Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Resultado de imagem para media

O jornalismo e a informação são serviço público, pelo que não podem desaparecer por falta de rentabilidade. Mas hoje assiste-se a um fenómeno: nunca ninguém gostou tanto de notícias como agora (deve-se isso às redes sociais), mas também nunca tão poucos quiseram pagar por isso. É mesmo um hábito cultural porque mesmo as pessoas com dinheiro evitam ao máximo pagar para ler notícias.

Agora que se discute que papel pode ter o Estado para assegurar o futuro dos media privados, o que eu defendo é que isso é possível se for sobre a forma de medidas legislativas. Como uma taxa como a que existe do audiovisual.

As operadoras de telecomunicações não pagam uma taxa para o setor do cinema e audiovisual? O Governo não  recompensa a RTP pelo serviço público de televisão com uma Contribuição para o Audiovisual [a taxa é cobrada na fatura da luz]? Então, porque não pensar numa coisa nos mesmos moldes para salvar os media?

Por exemplo, a conta de telemóvel ou da internet já incluirem no preço uma taxa que dá direito à subscrição de um jornal à escolha do cliente. Porque não?

Podem também haver incentivos fiscais à compra e subscrição de jornais (em papel e online). Ora, se nós descontamos no IRS as faturas dos cabeleireiros, dos restaurantes, das oficinas, porque não descontar faturas de jornais e de subscrição de onlines?

Porque razão as instituições do Estado não assinam jornais? É outra forma de ajudar os media.

São tudo coisas que podem ser feitas sem ter medo de ser posta em causa a independência dos jornais.

Da parte dos privados, a possibilidade de vender notícias avulso, por umas dezenas de cêntimos, através de um click, com o pagamento a ser englobado na conta do fim do mês do telefone, pode ser uma solução.

Depois é preciso um regulador forte e eficaz que seja capaz de impor regras às "revistas de imprensa" e ao clipping. Por exemplo, porque razão as empresas de clipping não contribuem com uma taxa para os media (como medida legislativa)? É outra forma de ajudar os media.

Outra medida possível: incentivos fiscais ou ao nível da contribuição para TSU para empresas de media que contratem jornalistas. Ou medidas fiscais (em sede de IRC) para empresas que anunciem (ponham publicidade) nos jornais.

Há muita coisa que pode ser feita pelo Estado sem comprometer a independência da comunicação social. Um visto gold para não deixar morrer o jornalismo precisa-se! 



19 comentários

Sem imagem de perfil

De António a 03.12.2019 às 01:11

Dê-lhes idéias para mais taxas, dê...
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.12.2019 às 09:40

a conta de telemóvel ou da internet já incluirem no preço uma taxa

Há telemóveis com cartões SIM anónimos (nalguns outros países isso não é permitido, mas em Portugal sim). Por exemplo, a Lycamobile vende cartões SIM que são anónimos, isto é, não se sabe a quem são vendidos. Nesses cartões nem sequer existe o conceito de "conta": só se paga as chamadas que se faz.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.12.2019 às 09:42

Porque razão as instituições do Estado não assinam jornais? É outra forma de ajudar os media.
São tudo coisas que podem ser feitas sem ter medo de ser posta em causa a independência dos jornais.


Se as instituições do Estado decidirem assinar um jornal e não os restantes, estarão a comprometer a independência dos jornais.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.12.2019 às 09:46

incentivos fiscais para empresas de media que contratem jornalistas

Isso exigiria o reconhecimento estatal daquilo que é uma "empresa de media" e daquilo que é um "jornalista". Não são coisas muito claras. Um agente publicitário pode disfarçar-se como um jornalista. Uma empresa como a SONAE, que tem múltiplos interesses, pode colocar parte deles sob a pala de uma "empresa de media".
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.12.2019 às 10:29

Não aceito bem esta ideia de o Estado apoiar as empresas de media. Essas empresas são privadas. Não é óbvio que elas satisfaçam uma necessidade social - se as pessoas não compram jornais, talvez seja porque não sentem necessidade deles.
O Estado já apoia uma agência noticiosa, a LUSA. Isso deveria chegar.
Eu não leio jornais nenhuns (nem sequer online). Ouço as notícias na Antena 1 e na televisão. Não vejo bem por que raio deveria apoiar jornais, os quais considero como sendo genericamente de má qualidade.
Perfil Facebook

De J.m. Conde Ferreira a 03.12.2019 às 12:19

Artigo infeliz. 
Só um socialista é que financia o que economicamente é inviável...
Se houver qualidade há clientes. 
Perfil Facebook

De Carlos Conde a 03.12.2019 às 22:15

Subscrevo integralmente as suas palavras.
A Maria Teixeira Alves certamente num dia difícil do ciclo...
Sem imagem de perfil

De marina a 03.12.2019 às 12:31


nem pensar, era só o que faltava , subsidiar os merdia. a maior parte das noticias é tralha , escandaleiras ,  copy e past de outros media .  serviço público completamente nulo de umas marias vai com outras.
é difícil  fazer omeletes sem ovos , não é possível fazer jornalismo sem jornalistas , profissionais que não há  há já  bastante tempo
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 03.12.2019 às 17:40

Boa, marina. Concordo.
Sem imagem de perfil

De Isabel s. a 03.12.2019 às 15:56

O estado apoia a lusa mas não devia apoiar. É por isso que todos os media falam/escrevem sobre os mesmos assuntos.
Não entendo como podem jornalistas defender a intervenção do estado nos media. Não há almoços de graça e o homem novo ainda não nasceu.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.12.2019 às 16:40

não há ressurreição possível, muito menos desejável para este lixo, ó mano
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.12.2019 às 16:44

Já se paga para o audiovisual, a agência Lusa. 


Não concordo com a proposta de mais taxas.


A.Vieira

Comentar post


Pág. 1/2



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Anomalia de um bronco.Depois passa, o Partido limp...

  • Anónimo

    Nas TVs os comentadores (apurada seleção de esquer...

  • Anónimo

    Abriu a caça. Afinal isso acontece a quem não sabe...

  • Artur Campos

    Eu estudei a disciplina de ciências e geografia no...

  • Artur Campos

    Papa Francisco...diz-vos alguma coisa ??


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2006
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D