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Em defesa do Grunhus Lusitanus

por Pedro Picoito, em 29.01.20

A proposta marxista cultural, politicamente correcta e transafrosexual da Joacine Moreira, aquela coisa de de devolver o património às ex-colónias, não tem pés nem cabeça. Antes de devolvermos o que tanto nos custou a pilhar, devíamos pensar na conservação do que é nosso. Por exemplo, o Grunhus Lusitanus, espécie raríssima.

Dir-me-ão que o Grunhus Lusitanus não é uma espécie raríssima e que podemos encontrá-lo em  todas as tascas e redes sociais do país. Mas não estou a falar do Grunhus Lusitanus Vulgaris, esse sim vulgar (como o nome indica). Nada disso. Estou a falar da variante extraordinária: o Grunhus Lusitanus Maximus. O Maximus parece partilhar com o Vulgaris a capacidade de sobreviver sem o uso da inteligência, a visão a preto e branco, a dificuldade de locomoção bípede. A grande diferença, porém, é que o Vulgaris vive no café e no Facebook, enquanto o Maximus, graças a uma mutação genética, invadiu o Parlamento. Mutação genética que lhe dá a vantagem evolutiva de adaptar a grunhice ao meio. No Facebook, o Lusitanus Maximus grunhe "ó preta, vai prá tua terra!" em nome da ironia. No Parlamento, grunhe "Vergonha! Vergonha" em nome da salvação da Pátria. É um Grunhus muito evoluído.

Daí que a sua conservação seja um imperativo cultural e turístico. Não há muitos assim, nem mesmo lá fora (os Grunhi estrangeiros, por muito que tentem, não têm a finíssima ironia do tuga). E, para o conservar, nada melhor do que devolvê-lo às origens. Até porque o Algueirão sempre é mais perto do que as ex-colónias.



11 comentários

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De Anónimo a 29.01.2020 às 14:53

Resume-se então tudo a uma questão de estilo? Será que a experiência de viver em algueirao te mudaria a perspectiva?
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De Anónimo a 29.01.2020 às 18:29

Algueirão é a terra do Ventura, não é Lisboa. Logo, quem é de Lisboa pode mandar o Ventura prá terra dele. E não é uma questão de estilo, claro.


PP
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De João Távora a 29.01.2020 às 17:52

Por muito menos que  "ó preta, vai prá tua terra!" é-se irradiado do Facebook. Não sejas ingénuo. 
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De Anónimo a 29.01.2020 às 19:44


Claro, o pessoal do Algueirão não pode, nem sequer sonhar, ser admitido no Parlamento. 

Ao pessoal do Algueirão não foi concedida (por quem ?) a graça de usar a inteligência, de ver um mundo colorido e de se locomover como uma pessoa normal.
Quem escreveu este post não é só racista, é  ….  
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De Anónimo a 29.01.2020 às 23:15

Não, o pessoal do Algueirão pode ir para o Parlamento sem ameaças de ser devolvido à sua terra. Exactamente como a Joacine. É esse o ponto. Quer que lhe faça um desenho?


PP
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De Anónimo a 30.01.2020 às 12:04

Este Sr. Ventura é quem?
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De Anónimo a 30.01.2020 às 12:47

A Política portuguesa transformou-se numa palhaçada tão repugnante, que mais uma tirada com ironia no facebook não aquece nem arrefece. Pelo menos não devia. Mas as reações exacerbadas, mesmo vindas dos mais improváveis exacerbadores, não ajuda nada a que se discuta o que é importante. Neste caso, fica esquecido o tema que originou a exaltação epidémica. Fiquemos então desligados da dita Política portuguesa.
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De Anónimo a 30.01.2020 às 18:25


Juntamente com o património também é para devolver as pessoas africanas que pós independência escolheram vir para Portugal e viver como portugueses ?
Quanto à Joacine animadora do confronto racial, porque é que ela quer cá ficar se os tugas são racistas, porcos e maus ?
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De anónimo ma non tropo a 31.01.2020 às 11:32

Bem, Grunhus é que o André Ventura tem de pouco, se é elegante o devolver a Joacina, talvez não seja, até porque esta poderia começar aos berros, catatónicos e nada gagos, mas o que transparece deste pseudo situação "ai que horror, mais um racista/fascista" é que aqueles que não são de esquerda estão totalmente impregnados pela mentalidade de culpa que o marxismo cultural introduziu sobre aquilo que pode ser dito e não dito. Se acaso o André Ventura depois dos guinchos da Joacine numa reunião do partido (ou ex partido à hora que escrevo?)  tivesse dito: Vamos devolver a Joacina à Guiné, para bem dos tímpanos do nacionais, poder-se-ia talvez considerar racismo, sexismo, agressão do heteropatriarcado (com a atenuante do estado dos tímpanos) agora depois da proposta dela (ou do ex partido ou dos dois) a observação do André Ventura é uma ironia (bem irónica, aliás), que os policias do pensamento e dos falares do big brother logo disseram: Valha-nos Gramscie, porque aqui há um inimigo do povo. Bem esteve o Rui Rio, que desvalorizou aquilo que merece ser desvalorizado. Certamente mais relevante - não sei se aconteceu ou não, porque as fake news do main stream é o pão nosso de cada dia - se houve um não um tonto de um apoiante do Chega que fez a saudação nazi/fascista num encontro do Chega, porque para fascistas e nazistas já temos o main stream do politicamente correcto, sempre com  causas fracturantes, a última das quais é: sentes, com muita força, que nasceste no corpo errado, toca já a capar aquilo que tiver de ser capado ou preencher aquilo que ser preenchido.
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De Anónimo a 01.02.2020 às 19:08

Meu caro Pedro
Pelo respeito e apreço em que te tenho, bem como qualidade e bom senso das tuas participações na net, não posso deixar de expressar alguma surpresa pela incoerência das tuas duas últimas , no Corta Fitas e no Observador ( julgo que é aprimeira vez que lá te leio, e fico contente com a tua presença ali).
Em "O Grunhus Lusitanus" , no C Fitas, leio o seguinte: A proposta marxista cultural, politicamente correcta e transafrosexual"... O transafrosexual ( porquê o Afro? por causa da cor da pele?)  não choca nem ofende;  o Sexual , tal como Marxismo, é absolutamente desnecessário para apontar uma idiotice políticamente correcta, mas que não tem origem em ideologia, nem continente , nem sexo. è uma parvoíce que pretende apenas ser mencionada e dar visibilidade à andota ambulante que é a participação do Livre e da sua ( já não é deles parece) deputada
Já n'"A repetição da história, no Observador,  que a outra recém adquirida "vedeta" do nosso brilhante parlamento,a irónica ou não, "devolução ao país de origem", de gosto discutível, mas intelectualmente ao nível da afirmação que lhe deu origem, causa-te receios e memórias de repetições ( trágicas, não cómicas)históricas.
Se, no caso da deputada do Livre, as imputações Marxistas não te assustam, nem te recordam as ( trágicas) perseguições, não pela cor da pele, mas pelo meio social, pelo local de origem, pela raça, pelo meio económico, ..., que raramente são afrontados  e reconhecidos pelos mass opinião pública. Se este regimes, que desde 1917 não cessaram de perseguir, prender e matar, nas prisões ou pela fome ( Venezuela). Temos, numa lista que não se pretende exaustiva, a China, vietname, Birmânia, Cuba; Venezuela, ... São quase dois mil milhões de encarcerados em regimes comunistas e, ou, Marxistas.


Nã:, são Orbans, Trumps, Brexits, e agora; Venturas que aterram as pessoas com as memórias. Porventura porque as outras são trágicas, mas ainda  Realidades, não apontadas nem ostracizadas.


Um abraço com toda a consideração


Vasco Silveira
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De Anónimo a 01.02.2020 às 20:19

Movimentos africanos pro-islamicos organizados em Portugal deviam ser consideradas organizacoes terroristas!! Ainda por cima sao financiadas pelo estado portuguesa!!?? O estado portugues so devia financiar organizacoes catolicas africanas o resto...olho aberto nelas...joacines, mamadous nao tem nada a haver com Portugal...

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