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Estratégia em movimento

por Maria Teixeira Alves, em 10.06.21

PS/Algarve congratula-se com «forte representação» no novo Governo

Se há coisa que é útil nas Comissões Parlamentares de Inquérito é a revelação pública dos "jogos de poder" que se desenrolavam de forma "oficiosa" na sociedade portuguesa do fim do anos 90 e sobretudo na primeira década de 2000 (até à chegada da troika e do Governo de Pedro Passos Coelho).

Havia as empresas grandes e as suas chorudas tesourarias e essas eram para controlar (com ações e com a escolha de CEO). Havia os jornais e os diretores taticamente escolhidos para uma estratégia de poder. Esses era preciso comprar e contratar (respectivamente). Havia que dar passos certeiros e cuidadosos para não hostilizar os gurus dos media que podiam ser inimigos implacáveis e assim podiam estragar a estratégia de poder.

Havia pessoas que interessava contratar por razões táticas (ou razões políticas ou para tirar de cena).

Cada um destes protagonistas tinha o seu interesse e a sua posição a defender. Havia uma imagem a perservar. Assim juntavam-se em alianças informais numa conjugação de interesses. Gerir egos era o desafio. O risco que corriam estes arautos era verem os aliados de circunstância darem-se ares de independentes e autonómos e desatarem a ter também eles uma estratégia de poder paralela.

O que incomodava era para banir, afastar, contratar ou pôr em prateleiras mais ou menos doiradas.

Como conseguiram financiar isto tudo? Sim, porque para que o poder exista o dinheiro tem de estar acopulado. Crédito e mais crédito bancário. Crédito dado nos gabinetes dos banqueiros. Hoje os bancos estão a pagar essa factura e nalguns casos com peso nas contas públicas já de si frágeis.

Quando a maré baixou, os cabeças de cartaz ficaram no pelourinho e os outros (estrategas mais ou menos de bastidores) saltaram do barco.



11 comentários

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De Carlos Sousa a 10.06.2021 às 12:16

Dantes faziam as coisas, ninguém sabia de nada e não acontecia nada.
Agora fazem as coisas, toda a gente fica a saber mas também não acontece nada. 
O que é que há a fazer para ficar tudo igual?
A nova carta dos direitos humanos digitais.
E prontos, só ficamos a saber o que o governo quiser dizer, e como é proibido o contraditório, passamos a viver no país das maravilhas. 
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De Anónimo a 10.06.2021 às 12:24


Há uma explicação clara para este, aqui bem descrito, desvarío de meio século.

PS e PSD sempre a afirmar que representam os eleitores, a maioris do País. Os factos levam os eleitores a percebem que não é nada assim.

Nada que preocupe os intocáveis previligiados habitantes da torre de marfim.
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De Anónimo a 11.06.2021 às 09:48

Desculpe, caro(a) comentador(a), mas não devia colocar estes ensebados em "torres de marfim". Destoam, mesmo no sentido figurado. Não vê que estes "parvenus" serão sempre uns fatelas acabadinhos de se estrear? Ouça-lhes os pontapés na Gramática!
Que parte dos eleitores eles representam... é para mim o grande mistério.
Mas de resto concordo com o seu comentário. Cumprimentos.
CR
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De Elvimonte a 10.06.2021 às 16:46

"... é a revelação pública dos "jogos de poder" que se desenrolavam de forma "oficiosa" na sociedade portuguesa do fim do anos 90 e sobretudo na primeira década de 2000 (até à chegada da troika e do Governo de Pedro Passos Coelho)." (MT Alves)


Quer dizer com isso que no governo de PPC e subsequentes não se desenrolou e já não se desenrola coisa nenhuma? 


Vai-me desculpar a franqueza, mas muito sinceramente, se assim é, ou tem andado a dormir ou é a Eva ignota do Sr. "4500 €" Adão "Por Mês" Silva, por título "republiárquico" adequado à falta dos correspondentes nobiliárquicos.
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De Anónimo a 11.06.2021 às 07:23

Sim, houve um interregno com PPC.
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De Elvimonte a 11.06.2021 às 16:30


Com essa idade e ainda acredita no Pai Natal?


Vamos a um exemplo. Memorando de entendimento identifica rendas excessivas na produção de energia elécrica - e sabemos como os preços da energia acabam por ditar índices de competitividade. 


O primeiro Secretário de Estado da Energia do governo de PPC, Henrique Gomes, encomenda um estudo sobre o assunto à Universidade de Cambridge, entidade reputada e independente, que corrobora aquilo que constava do memorando de entendimento.  


Ainda o estudo não tinha sido tornado público já o então CEO da EDP, não se tendo chegado a saber quem lhe deu conhecimento do relatório, comentava publicamente que o estudo continha erros, não se sabendo quais.


Pouco tempo depois, Henrique Gomes abandona o governo e tudo fica na mesma.


Podia referir outros exemplos de que ainda tenho memória, nomeadamente o dossier entregue pelo já falecido Pedro Queiróz Pereira ao então Governador do BdP sobre a actividade do BES, cerca de 1 ano antes da sua resolução, em que PQP dava conta, segundo palavras do próprio, daquilo que por lá se passava e antecipava o desenlace que veio a ocorrer e que continuamos a pagar, apesar de nos terem prometido o contrário.


Desiluda-se: o Pai Natal não existe.
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De Anónimo a 10.06.2021 às 21:00

Parece-me que o que acaba de descrever representa um conjunto de crimes e de infracções de tal gravidade e tão contrárias a padrões morais que, julgo , configuram uma organização de celerados e de delinquentes.
Como se sai deste pântano fétido?


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De Anónimo a 11.06.2021 às 06:05

E ainda: as endogamias, portas giratórias, nepotismos , governamentalização do Estado e outras coisas que tais. Quem poderá impor limites a estes abusos?




https://www.youtube.com/watch?v=pTrU7DrxIQc
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De Anónimo a 11.06.2021 às 08:55

O meu país foi transformado num alcoice, num covil de traficantes.
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De balio a 11.06.2021 às 09:48


o dinheiro tem de estar acopulado


"acopulado" de que forma? Praticando a cópula?


Eu diria que tem que estar acoplado.
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De Anónimo a 11.06.2021 às 12:54

MTA, batatas... para si.

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  • Anónimo

    MTA, batatas... para si.

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