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Esclarecido...

por João-Afonso Machado, em 07.01.26

Pesarosamente assisti ontem ao debate entre todos os candidatos à Presidência. Diria, mesmo, tomado de uma curiosidade mórbida que explicarei, não sem antes declarar a reforçada minha decisão em votar branco. Até porque não há razões de sobressalto: todos são pessoas inofensivas, o rapazinho da II República (como o Pinto Livre ontem referiu esta III) vende-se por pouco e o comprador, o Tozé Seguro, aparenta desinteresse pelo negócio, sobranceiro, confiante, todo contente com os números das últimas sondadens. Experimentado e professoral.

Mas boa alma, estou certo. Como, aliás, os demais, não contemplando Catarina nem Ventura, e deixando aqui um recado a Gouveia e Melo: um almirante que se preze não faz uso dos seus argumentos contra Marques Mendes que, ainda por cima, é sobejamente mais baixinho. Do que se não é capaz para roubar votos à concorrência!

O candidato Vieira é uma encenação de comicidade, o contraponto da humilde mas genuína participação do meu amigo Tino de Rans. António Filipe, a agradável surpresa de um comunista dialogante; Humberto, quase uma tentação em votar nas suas mãos de uma vida de trabalho; e Cotrim o mais clarividente, a voz mais sonora e mais fiável.

Mas não chega... Nenhum deles chega para convencer um monárquico. Os portugueses que elejam o candidato à medida do que merecem.

A questão principal deixei-a, claro, para o fim. Sendo o Chefe de Estado o Supremo Comandante das Forças Armadas, por que motivo o silêncio sobre a nova realidade europeia, agora ameaçada sem rebuço por Trump? Tema especulativo, prematuro? Especulação e prematuridade era o dia anterior ao das redes lançadas à cama de Maduro e da Mulher! Por isso... terão os nossos militares já em vista uma greve geral em data a fixar sem aviso prévio?


24 comentários

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De cela.e.sela a 07.01.2026 às 11:44

jornalistas, comentadores e a quase totalidade dos candidatos ''a brincar às casinhas'' como se isto fosse jardim de infância
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De Silva a 07.01.2026 às 12:16

Que grande sofrimento.
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De M.Sousa a 07.01.2026 às 15:06

Caro João-Afonso, tanto sofrimento e amargura nos últimos posts. Será que consigo, tudo acaba no Sr. Trump? Esse mal absoluto que veio perturbar a quietude mundial?
Relaxe e beba um cognac que isso passa.
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De João-Afonso Machado a 07.01.2026 às 15:12

Muito obrigado, Sr. M. Sousa. O tom opinativo dá sempre muito trabalho. Já o conselheiral diverte imenso.
Acredite que o seu saber vale à Humanidade em geral e à minha pessoa em particular. O genial Trump, não tarda aí, manda-lhe telegrama idêntico. Stop.
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De Anonimo a 07.01.2026 às 15:42

Os candidatos devem ter tanto para dizer sobre política internacional como eu sobre plantação de beterrabas em socalco
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De Anónimo a 08.01.2026 às 18:14

Não será por isso que eles deixarão de dizer tudo e o contrário
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De opjj a 07.01.2026 às 17:32

As pessoas dignas não levantam suspeições sobre outras pessoas, é o que o almirante tem feito a Marques Mendes. No debate MM respondeu à suspeição do almirante que está inscrito na ordem desde 1982. O almirante tinha salário do Estado e MM tinha de trabalhar.
Sei bem o mal que as suspeições fazem às pessoas honestas.


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De Vagueando a 07.01.2026 às 18:40

Não acredito nesta úlima sondagem. Por outro lado a questão que levanta é relevante, ainda que no nosso caso, se Trump ou Putin queiserem não temos como nos defender, nem a Europa sequer. 
Regredimos no Direito Internacional e isso é péssimo, a partir de agora quem tem poder é livre de fazer o que quiser.
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De João-Afonso Machado a 07.01.2026 às 19:17

Quanto ao Direito Internacional foi sempre assim.
É um ramo do Direito incompleto e radicado em concepções filosóficas, precisamente porque lhe falta o terceiro elemento do normativo jurídico, que é a sua força coerciva.
Vale como um conjunto de regras impossíveis de se oporem à sua imperatividade. Por isso a SDN falhou e a ONU falha também. Prevalece a lei do mais forte e a sua valia consiste na estatuição das regras e no reconhecimento do seu incumprimento, na geral condenação em si mesma.
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De Anonimo a 07.01.2026 às 19:47

O Direito Internacional é válido enquanto for correspondente ao interesse dos países com poder. 
Um pouco como se cada um de nós fosse legislador, polícia e juiz. Ninguém se ia prender a si mesmo...
Na prática a Rússia ocupa ilegalmente a Crimeia há anos e nada aconteceu. EUA e amigos invadiram o Iraque e nada aconteceu. Portanto não há aqui novidades. 
A não ser a de que o dr Trump, ao contrário dos antecessores, escusa as desculpas esfarrapadas do costume para as intervenções; e abertamente trata a Europa não como um aliado mas como um emplastro. No fundo isso é que nos preocupa, saber nesta ordem mundial, se algum russo ou chinês vier por aí adentro, os amigalhaços gringos se vão limitar a defender a Gronelândia. 
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De Anónimo a 08.01.2026 às 11:12

..."se algum russo ou chinês vier por aí adentro..."






Na verdade eles já cá estão á uns tempos
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De Anonimo a 08.01.2026 às 13:10

Esses pagaram por isso e foram recebidos de bolsos abertos
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De Anónimo a 08.01.2026 às 16:36

"O Direito Internacional é válido enquanto enquanto corresponder aos  interesses dos países com poder".


Inteiramente de acordo.


Já no que toca á Crimeia, é de admitir alguma dúvida.


Parece-me que a Crimeia sempre foi Russa. 


Houve uma altura em que a Guarda do Czar era constituída por Tártaros da Crimeia.


Mas se isto não fôr suficiente resta a lenda que assegura ter Krushev, numa noite de bebedeira, ter oferecido a Crimeia á Rússia.
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De Anónimo a 07.01.2026 às 20:19

Putin /  Trump 


Até agora só Trump "avançou" enquanto Putin está a defender o que tinha sido acordado em Minsk.
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De lucklucky a 07.01.2026 às 20:18

Vote nulo para ninguém colocar uma cruz á sua revelia.
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De João-Afonso Machado a 07.01.2026 às 20:41

É um risco.
A explicação de que votei nulo porque pus mal o X é outro também. 
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De lucklucky a 08.01.2026 às 04:41

Pode sempre escrever um mensagem monárquica no boletim :)
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De João-Afonso Machado a 08.01.2026 às 10:21

Boa ideia. Terá sempre quem a leia.
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De Maria do Porto a 08.01.2026 às 12:28

Caro João Afonso,
como monárquica convicta que sou, escrevo desde sempre nos boletins de voto das "presidenciais": "Um Povo, uma Pátria, um Rei!". 
O voto é nulo, mas...
Não podem por uma cruzinha (possibilidade efetiva, se o voto estiver em branco...).
Não contribuo para a Abstenção.
Alguém lê a mensagem...


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De João-Afonso Machado a 08.01.2026 às 12:50

Abstenção nunca, claro.
Aliás,  a grande volta que este país poderá dar é quando, em vez de abstenção, ganhar o "partido" dos nulos e brancos. 
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De Anónimo a 08.01.2026 às 16:18

Nunca me abstenho. 

Nunca votei em branco.


Não acredito que todos os votos em branco, cheguem brancos á contagem !!












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De Nuno Pinheiro de Melo a 18.01.2026 às 16:41

Também o faço. Escreve sempre Viva a Monarquia! Viva o Rei.
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De João-Afonso Machado a 18.01.2026 às 16:56

É assim mesmo, caro primo.
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De Marques Aarão a 13.01.2026 às 09:39

Sobre a chamada abstenção, repescagem de 2014:

Anulei o voto desenhando no boletim um campo para abstenção escrevendo essa palavra e aí colocando a respectiva cruz (X)

Que alguém me esclareça sobre um tema que tenho entalado na caixa dos pirolitos, e que não vejo nem sequer debatido onde quer que seja.

Cá para mim a ausência nas mesas de voto não tem nada a ver com abstenção mas sim com absentismo, seja qual for o motivo da não comparência, e podem ser muitos.

Precisa-se uma explicação para a razão pela qual não é criado um campo para abstenção em cada boletim de modo a ser considerado voto validamente expresso.

Não sei porque não, mas se calhar até sei principalmente nas legislativas.

Se não obtiver nenhum esclarecimento continuarei a pensar que confundir propositadamente absentismo com abstenção não passa de uma grosseira fraude descaradamente repetida.

Se o dicionário não é suficientemente esclarecedor no estabelecimento da diferença altere-se o dicionário.

Tão simples como isto:

Absentismo=Ausência

Abstenção=Ato presencial

Politicamente basta pensar nos nossos deputados que para se abster tem que estar presentes e se não põem lá os pés tem falta justificada ou não.

Note-se que esta posição não pretende defender de modo nenhum o voto obrigatório

Campanhas eleitorais, uma inutilidade para comer papalvos.

Uma única frase servia para todos se apresentarem, olhem para o que eu fiz e meçam bem como faço ou o que seria capaz de fazer se me dessem rédeas.

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