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Erro ou inevitabilidade ?

por Jose Miguel Roque Martins, em 29.09.20

Depois de 1Milhão de mortes contabilizadas por covid, multiplicam-se as vozes clamando pelos erros que permitiram tamanha calamidade. 

O que se poderia ter feito mais, mesmo que pareça absurdo? 

A resistencia em se perceber que não passámos subitamente a sermos invulneraveis é aterradora. E faz adivinhar que as exigencias das populações, continuarão a crescer para alem do razoavel. 

 

 

 

 



5 comentários

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De Carlos Sousa a 29.09.2020 às 15:09

As exigências das populações têm razão de ser, não só porque os efeitos colaterais do covid mataram muito mais pessoas no presente, mas também porque os efeitos colaterais da covid irão matar muito mais no futuro. E não falo só desta geração, esta pandemia da parvoíce irá afectar irremediavelmente o desenvolvimento das gerações futuras.
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De Anónimo a 29.09.2020 às 16:26

"A resistencia em se perceber que não passámos subitamente a sermos invulneraveis é aterradora. "


Caro Senhor


é de facto aterradora a incapacidade das populações de viver com a vulnerabilidade; tal como o é a incapacidade de relativizar os números ( por ignorância ou , como agora se diz, iliteracia numérica: neste mesmo período de tempo, de janeiro a Setembro, morreram, e  morrem normalmente todos os  anos cerca de 80 .000.000 ( oitenta milhões) de pessoas de outras causas naturais que não o COVID 19. 
Talvez a capacidade de internalizar essa informação ajudasse a compreender-se a vulnerabilidade da vida humana.


Cumprimentos


Vasco Silveira
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De Jose Miguel Roque Martins a 30.09.2020 às 13:21

 o problema e que a informação é conhecida, e não parece adiantar nada. 
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De balio a 30.09.2020 às 10:03


O mundo tem sete mil milhões e pessoas.
Daqui decorre que cerca de 100 milhões de pessoas têm, anualmente, que morrer.
Se um milhão de pessoas morreu com covid-19, isso significa somente um acréscimo de 1% ao número total anual de mortes.
Ou seja, um milhão de mortos é, de facto, um número irrisório.
Pode-se comparar com a gripe "espanhola" de 1919, que terá matado 50 milhões de pessoas - num mundo que era muito menos povoado do que o atual.

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