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Em Portugal, estamos sempre tão absorvidos pelo ultimo escândalo, pela discussão da ultima medida absurda, que nos esquecemos do essencial. Às vezes até se lançam programas elaborados e complexos, para finalmente chegarmos a uma realidade mais feliz. De nada serve se, como acontece, o nosso problema é de natureza estrutural. Com pressupostos que estão errados, mesmo que tivermos a sorte de contar com bons planos e execução, nada resiste. E os objectivos vão ficando por cumprir.
É fácil chegar à conclusão que estamos muito pior do podíamos. O que acontece provavelmente há mais de 500 anos. A nossa situação não é, assim, o resultado das ultimas políticas e medidas do ultimo governo. É a manutenção e persistência de políticas erradas, assumidas e escolhidas, que nos condenam a um atraso crónico.
Ao longo desses séculos, fomos uma monarquia e república, tivemos muitos regimes políticos e fomos da esquerda à direita.
Com excepção do período das descobertas, Portugal sempre foi um País atrasado, olhando pasmado e invejoso para o progresso dos países europeus mais avançados. Crentes na sua superioridade misteriosa que sempre nos humilhou.
Com persistência, aceitamos ou escolhemos, que alguns iluminados, com maior ou menor eficiência, capacidade e honestidade se encarreguem de ditar os caminhos para o nosso desenvolvimento. Achamos até que devemos ser pacientes e aceitar que nem os objectivos sejam ambiciosos ou atingidos. Acreditamos há séculos que D Sebastião vai regressar numa manhã de nevoeiro e que tudo depende do imprescindível Homem do leme.
A liberdade nunca pareceu ser um valor a perseguir. O medo da liberdade dos outros, sempre nos assustou. E aqui começam os nossos verdadeiros problemas. A incapacidade de abraçarmos uma economia de mercado e um Estado que não seja de um paternalismo extremo. O segredo dos Países, que depois da revolução industrial, se libertaram da pobreza, é simples. Abraçaram o mercado e a liberdade individual.
O que nos separa de um progresso idêntico é apenas essa diferença de filosofia e atitude. Acreditar na liberdade, em nós, e nos outros. Aceitarmos a responsabilidade de procurar as melhores soluções para a nossa vida. Deixarmos ao Estado apenas o que não possa ser feito pelos indivíduos. Procurarmos ser práticos e evitarmos originalidades e termos razão teórica.
Certo é que estamos a fazer pior do que os outros. Que a economia de mercado é o segredo do desenvolvimento. Que o Estado excessivo, como acontece em Portugal, é um manancial de perda de bem estar estupendo.
Se conseguirmos deixarmos de olhar para árvores, para arbustos e simples plantas, e olharmos para a floresta, será fácil percebermos o fácil que seria escolhermos o progresso. Se tivermos bom senso e pragmatismo. Só somos pobres porque o escolhemos ser.
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