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Pesarosamente assisti ontem ao debate entre todos os candidatos à Presidência. Diria, mesmo, tomado de uma curiosidade mórbida que explicarei, não sem antes declarar a reforçada minha decisão em votar branco. Até porque não há razões de sobressalto: todos são pessoas inofensivas, o rapazinho da II República (como o Pinto Livre ontem referiu esta III) vende-se por pouco e o comprador, o Tozé Seguro, aparenta desinteresse pelo negócio, sobranceiro, confiante, todo contente com os números das últimas sondadens. Experimentado e professoral.
Mas boa alma, estou certo. Como, aliás, os demais, não contemplando Catarina nem Ventura, e deixando aqui um recado a Gouveia e Melo: um almirante que se preze não faz uso dos seus argumentos contra Marques Mendes que, ainda por cima, é sobejamente mais baixinho. Do que se não é capaz para roubar votos à concorrência!
O candidato Vieira é uma encenação de comicidade, o contraponto da humilde mas genuína participação do meu amigo Tino de Rans. António Filipe, a agradável surpresa de um comunista dialogante; Humberto, quase uma tentação em votar nas suas mãos de uma vida de trabalho; e Cotrim o mais clarividente, a voz mais sonora e mais fiável.
Mas não chega... Nenhum deles chega para convencer um monárquico. Os portugueses que elejam o candidato à medida do que merecem.
A questão principal deixei-a, claro, para o fim. Sendo o Chefe de Estado o Supremo Comandante das Forças Armadas, por que motivo o silêncio sobre a nova realidade europeia, agora ameaçada sem rebuço por Trump? Tema especulativo, prematuro? Especulação e prematuridade era o dia anterior ao das redes lançadas à cama de Maduro e da Mulher! Por isso... terão os nossos militares já em vista uma greve geral em data a fixar sem aviso prévio?
Sobre a chamada abstenção, repescagem de 2014:
Anulei o voto desenhando no boletim um campo para abstenção escrevendo essa palavra e aí colocando a respectiva cruz (X)
Que alguém me esclareça sobre um tema que tenho entalado na caixa dos pirolitos, e que não vejo nem sequer debatido onde quer que seja.
Cá para mim a ausência nas mesas de voto não tem nada a ver com abstenção mas sim com absentismo, seja qual for o motivo da não comparência, e podem ser muitos.
Precisa-se uma explicação para a razão pela qual não é criado um campo para abstenção em cada boletim de modo a ser considerado voto validamente expresso.
Não sei porque não, mas se calhar até sei principalmente nas legislativas.
Se não obtiver nenhum esclarecimento continuarei a pensar que confundir propositadamente absentismo com abstenção não passa de uma grosseira fraude descaradamente repetida.
Se o dicionário não é suficientemente esclarecedor no estabelecimento da diferença altere-se o dicionário.
Tão simples como isto:
Absentismo=Ausência
Abstenção=Ato presencial
Politicamente basta pensar nos nossos deputados que para se abster tem que estar presentes e se não põem lá os pés tem falta justificada ou não.
Note-se que esta posição não pretende defender de modo nenhum o voto obrigatório
Campanhas eleitorais, uma inutilidade para comer papalvos.
Uma única frase servia para todos se apresentarem, olhem para o que eu fiz e meçam bem como faço ou o que seria capaz de fazer se me dessem rédeas.
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