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Eu?

por henrique pereira dos santos, em 18.10.24

Nuns comentários sobre o último post de Miguel Alçada Baptista, alguém reproduziu um boneco sobre evolução da confiança dos americanos na sua comunicação social, que eu tencionava usar para um post curto.

Como tenho a mania de verificar a informação, fui à procura da origem do boneco e realmente encontrei-o aqui.

Só que encontrei outros bonecos e preferi usar este.

mass media.jpg

De maneira geral, quando se olha para os bonecos arrepiantes sobre a confiança das pessoas comuns no jornalismo e se conversa sobre eles com jornalistas, salvo honrosas excepções, respondem com a perda de valor económico da informação, com a escassez de meio com que lutam os jornais, a transição do papel para o electrónico, o peso da televisão, etc. (tudo coisas que existem, isso é claro).

O que é verdadeiramente difícil é encontrar um jornalista que se pergunte a si próprio, em público: mas que raio ando eu e os meus camaradas a fazer para já ninguém acreditar grande coisa no que escrevemos ou dizemos?

Talvez fosse mais útil fazer-se a si próprio esta pergunta, e depois fazer a pergunta lá na redacção, que passar o tempo a sinalizar a indignação sobre as declarações deste ou daquele sobre o jornalismo, de que ninguém se lembra num par de horas (muitas vezes, nem o próprio).


13 comentários

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De Fernando Antolin a 18.10.2024 às 19:12

Muito pertinente e acertado.

Ainda não encontrei a explicação(histórica?) para o tratamento por camaradas, entre os jornalistas, mas é apenas um pormenor sem qualquer importância.
Cumprimentos 
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De anónimo a 18.10.2024 às 19:53


Fora das grandes cadeias de TV, na comunicação social adulta nos EUA, com informação que convém seguir, existem 3 "influencers" que com diminutas equipas têm cada vez mais vastas audiências. 
Megyn Keller expulsa da NBC em 2018. Tucker Carlson expulso da FoxNews em circunstâncias curiosas. Joe Rogan. Estes divulgadores de informação em nome individual, usando os actuais meios de comunicação social, aumentam audiências enquanto as grandes cadeias claramente perdem influência.

Além das grandes cadeias de TV, Meta e face-book estão politizadas e cortam o que não agrada à campanha de Kamala.
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De Anonimus a 19.10.2024 às 12:00

divulgadores de informação ... pois. Então o Tucker Carlson, que descobriu os carrinhos com moedas na mãe-Rússia,  é o melhor exemplo do caminho que a CS deve seguir.
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De Já Era a 18.10.2024 às 20:31

Na minha provecta idade, já passa dos 80, desde os anos 90 que não gasto um "chavo" com essa coisa chamada jornais ou similares. Apesar da informação obtida na Internet, nomeadamentee em Blogs, ser "muitas" vezes "arrevesada" e pouco esclarecida, dá para que uma informação aqui e outra ali e seguindo com um espirito critico, também ele arrevesado, chegar a conclusões mais próximas da "Verdade" existêncial.
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De passante a 18.10.2024 às 22:36

As pessoas lúcidas sempre souberam o que valia a imprensa (ontem tinha deixado aqui isto: Thomas Jefferson to John Norvell, June 11, 1807,  https://www.loc.gov/resource/mtj1.038_0592_0594/?sp=2&st=text )


O que varia é a capacidade da auto-publicidade ser convincente.
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De Anonimus a 19.10.2024 às 12:02

Informação, dados, e algoritmos.
Quem sabe, sabe, quem pensa saber nada sabe.
Os jornais há muito que deixaram de ser o que foram, a diferença é a competição. 
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De lucklucky a 19.10.2024 às 16:45

A maior parte dos jornalistas foram para  profissão para ser activista e mudar o mundo não foram para informar. 
O jornalismo é uma profissão que raramente existe num jornal.
Como está vai destruir a nossa civilização. 



Estas são algumas palavras empregues pelos jornalistas para manipular.


Activistas - chama-se a alguém de esquerda faz violência
Extremistas - chama-se a alguém de direita faz ou não faz violência.


Exilados -  refugiados de ditadores que o Jornalismo não defende.
Dissidentes - refugiados de ditadores que o Jornalismo defende.


Líderes(ou pior, Líder Histórico) - Ditadores que o Jornalismo defende e quer legitimar.
 O Líder histórico Cubano, o Líder Líbio, o Líder Sírio...
Ditadores - Ditadores que o Jornalismo não defende.
 O ditador Chileno, o ditador Português, o Ditador Espanhol.


Populista - chama-se a coisas ou pessoas que apelam ao povo e o Jornalismo não gosta que o povo goste.
Democrático - chama-se a coisas e pessoas que o povo gosta e o Jornalismo gosta que o povo goste.


Protestos - Ataques que o jornalismo apoia
Ataques - Ataques que o jornalismo não apoia


Palestinianos morrem em ataques Israelitas
Israelitas morrem em explosões, tiroteios.


Indignação - caracterização dos protestos quando o Governo não é apoiado pelo jornalismo Marxista
Raiva/extremistas - caracterização dos protestos quando o Governo é apoiado pelo jornalismo Marxista


Coerente- uma pessoa de esquerda é coerente
Inflexível - uma pessoa de direita é inflexível


Prioritização- quando o racismo é apoiado pelo jornalismo
Discriminação - quando o racismo não é apoiado pelo jornalismo


Gastos - se o jornalista não gosta
Investimento - se o jornalista gosta


Vitima mulher: violencia de género.    
Vitima homem: crime passional.


Apaixonada - uma pessoa de esquerda é apaixonada 
Controversa/polémica - uma pessoa de direita é controversa e polémica


Denuncia - se a oposição de esquerda critica um escândalo de um governo de direita.
Aproveitamento e Incitamento - se a oposição de direita critica um escândalo de uma governo de esquerda


Oposição Firme-  A esquerda faz oposição firme
Obstrução-  A direita faz obstrução


Convicções e Princípios- A Esquerda tem convicções e princípios.
Ideologia - A Direita é ideológica.
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De anónimo a 20.10.2024 às 02:13

Gostei. Eric Arthur Blair versão lusa.
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De Anónimo a 20.10.2024 às 12:56

Bem visto.
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De Midiz a 20.10.2024 às 07:58

 O Arnaldo de Matos resumiu tudo na célebre frase 
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De marina a 20.10.2024 às 23:49

o jornalismo morreu quando os jornaleiros começaram a escrever para os patrões em lugar de escreverem para os leitores.
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De Beirão a 21.10.2024 às 10:54

Vi ontem com vomito o extenso documentario da CNN retransmitido pela pela CNN cá da paróquia, sobre os dois candidatos á presidência americana. 
Um nojo de clamorosa falta de isenção e ética. 
De um lado o malandro, o bandido, o tosco, o predador de mulheres indefesas, o grande aldrabão, o fracassado dos negócios milionários do pai, o pulha do Tramp, e do outro a grande santa Kamala, um infinito de bondade, sem defeito ou pecado, uma mulher esplendorosa que não tardará entronada na casa branca.
Como pode esta gente pensar que os telespectadores são tolinhos?
Nojo!
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De lucklucky a 21.10.2024 às 15:10

É o habitual no jornalismo. Ou seja, não o é.

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