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“Estratégia mediática do governo PS/BE”:

por Vasco Lobo Xavier, em 22.09.16

O Governo, via Bloco e PS, através de Mariana Mortágua e João Galamba (já não sei quem percence a que partido político, eles confundem-se e confundem-me), vem dizer que são poucos os que em Portugal têm património imobiliário acima de 500.000 euros (cerca de 45.000 contribuintes) ou de 1.000.000 de euros (cerca de 8.000 contribuintes). Não sei se é verdade ou mentira mas quem estude e saiba do assunto que o diga.

 E que pretendem arrecadar cerca de 200.000.000 (duzentos milhões de euros) com o novo imposto para aplicar em despesa corrente já pensada (e provavelmente gasta) – o que, qualquer que seja o prisma pelo qual se veja a coisa, mais não passa do que comprar votos de que tanto precisam para PS e Bloco se abalançarem a umas eleições em que tentem ganhar e expulsar o PCP da geringonça.

 Ora bem. Se a matemática não me falha, para sacarem mais 200 milhões de euros a oito mil contribuintes, cada um deles vai ter de pagar anualmente 25.000 euros para a brincadeira. 25.000 euros anuais, mais de 2.000 euros mensais pelas suas casas, para lá do que estiverem a pagar à banca. Eu, se estivesse nessa situação, mandaria a casa e o país às malvas e fugiria para outro local mais aprazível, uma praia com um barraco simpático perto de um bom bar com cozinha ainda melhor. Qualquer palhota ali na Galiza e investiria ainda num helicóptero para vir trabalhar, que abasteceria de gasolina também em Espanha.

 O que a geringonça está a dizer às pessoas (inclusivamente aos estrangeiros que nos trouxeram dinheiro) é que não devem poupar, não devem amealhar, não devem investir no imobiliário, pois a geringonça vai-lhes buscar tudo isso para comprar votos. E, se tiverem investido, que vendam rápido antes que os preços desçam e as rendas subam. O Galamba, essa enormidade que as televisões adoram, disse ainda que o problema não afectaria muito os portugueses pois incluiria os estrangeiros que compraram casas em Portugal (aqueles que convidámos a investir o seu dinheiro cá, aldrabando-os miseravelmente, e que não vão voltar a cair no mesmo erro). É preciso não ter juízo algum e não fazer a mais pequena ideia do que é credibilidade para gente séria.

 E estão lá, nas televisões, aqueles bacocos todos a falar para aqueles bacocos todos que os entrevistam, todos muito divertidos na bacoquice, sem que algum dos bacocos se aperceba do mal que se está a fazer ao país, à sua credibilidade e à economia, tudo para justificar a permanência no Governo de quem perdeu as eleições mas é muito querido por muita da comunidade lisboeta.

 Eles não percebem sequer que o argumento (acaso seja verdadeiro, o que desconheço) de serem poucos os prejudicados é igual ao que apregoavam os soviéticos em 1917! Eles tiraram pela força das baionetas, estes pelo decreto da estupidez. Em ambos os casos há imbecis a apoiar.

 Bloco e PS falavam de “estratégia mediática” para anunciar a coisa. Nem era preciso: a comunicação social mediática portuguesa é muito amiga.


1 comentário

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De Anónimo a 22.09.2016 às 01:25

«Neste universo de proprietários singulares não se incluem pessoas coletivas, offshores e fundos imobiliários»

Esqueceu-se de ler esta linha no DN?

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