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Especialistas em números

por henrique pereira dos santos, em 26.07.21

Em qualquer circunstância normal, olhando para este gráfico, qualquer especialista em números perguntaria o que se passou nos três picos evidentes: o mais pequeno na Primavera do ano passado, o médio no Verão do ano passado e o excepcional em Janeiro/ Fevereiro deste ano:

 

Qualquer especialista em números, sem a menor ideia dos processos que estão a ocorrer, diria imediatamente que nessas três situações (e na quarta, um planalto prolongado durante quase todo o ano de 2020, mais consistente a partir do Outono) haveria factores específicos que deveriam explicar este andamento do gráfico.

Nas actuais circunstâncias, não: os especialistas em números negam que haja factores excepcionais no pico de Janeiro/ Fevereiro deste ano, ou melhor, dizem que sim, que há um factor, um Natal em que os contactos se multiplicaram e deram origem ao pico posterior, argumentando que uma situação meteorológica excepcional não é o que distingue este período dos outros porque também há mortes excessivas noutras alturas com calor, e diminuições com frio.

Isto apesar de em muitas situações haver níveis de contactos maiores que os do Natal, sem o mesmo efeito, e não haver outra anomalia meteorológica como a que coincide com o pico absolutamente excepcional de Janeiro/ Fevereiro.

Não há pior cego que o que não quer ver.

E como são muito bons em números, encontram sempre maneira de os pôr a dizer o que querem que os números digam.

Não teria importância nenhuma, se não se desse o caso de, a partir das parvoíces que inventam, conseguirem influenciar constrangimentos que afectam a vida real e concreta de milhares de pessoas, pormenor que não negam, mas que dizem que não é com eles: alguém que saiba de economia que trate de resolver o problema de condicionar a actividade económica sem afectação social dos mais frágeis, que eles estão muito acima dessas minudências, estão na missão de salvar vidas, a mais nobre das missões (e que se lixem os mais frágeis e o aumento de riscos de vida que se manifestam a prazo, decorrentes quer do aumento da pobreza, quer da diminuição de cuidados de saúde provocados pela paranóia da redução de contactos).

Por mim, olhando para os gráficos de casos dos Países Baixos e do Reino Unido, variando sincronizadamente com medidas de controlo de contactos sociais exactamente inversas, só me apetece citar Juan Carlos "por qué no te callas?".



9 comentários

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De balio a 26.07.2021 às 11:49


Entretanto, é muito curioso como, precisamente no mesmo dia, a epidemia começou a diminuir marcadamente tanto no Reino Unido como em Portugal. (No Reino Unido a diminuição é mais marcada do que em Portugal, mas o aumento anterior tamém o foi lá.)
Será muito interessante, interessantíssimo mesmo, ver o que se passará nas próximas duas semanas no Reino Unido: a sociedade foi totalmente libertada (*) e, se a epidemia continuar a decrescer sem parar, ter-se-á a prova provada de que a libertação da sociedade em nada piora a epidemia.


(*) Na verdade a sociedade não foi totalmente libertada, porque continuam em vigor restrições draconianas que forçam a quarentena pessoas que nem sequer portadoras do vírus são, somente por terem estado em contacto com pessoas portadoras. Sendo estas, de facto, as piores e mais danosas de todas as restrições.
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De Anónimo a 26.07.2021 às 14:11

aplica-se a esta gente

L'Art De Péter ; Essai Théori-Physique Et Méthodique À L'Usage Des Personnes Constipées, Des Personnes Graves Et Austères, Des Dames Mélancoliques Et De Tous Ceux Qui Restent Esclave Du Préjugé 

de Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut 

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De Elvimonte a 26.07.2021 às 14:58

"A carregar, a carregar" mas não vejo o gráfico e tenho pena. Com link de screen shot ficava o meu problema resolvido, caso haja alma caridosa...
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De Elvimonte a 26.07.2021 às 19:54

Grato. Mesmo assim o gráfico não carrega e acontece o mesmo no browser alternativo, o que é muito estranho. 
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De Carlos Sousa a 26.07.2021 às 15:22

Já que há gráficos e estatísticas para tudo, não será melhor arranjar também uns gráficos para a evolução da pandemia nos Já vacinados? É que parece que quanto mais aumenta a vacinação mais aumenta a pandemia. E também não será melhor começar já a contabilizar as doenças do foro respiratório que costumavam aparecer só no inverno mas que derivado a estas estúpidas medidas de contenção estão a começar a aparecer agora. 
E também não haverá um gráfico que nos mostre o aumento anormal de miúdos sem defesas virais por causa das máscaras e dos confinamentos?
Espero que um dia se descubra quais os reais objectivos desta fraudemia.
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De Elvimonte a 26.07.2021 às 20:22

Olhe que é capaz de haver...
Andei aqui à procura do link, encontrei e estive a reler. Isto já tem cerca de duas semanas, mas continua actual. No final, a referência ao porta-aviões inglês HMS Queen Elizabeth, com 100% de vacinados... O melhor é ler.
https://www.zerohedge.com/covid-19/worrying-me-quite-bit-mrna-vaccine-inventor-shares-viral-thread-showing-covid-surge-most


Eu fico a pensar em "antibody-dependent enhancement" (ADE).
«Vaccine-elicited enhancement of disease was previously observed in human subjects with vaccines for respiratory syncytial virus (RSV), dengue virus and measles [1]. Vaccine-elicited enhancement of disease was also observed with the SARS and MERS viruses and with feline coronavirus, which are closely related to SARS-CoV-2, the causative pathogen of COVID-19 disease.
(...)
It is also similar to the clinical course of COVID-19 patients, in whom severe COVID-19 disease is associated with the development of anti-SARS-CoV-2 serum antibodies [9], with titres correlating directly with the severity of disease [10]. Conversely, subjects who recover quickly may have low or no anti-SARS-CoV-2 serum antibodies [11].»
("Informed consent disclosure to vaccine trial subjects of risk of COVID-19 vaccines worsening clinical disease", The International Journal of Clinical Practice)  
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De marina a 26.07.2021 às 21:11

exacto. de caras que são os vacinados que andam a espalhar o vírus. a vacinação é a única variável nova relativamente ao ano passado , onde o carácter sazonal dos vírus respiratórios se verificou e passámos um Verão tranquilo ; a vacinação anulou esse efeito e espalhou o vírus , menos mal que é um vírus bem bonzinho.
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De Tiro ao Alvo a 26.07.2021 às 22:36

Esses cientistas poderiam era explicar-nos por que foi que a gripe sazonal desapareceu.

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