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Estupidamente

por João-Afonso Machado, em 30.06.14

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E, de súbito, a obrigatoriedade do voto tomou voz. Quero dizer, a República viu-se nua. Sem eleitores, sentindo-se tremelicar nas pernas da sua legitimidade. A República é tão-só o legislador, e sabe que isso - que é pouco - para si é tudo. Preparemo-nos, pois, para a próxima novidade do DR -  termos todos de ajoelhar aos pés da (eleitoral) urna. Quer queiramos, quer não.

Abreviando, o problema não será de maior monta: assim como os portugueses sempre souberam dar resposta condigna à ditadura tributária, também alcançarão meios de sustar este psicadélico propósito de intervenção cívica. 

E, afinal, temos, ou não, o dever de votar? Seguramente - não!, do ponto de vista jurídico; provavelmente - sim, em nome da cidadania. Mas a liberdade individual não poderá vez alguma ser posta em causa, pelo que a questão é moral, jamais do domínio do Direito Positivo.

Em suma, o abstencionismo não contende com a democracia, nem com o sistema parlamentar, nem com a ordem pública. Apenas com o Regime. Com a República portuguesa e com os seus próceres - com o seu total descrédito. Os quais, estupidamente, querem fazer-se passar pela vergonha de, na contabilidade dos votos, colocarem os brancos e os nulos à frente do colorido espectro partidário.

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5 comentários

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De Joaquim Amado Lopes a 01.07.2014 às 01:07

Em 31 anos, só não votei uma vez e foi por nesse fim-de-semana estar longe do meu local de residência. Se o voto passar a ser obrigatório, deixo de votar.
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De anónimo a 01.07.2014 às 17:22


 Salvo o devido respeito, a obrigatoriedade do voto-barra- direito á abstenção  está mal "indexada" à questão do regime.
Uma coisa é o regime. Definido este - e presumindo-se que seja o mais legítimo possível -, o voto deveria ser obrigatório. Nesta situação de pacificação regimental onde os índices lesionais do regime não fossem relevantes o voto não tem  que ser chamado à qualidade de arma anti-regime.
Num contexto de regime pacífico o voto deveria ser obrigatório, mas só deveria ser admitido aos cadernos eleitorais quem tirasse a carta de Eleitor, mediante um curso presencial com aulas mínimas de finanças públicas, prinicpais teorias económicas,  teoria do imposto, funcionamento constitucional e comparativo entre regimes políticos nos últimos 100 anos. Para que o eleitor percebesse o significado da sua opção.
Se há carta de Condução, Carta de Caçador, Carta de patrão de mar, Brevet de piloto,  carta de campista, carta de tirador de imperial,   etc., também para votar seria necessário prestar provas sobre conheciumentos mínimos.

Coisa diferente é a luta contra o regime. Se é para ser uma luta séria, então a abstenção  eleitoral não chega. É marcar dia e hora para ir lá, partir aquilo tudo e mudar de regime. Que  é  a única forma que tem sido eficaz. 
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De José Menezes a 01.07.2014 às 20:27

Olha, sabes, eu nem sequer sei se tenho "blog sapo moderado". Anarquista como sou, apenas quero falar, ter voz. Graças aos blog's , ao FB e quejandos, falo aos quatro ventos com a alegria de um passarinho que vive fora da gaiola. O meu blog, http://comunidade.sol.pt/blogs/samenezes/default.aspx (http://comunidade.sol.pt/blogs/samenezes/default.aspx), ninguém o lê. Também não me importa. Também já não me importo com ele. Que se lixe.
Cidadania é votar, é participar na sociedade, nas associações locais, mas também no trabalho, nos negócios, no fazer pela vida com seriedade e honestidade.
Mas se nesta República das Bananas o voto branco, o voto nulo e a abstenção têm o mesmo valor?
Se nesta República das Bananas o corrupto é sempre um alto funcionário dela mesma e os tribunais também lhe pertencem?
Diz-me João Afonso, será que temos de refundar a nossa Juventude Monárquica Revolucionária -que alguém iluminado pelas letras não sei de quem, achou que éramos de extrema-esquerda, que eu, actualmente, nem sei o que isso é- para fazer um golpe de estado e levar para a República Democrática da Coreia do Norte, estas bananeiras para que produzam lá os frutos da bandeira "verde-rubra".
Que raio de bandeira. Ao menos que mantivessem a azul e branca, enfim, sem a coroa que tanto irrita os corruptos.
Sabes pá. Comemoramos em 2011, 100 anos de corrupção e ninguém reparou que foi isso que comemoramos.


Abraço, e viva o Vasco Gonçalves. Anos d'oiro.
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De João-Afonso Machado a 01.07.2014 às 21:48

Capital em Braga!
Autonomia minhota!
Viva o Rei!
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De anonimo a 01.07.2014 às 22:28

isso é centralismo minhoto!

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