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(...) É certo que há quem defenda a eutanásia por sentimentos de compaixão, como resposta a situações de sofrimento duradouro e insuportável. Por isso se fala em morrer com dignidade. Como se a vida, em si mesma, nas suas dificílimas circunstâncias, físicas, psicológicas, sociais ou económicas, pudesse ser indigna. Como se ao Estado pudesse caber a tarefa de reconhecer a existência de vidas que, objectivamente, não merecem ser vividas. Como se fosse unívoco até o conceito de sofrimento insuportável. É evidente que a morte, antecipando o termo da vida, põe fim a qualquer sofrimento. Mas se o problema que queremos debelar é o sofrimento, a morte nunca poderá ser a solução. Aos olhos do Estado toda a vida deveria merece ser vivida. Tirar a vida não é solução para coisa nenhuma. Aquilo que nos deve mobilizar é permitir que todos possam viver, até ao fim, com toda a dignidade.
A ler Nuno Pombo e Rui Castro aqui na intergra no Jornal i
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