Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Lembro perfeitamente, a grande primeira medida tomada (há muitos anos) em defesa dos cegos foi intitulá-los "invisuais" - e daí em diante... "invisuais" permanecem, sempre carecidos de apoios reais. A República tem absurdos assim.
Hoje a novidade, a abrir noticiários e lida nas páginas iniciais dos jornais, veio a público: a grande remodelação operada no falido SNS, com efeitos a partir de 1 de Janeiro próximo. O que ao certo vai suceder é que me parece ninguém entende, entre dizeres vagos e objectivos que todos desejam, mas não se consegue descobrir como serão atingidos.
Fala-se em que os utentes poderão ser atendidos em qualquer unidade de saúde, portadores de um cartão que identifique a natrueza e agravidade dos seus males.
Dá-se um novo nome - as Unidades Locais de Saúde - como se, só por si, tal resolvesse os problemas (não, não somos todos "invisuais").
Mais se acrescenta um membro ao Conselho de Administração do SNS - mais um boy, no fundo.
E criar-se-ão comissões junto do Ministério das Finanças para acompanhar as dotações orçamentais do SNS - somem mais uns tantos boys a juntar ao panelão.
O mesmo vale para uma série de gestores a designar, conquanto a ideia seja "desburocratizar"...
As ULS funcionarão em consonância com as autarquias. Com todo o crédito que hoje a maioria das autarquias me merece, creio que ingenuamente se aprestam ao serviço de "bodes expiatórios".
Enfim, acrescenta-se, o serviço será pago pelos utentes, na medida em que optem por este hospital em vez daquele, decerto o da sua área de residência. Então o que se passa com a sacrossanta regra do art. 13º (e quejandos) da CRP?
Entretanto nada foi legislado ainda. Nem se sabe quando será. E, quando for, restará depois a regulamentação do costumeiro normativo programático, algo que, em geral, vai sendo adiado, adiado, adiado.
Quando, afinal, as leis em vigor nem têm muito por onde as atacar e, simplesmente, o que não há é dinheiro (para pessoal e equipamentos) porque o Governo não abre mão dele. Concretamente, como evitarão a "fuga" de pessoal da Saúde para o sector privado?
Nada mais se passa, em suma, senão a bem propagandeada falcatruagem socialista. Com mais burocracia onde se difunde a desburocratização, e mais confusão nos hospitais e centros de saúde em que tudo será (?) diferente menos a falta de médicos e enfermeiros e restantes auxiliares - o óbvio fundamental.
Vota PS!
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
A propósito da hipótese que levanta de o próprio V...
Então, não me diga que na lei diz lá para entrarem...
Eu se estivesse no lugar de André Ventura desistia...
Essa questão já foi respondida (no geral Internaci...
Fiquei sem preceber por que é que a campanha do al...