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Exigir a verdade é extremismo?

por Jose Miguel Roque Martins, em 11.07.20

 

Primeiro foi a unanimidade em torno do confinamento. Depois foi a euforia por sermos um caso de sucesso. Agora são as criticas aos péssimos resultados do desconfinamento.

É verdade que o Estado, como sempre acontece, comete muitos erros. Não apenas em Portugal, mas por este mundo fora.

A verdade é que estamos todos assustados, preocupados, com medo e irritados.

A situação é muito séria do ponto de vista sanitário e económico. E não há  medidas possíveis para escaparmos ilesos. O problema sanitário é definitivamente grave. As dificuldades económicas que ai vêm são assustadoras. Factos indesmentíveis.

Sem verdade, vamos somar ao sofrimento inevitavel,  frustrações que promovem revolta e o agravamento da situação económica, numa crise que não precisa de ser piorada.

A primeira ilusão, vendida e assumida por sucessivos governos e partidos políticos, é a de que o Estado consegue resolver todos os problemas. E que essa omnipotência seria aplicada no caso do coronavírus. É mentira. Palavra dada não é palavra honrada? Raramente. Foi vendido que os sacrifícios do confinamento seriam recompensados por um novo normal. Que incluía cuidados, afastamento social,  mas não a manutenção e subida das infecções e a continuação de mortes.

Para a maioria da população, morrer ou ser simplesmente  infectado pelo vírus, é um escândalo. Acreditam que o Estado lhes garantiu e tem a obrigação de os proteger completamente deste mal. Anunciar qualquer numero de infectados e mortes é, por isso, sempre motivo de espanto e consternação.  Já morrer de cancro, de gripe, de unhas encravadas ou de outras doenças, continua a ser aceite como algo perfeitamente natural e aceitável.

Só um confinamento total e rigoroso permitiria a eliminação da infecção. E o Estado, embora não o reconheça, não tem os meios para o implementar indefinidamente sem que morrêssemos de fome. A saúde em primeiro lugar, está sujeita a restrições. Ao contrario, para mascarar a sua incapacidade, multiplica-se em iniciativas duvidosas que irritam os cidadãos. Lembram o vendedor que responde a um cliente , “não tenho espuma de barba, mas tenho um pente!”, Mesmo que essas medidas provoquem sofrimento extremo a grupos atingidos.  Ao mesmo tempo, vão soltando possibilidades assustadoras, mesmo que não prováveis. Um jogo de bravata e assustador,  que cria expectativas tão negativas, que permitam que a futura realidade, mais benigna, pareça uma conquista. Mentira de controlo, sem o beneficio da confiança. Um ato de terror gratuito.  

O Estado, qualquer Estado, não é omnipotente. Morrer ou adoecer é uma condição intrínseca ao ser humano. Uma pandemia, com elevado grau de propagação, sem vacina nem tratamento, sem confinamento total e absoluto, vai fatalmente reclamar a sua quota parte de doentes e de mortes, por melhor que seja a ação das autoridades. Facto que convinha partilhar com os Portugueses.

A outra ilusão criada é a de que a pandemia é o equivalente moderno da peste na idade media. Dentro das doenças infecciosas graves e com grande propagação, o coronavírus é relativamente benigno. Poucos infectados têm que ser internados. Poucos  internados morrem. E os que morrem, são na sua esmagadora maioria, de grupos etários definidos, sobretudo a partir dos 65 anos.

Ao contrario do que seria de esperar, com esta realidade, os Portugueses, de todas as idades, estão em pânico com a simples possibilidade de se infectarem, dada a sua percepção de gravidade da doença. Empolada pelos media e não desmentida pelos responsáveis públicos. Dar a noticia, de que os menores de 65 anos, enfrentam um risco muito diminuto de morte, seria outra iniciativa de valor. Tal como partilhar que a elevada taxa de mortalidade, mesmo dos mais velhos, é inferior a 20% e não uma morte garantida depois da infecção.

A pior realidade é melhor do que a total incerteza, ainda para mais pontuada com possibilidades assustadoras.  Os Portugueses precisam de saber que existe vida para além do Covid 19. E que essa vida será tanto mais difícil quanto maior forem os medos irracionais. 

O terror e insegurança artificialmente instalados, são, em si, mais um custo psicológico  desta pandemia. E um fator de agravamento da crise económica tremenda  que se vai seguir.

Não se exige um pragmatismo como o do Marquês de Pombal que poderá parecer radical: cuide-se dos doentes, enterrem-se os mortos, protejam-se os  vulneráveis, mantenha-se o distanciamento social, mas também, a vida.

Já exigir a verdade será extremismo?

 

 



13 comentários

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De pitosga a 11.07.2020 às 14:06


Roque Martins,
Pelo que tem escrito, o sr apanhou-se com um brinquedo nas mãos (este blogue).
Coleccionando os seus textos, já teria matéria para uma tese de doutoramento na suprema e difícil área de Nada.
O sr não sabe alinhavar as ideias que giram na sua cabeça. Generalizando o termo, também há dislexia cerebral. E como todas as dislexias, não tem cura. O que lamento, porque bem tutelado (é de pequenino que se torce o pepino) daria um bom mestre.
Eu faço comentários — pouco agradáveis pela certa — porque estimo os criadores do blogue.


Cumprimenta
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De voza0db a 11.07.2020 às 17:19


"A verdade é que estamos todos assustados, preocupados, com medo e irritados."


Lá está o autor a generalizar!
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De voza0db a 11.07.2020 às 17:26


"O problema sanitário é definitivamente grave. As dificuldades económicas que ai vêm são assustadoras. Factos indesmentíveis."


É mentira...



Não existe QUALQUER PROBLEMA SANITÁRIO.


1º Não há um único estudo científico em TODO O MUNDO onde esteja cientificamente demonstrado que o alegado pedaço de RNA etiquetado de "SARS-CoV-2" é de facto uma partícula viral, com capacidade infecciosa, e que após infectar um organismo é capaz de se reproduzir em número suficiente para causar uma doença (neste alegado caso - pneumonia ) e que pode eventualmente matar o organismo infectado.



A época de gripe 2019/2020 nem foi das piores dos últimos 10 anos. Já tivemos anos em Portugal em que morreram muitos mais tugas de gripe/pneumonia e nem por isso o autor começou a chorar pela mãe, e a escrever coisas do género que agora escreveu... Por onde andava?!


Quanto à situação económica: só têm de agradecer aos salafrários e corruptos que estão na presidência da república (pois foi este hipocondríaco senil e ignorante que decretou "estado de emergência"), no governo e na maravilhosa assembleia da república [das bananas]...
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De voza0db a 11.07.2020 às 17:32


"Já morrer de cancro, de gripe, de unhas encravadas ou de outras doenças, continua a ser aceite como algo perfeitamente natural e aceitável."



Esqueceu-se da mais divertida e que até aconteceu recentemente!


Estar com a máscara colocada na focinheira, pois andam com medo do alegado novo vírus, ou pior andam a cumprir ordens IDIOTIAS, e zás... vem um BMW a mais de 150 km/h conduzido por um bófia e já está... MORTE por acidente rodoviário.


Algo que os Governantes também não perdem um único segundo de sono preocupados com tais eventos!
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De voza0db a 11.07.2020 às 17:34


" E os que morrem, são na sua esmagadora maioria, de grupos etários definidos, sobretudo a partir dos 65 anos."


Espero que o autor saiba que a causa da morte não é a idade!
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De voza0db a 11.07.2020 às 17:36


Já exigir a verdade será extremismo?


Não é... Mas em terra de mentirosos e corruptos dá no mínimo direito a pena capital (por agora ainda está suspensa!).
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De Anónimo a 11.07.2020 às 17:51

"Why? Because we were misled by Doctor Fauci and the Vaccine Gestapo, that’s why. In contrast, Sweden shrugged off the dire predictions and fearmongering, and “got it right the first time.”
Hurrah for Sweden!"
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De Anónimo a 11.07.2020 às 18:00

Entretanto quem de direito já foi devidamente persuadido a fazer outra encomenda milionário. Desta vez não são mais ventiladores. Apenas o elementarmente discutível e dispendioso  Remdesivir da Gilead. A HCQ é demasiado barata para alguma vez poder ser eficiente ... negócio..
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De voza0db a 13.07.2020 às 19:41


Mas o MAIS DIVERTIDO é que no estudo manipulado do remdesivir o mesmo causou mais pneumonias que o placebo!



podes ler aqui

https://voza0db.livejournal.com/5418.html


Claramente vão usar esta droga (apenas boa para LUCRO) para criar mais pneumonia e assim continuarem a dizer que o "Terrível vírus ainda anda por aí"!
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De Iletrado a 12.07.2020 às 00:12

Caro Jose Miguel Roque Martins
«O problema sanitário é definitivamente grave.» Este "problema sanitário" é uma fraude tão grande ou maior que a fraude do aquecimento global, que foi transformado em alterações climáticas porque os catastrofistas perceberam que as pessoas, depois de quase trinta anos a serem enganadas, se estavam a aperceber do logro. Só existe problema sanitário porque alguém quis que fosse um problema sanitário. Afinal para que serviram 2500 anos de civilização se basta surgir um gajo a gritar «lobo!» que logo quase todos correm para a toca? E, a agravar a situação, é que os poucos que se atrevem a questionar onde está o lobo são ràpidamente etiquetados pelos crentes como perigosos assassinos, egoístas que não querem saber dos velhos. Se esta nova doença de 1 milhão de anos, conhecida pelos antigos por pneumonia, fosse tão mortal como os crentes apregoam, os miseráveis que tiveram que garantir os serviços essenciais tinham morrido todos. Mas isso não comove os crentes, porque, lá está, as pessoas que garantiram os serviços essenciais são miseráveis, logo são descartáveis.
O único problema sanitário que enfrentamos é o do défice cognitivo do povo votante, o qual votou no incompetente que permitiu a morte de 100 pessoas nos incêndios de 2017, o qual votou no incompetente mesmo após ver o dito cujo, mais o seu sorriso larvar, a varrer as cinzas dos cremados para debaixo do tapete.
Já agora acrescento que não estou assustado ou com medo. Essa mania de falar pelos outros...
Boas pedaladas.
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De Jose Miguel Roque Martins a 16.07.2020 às 19:43

eu proprio não estou assustado. Embora esteja assustado com o que me parece a loucura humana. Usei uma generalização com o objectivo de dizer que é partilhado por uma grande maioria de pessoas. 
As minhas desculpas
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De Vasco M. Barreto a 12.07.2020 às 09:44

A propósito de verdade, apagou nas últimas horas um post seu? 
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De Vasco M. Barreto a 12.07.2020 às 09:57

As minhas desculpas: o post em causa é de um outro autor. 

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