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Este país deve ter o que merece. Só pode.

por Vasco Lobo Xavier, em 22.11.16

Por motivos que não interessam tenho andado um pouco alheado do mundo em geral e do mundo miserável da política nacional em particular.

 

Vamos lá ver se eu percebi bem o que se passou nos últimos dias. A Carris, essa empresa de transportes públicos que serve Lisboa e alguns municípios adjacentes e que é conhecida por dar prejuízos à doida e anualmente, foi entregue pelo Governo socialista apoiado pela geringonça à Câmara de Lisboa socialista de Medina. Foi dada. Toda? Não! Uma dividazita de mais de 800 milhões de euros que a empresa tinha ficou no Estado português, para ser paga pelos contribuintes, do Minho ao Algarve, que já têm de pagar os transportes públicos das suas terras.

Recebida a Carris pela Câmara de Lisboa socialista, o seu Presidente anunciou de imediato que estava preparado para gerir a empresa e proclamou que o passe navegante para idosos baixaria de 26,75 euros para 15 mensais (aí uns 45% de repente) e que passaria a ser gratuito para crianças até 12 anos (era até 4 anos).

Pretende ainda o presidente socialista de Lisboa contratar uns 220 motoristas e adquirir 250 novos autocarros, para lá de outras coisitas.

Está portanto preparado para em Lisboa fazer a habitual gestão socialista, à custa do resto do país.

 

Fico espantado!... E não há um levantamento geral no país?!?... O país paga esta maluqueira toda da Lisboa socialista sem sequer ganir?!?... A comunicação social assobia para o lado?!?...

 

Este país tem o que merece!

 

 



13 comentários

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De Anónimo a 23.11.2016 às 00:18

Há dois anos atrás quando a Carris e o metro iam ser concessionados à Avanza as dívidas também ficavam com o Estado. Queixou-se?
De qualquer modo o novo modelo de financiamento da Carris passa também pela transferência das verbas do imposto de circulação, parqueamento e multas. Logo a Carris deixa de ser paga à custa do resto do país.
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De oscar maximo a 25.11.2016 às 11:24

Sr. anónimo, uma coisa é um pagamento único, outra coisa é o que vai acontecer, andar sempre a pingar, não em gotas mas aos baldes.
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De cristof a 23.11.2016 às 04:15

os tudologos e afins já há muito que deviam fazer auto terapia para não andarem as dizer as tolices que foi a vergonha Trump ou os terrorista do Molembeck e outro, ou as negações da Geringonça. Aceitem os cidadãos que temos e deixem de escrever para um amanhã que vai cantar.
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De Anónimo a 23.11.2016 às 05:24

"Uma dividazita de mais de 800 milhões de euros que a empresa tinha ficou no Estado português, para ser paga pelos contribuintes, do Minho ao Algarve,"



Diga lá (se souber ) quanto é que os portugueses do Minho ao Algarve tiveram (e têm) de pagar pelo BPN, BES, Banif, submarinos e mais umas coisitas que andam por aí?
Aqui, a comissão dos pagantes agradece a informação.


"E não há um levantamento geral no país?!?."
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De joaquim a 23.11.2016 às 10:11





De acordo consigo , mas o que se pode fazer. Os partidos, os sindicatos e as associações de isto e daquilo gostam ou pelo menos não se importam muito .
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De Anónimo a 23.11.2016 às 15:43

Parafraseando o Passos Coelho:


Não diga isso que lhe fica mal...
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De Ah pois é!!! a 23.11.2016 às 11:18

Haverá maior exemplo de fanatismo ideológico do querer acabar com a Carris e outras empresas públicas?
Mesmo que isso custe mais dinheiro aos contribuintes (como a salvação de bancos privados) e comprometa o futuro de todos, como são o caso da EDP e outras mais??
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De André Miguel a 23.11.2016 às 11:38

Meu caro este país não tem o que merece, pois merece bem pior.
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De Fernando S a 23.11.2016 às 14:43

Anónimo : "Há dois anos atrás quando a Carris e o metro iam ser concessionados à Avanza as dívidas também ficavam com o Estado. Queixou-se? De qualquer modo o novo modelo de financiamento da Carris passa também pela transferência das verbas do imposto de circulação, parqueamento e multas. Logo a Carris deixa de ser paga à custa do resto do país."


As dividas da Carris e do Metro são o resultado de anos e anos de prejuizo devidos à gestão pública.

Ao "oferecer" a Carris sem divida à autarquia lisboeta o governo está a fazer suportar por todo o pais o que em principio foi e é um beneficio apenas para os habitantes da capital.

Mantendo-se a gestão pública, como as mesmas causas tendem a provocar as mesmas consequências, os prejuizos futuros vão continuar a aumentar divida publica ou a ser cobertos por impostos.

O "novo modelo de financiamento" da Carris prevê exactamente tapar os buracos com impostos.

Impostos estes que não têm nada a ver com os serviços prestados e que até vão ser em parte pagos por muita gente que não é utente ou nem sequer é lisboeta (sim, porque as multas e os estacionamentos também são pagos por muitos não lisboetas que vêm à capital, alguns até todos os dias).

Com os descontos "sociais" já anunciados e outros que poderão ainda vir, é natural que a exploração seja ainda mais deficitária e o recurso aos contribuintes em geral ainda maior.

Portanto, a Carris vai continuar a ser paga à custa dos lisboetas mas também do resto do pais !!

Uma grande vantagem da concessão a privados, para além de uma gestão mais racional e eficiente, seria precisamente o fim destes buracos sem fundo que acabam por ser pagos pelos contribuintes.   

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De Anónimo a 25.11.2016 às 02:14

Daqui por três anos, no final da concessão da Fertagus, fazemos contas.
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De Fernando S a 25.11.2016 às 13:21

Contas para quê ?... Se estas empresas não devem existir "para produzir EBITDA" mas sim para "transportar pessoas" ?!!...
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De Fernando S a 23.11.2016 às 15:13

Ah pois é!!! : "Haverá maior exemplo de fanatismo ideológico do querer acabar com a Carris e outras empresas públicas?
Mesmo que isso custe mais dinheiro aos contribuintes (como a salvação de bancos privados) e comprometa o futuro de todos, como são o caso da EDP e outras mais??"
 
Não é "acabar" com as empresas (e os serviços que prestam) ...
É privatizar ou concessionar a privados para que estes continuem a utilizar recursos existentes e outros que invistam para oferecer um serviço que corresponda mais e melhor à procura dos utentes.
Não custa mais dinheiro aos contribuintes.
Antes pelo contrario.
Desde logo há normalmente uma receita da venda ou da concessão que é um ganho liquido para os contribuintes.
Mas, sobretudo, deixam de ser os contribuintes a suportar os sucessivos prejuizos e o aumento do endividamento dessas empresas publicas.
A continuação desta situação é que custa ainda mais dinheiro e "compromete o futuro de todos".
 
É verdade que a "salvação" de bancos privados tem vindo a custar dinheiro aos contribuintes.
Talvez não devesse ser assim, no passado, no presente e, sobretudo, no futuro.
Quanto menos o Estado estiver directa e indirectamente envolvido na propriedade e gestão do sistema financeiro e bancário melhor é e menor será a necessidade e a justificação para intervir com dinheiros públicos em situações de crise.
Mas, sendo ainda as coisas o que são, os sucessivos governos, de esquerda como de direita, bem ou mal, melhor ou pior, intervieram para tentar evitar um aumento de riscos que poderiam fragilizar ainda mais ou fazer colapsar o conjunto do sistema.
O que, convém não esquecer, poderia ter consequências muito sérias para o conjunto da economia (os bancos financiam a economia !!...) e, portanto, para a vida da esmagadora maioria dos portugueses. 
Para além do mais, que já não é pouco, a maioria das intervenções foram também feitas para proteger milhares e milhares de depositantes nessas instituições bancárias. 
Em contrapartida, os principais accionistas e os maiores credores tiveram e a ainda têm perdas totais ou quase em resultado das diferentes intervenções e resoluções.   
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De Costa a 23.11.2016 às 16:02

É tristemente delicioso ver gente por aqui - gente aparentemente de esquerda e como tal chamando a si dogmaticamente a alegada supremacia moral das esquerdas - falar com toda a naturalidade da receita das multas como fonte de financiamento. Até pode ser que o sejam, mas uma multa (ou uma coima) é por definição um acto punitivo, aplicado apenas em resultado da comissão de um acto censurável.


Bom seria - e decerto mais ainda para as mentes moralmente superiores das esquerdas - que nenhuma ilegalidade ou irregularidade dessas que levam à multa fosse cometida. Que as receitas geradas por multas fossem nulas ou irrelevantes. 


Em Portugal isso será especialmente mais que utópico, bem sei, e não necessariamente sempre por actuação dolosa do prevaricador, mas fundar explicitamente um financiamento de coisa pública também na multa - isto é, antever, dar por garantidos, desejar, em suma, a ocorrência de comportamentos condenáveis, em si mesmos e numa quantidade tal que garantam aprioristicamente receita relevante - é especialmente deprimente e permite antecipar a pura e despudorada "caça à multa". 


E que seria então se os cidadãos subitamente se revelassem preocupantemente correctos, cumpridores, exemplares? Taxar-se-ia, punir-se-ia, o quê?


Costa

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