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Na conferência de imprensa subsequente ao encontro dos presidentes americano e português uma jornalista portuguesa fez a Marcelo Rebelo de Sousa uma pergunta cujo sentido se resume a «O que é que achou dele?»
O Expresso online titula a notícia do encontro com «Marcelo empata na Casa Branca. Mas afinal o jogo era amigável».
Jornais de Portugal e de todo o mundo publicaram a fotografia de uma criança que teria sido separada da mãe pelo pérfido Trump, a qual criança afinal não foi separada da mãe, nem tem nada a ver com Trump, pois a foto tem 4 anos, é do tempo de Obama (a quem a farsa de jornalismo hoje reinante atribuiria a culpa se não o amasse) .
Os telejornais de quinta feira noticiaram que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde estão em vésperas de contratar mais 2000 funcionários, esperando apenas luz verde do Ministério das Finanças. E entrevistaram responsáveis que esclareceram que, para a normalidade do funcionamento dos hospitais, a necessidade de contratações resultante do horário de 35 horas decidido por este governo monta a 6000 novos funcionários, não 2000. Nenhum telejornal recordou as garantias deste governo de que o horário de 35 horas não acarretaria nem novas contratações nem aumento da despesa.
Decorre uma investigação sobre negociatas em autarquias, a mais importante delas, Lisboa. Ontem, porém, a TVi «apurou» que os investigados são todos do PSD.
Numa ilhota de inteligência fulgurante José Miguel Júdice vai advertindo, na TVi, contra a falta de saúde da nossa democracia, contra a abulia, contra a conformação, contra a funcionalização e o controlo da sociedade pelo Estado, contra o desaparecimento da classe média, contra a sagração da precariedade, contra o esmagamento do leque de salários, contra a ideologia do empobrecimento, contra a falta de ambição, contra a falta de oposição e debate.
50% do eleitorado português está sem representação. Mas o líder do principal partido da oposição admoesta quem se opõe ao governo e propõe como certeza e objetivo sair derrotado das próximas eleições para melhor ajudar este governo.
50% do eleitorado está sem representação mas Santana Lopes propõe-se formar um novo partido, não para a representar, mas para se expressar politicamente.
Não importa. Em Julho há só futebol. E a silly season de Agosto será tão silly e desinformada como todo o resto do ano.
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