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Estamos tramados (como sabemos)

por Jose Miguel Roque Martins, em 06.05.21

Sem grande alarde, pelo menos até ao momento em que escrevo, saem as noticias de um estudo realizado por Francesco Franco, Tiago Bernardino e Luís Teles Morais.

Este estudo conclui, considerando as actuais tendências demográficas, que para manter o equilíbrio financeiro a prazo, ou será necessário aumentar 22% os impostos, ou diminuir em 19% as pensões ou aumentar a idade da reforma para 76 anos.

Uma bomba atómica, há muito anunciada.

Estes estudos têm sempre limitações e dificilmente conseguem prever todas as alterações no futuro. Mas no essencial, os valores obtidos serão da ordem de grandeza anunciada, sendo indesmentível que o sistema não se equilibra de outra forma, sem outras mudanças profundas. Claro que em termos de mudanças estruturais, poderão ocorrer impactos positivos e negativos que alterem as contas. 

Olhando para o que o regime tem feito, o mais provável é que nada se faça e quando a granada explodir, se distribua o mal pelas aldeia. Os impostos subam 10%, a idade da reforma se situe um pouco abaixo dos 70 anos e as pensões se reduzam um pouco. Tudo devagar para não espantar a caça. Ao longo do percurso, cada má noticia virá acompanhada do anuncio da inevitabilidade das correcções, da responsabilidade de governos anteriores por não terem tomado medidas, que face à pesada herança do passado, nada mais há a fazer.

Não é assim. Existem alternativas a este empobrecimento colectivo.

Para tanto bastaria emagrecer o Estado, o desperdício de recursos e incentivar a criação de riqueza, libertando a economia de mercado. Seguindo todos estes caminhos, a realidade seria outra.  Os impostos poderiam baixar, as pensões aumentar,  a idade da reforma pouco aumentar e os jovens Portugueses não precisariam de sair do seu País para viver.

Se compararmos o nosso produto per capita, com países semelhantes, podemos assumir que temos uma reserva de riqueza represada, que será próxima do dobro do que hoje produzimos. Olhando para o nosso quadro partidário, para as convicções dos Portugueses, de facto o estudo é mesmo para levar a sério. Quanto a mim, já há alguns anos, vou incentivando (sem sucesso)  as minhas filhas a emigrarem.  

Estamos tramados.



2 comentários

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De Anónimo a 06.05.2021 às 17:01

capados à nascença
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De Carlos Sousa a 06.05.2021 às 17:53

E não há nenhum estudo que diga que para manter o equilíbrio financeiro os prémios dos gestores do Novo Banco não podem ser superiores aos prejuízos desse mesmo banco?

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