me que o JMRM a use.
 Claramente o PSD é um grande defensor da economia de mercado, da iniciativa privada, da criação de empresas que criam desenvolvimento, produzem riqueza e postos de trabalho que libertam os cidadãos da tutela do Estado, tornando as pessoas autónomas, independentes, dinâmicas, donas de si e da sua vida, geradora de progresso. Ao Estado atribui-se o papel de criar as melhores condições para tal, regular, assegurar o bom funcionamento e a boa assstência  (com políticas eficientes) na Saúde, Educação, Justiça, Segurança social, etc. O Estado deve fomenta e incentivar a criação de capacidades profissionais, por considerar que o trabalho confere dignidade às pessoas, autonomizando-as. Em linhas gerais estas são as linhas- mestras.


O que eu tenho visto no PS é o oposto, um partido que preferencialmente cria  gente dependente do Estado, gente sem autonomia, portanto sem escolhas, diminuidas, um Estado controlador e paternalista, que apouca as potencialidades dos cidadãos, tornando-os incapazes de tomar as rédeas das suas vidas. Por conseguinte, destruidor de vidas decentes, livres, autónomas.  Um partido ávido de poder pelo poder que criou  um Estado T o t a l i t á r i o   pesado, concentracionário, ineficiente, que desbarata recursos em projectos megalómanos e perdulários, intrusivo nas vidas pessoais dos cidadãos, vigiando-os, regulando e impondo comportamentos e até a linguagem, coarctando as nossas escolhas, estreitando as nossas liberdades, tentando circunscrever a liberdade de opinião (perseguindo), tornou o jornalismo subserviente (E sublinho que me refiro ao todo, a estes últimos 5 anos; não incluo sequer a situação excepcional de pandemia).
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De Anónimo a 01.12.2020 às 12:19

O RM já deve ter reparado que o comentário não saiu por ordem.  O resto ficou  trocado mais acima onde diz  - (cont.). Peço desculpa por isso.
FP
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De Jose Miguel Roque Martins a 01.12.2020 às 16:55

respondi no fim do seu comentário. Espero que tenha visto! 

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