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"Eles" vêm aí, podemos ir contando com isso

por João-Afonso Machado, em 04.12.25

Do mundo da diplomacia fica-me sempre (e quase só) a imagem do grande fosso cavado entre a prepotência e a humilhação. Com uns tantos parasitas pelo meio, manifestando (com óbvios propósitos interesseiros) a sua vontade de intervir e medear. Além de uma maçadoríssima linguagem utilizada, em que cada palavra pode ser uma armadilha. Definitivamente não é o meu mundo, o da diplomacia.

Por isso passo um pouco ao lado destes episódios em que se vê um jovem americano de sucesso, muito jingão e a mastigar chiclete à entrada de uma boite, decerto já ensaiando uns passinhos no perverso universo onde hoje dá cartas: estou a falar de Donald Trump, é claro. E do perigo que representa para nós, resultante do estorvo que considera ser a Europa. Great deals and millions of dolars é o escasso resumo do seu pensamento e do seu léxico, apenas acrescentado das flutuantes alarvidades que profere.

Mas é um homem que sabe o que quer (poder e riqueza), tal qual Putin sabe também aonde quer chegar, e como Hitler comungava nos propósitos de ambos.

De permeio, a Ucrânia cujo futuro de paz parece estar a ser decidido entre a crescente ofensiva russa e uma conversa de chacha mantida entre os seus diplomatas e os americanos, todos conluiados numa encenação das mais cínicas. Insistindo em comparações históricas, perante a tibieza de Duvalier e Chamberlain na pré-Guerra Mundial, o tempo bastante para Hitler anexar a Austria e invadir a Checoslováquia e a Polónia.

Hoje fica-nos também a ideia de que, à parte algumas bravezas proferidas pela UE ou pelo presidente francês, aqui no Ocidente estamos todos à espera dos americanos para nos salvarem do urso mau. Com a bondade do Senhor Deus Pai, lá para depois do mandato de Trump...

Quando devíamos todos preparar a defesa deste hiperpovoado minicontinente. NATO? Qual NATO? Já só se for uma NATO europeia, feita do know how e do poderio britânico e germânico e da comprovada resiliência de algumas nações conquistadas nos idos da blitzkrieg. Não creio que a Ucrânia capitule, nem mesmo por via da nossa inépcia. Continuará a ser bombardeada e assassinada à noite até à exaustão. Até que a bondade o Senhor Deus Pai consinta os EUA regressem - a tempo - ao convívio com o mundo civilizado... mas aterrorizado ante a hipótese de uma guerra.

A Moldávia, a Polónia... Sabe-se lá que mais... Mas esses são povos habituados a resistir. Cá para estas bandas de solidariedade e flotilhas, armas é o que nem se quer ver. Apenas urnas, eleições e sindicatos e activistas de uma paz inexistente já.


33 comentários

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De Anónimo a 04.12.2025 às 19:27

Mas passa pela cabeça de alguém no seu perfeito juízo que a Rússia vá invadir a Europa ?


Porque carga D'Água quereria a Rússia invadir a Europa ? 


Para pôr o Macron num museu vestido de Napoleãozinho  ?


Para ficar a gerir um saco de confusões ? 


Para acrescentar mais chatices ás  que já tem ?


Estão outra vez a ver coisas estranhas como aquelas armas de destruição que o Sadam Houssein nunca teve ?


Andaram a consumir substâncias estranhas ?


Ou são desculpas para mascarar más intenções ?
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De cela.e.sela a 05.12.2025 às 09:24

as armas de Hussein estavam na Líbia.
o imperialismo russo nunca teve limites.


«Tarás Bulba es una novela histórical y romántica de Nikolái Gógol . 
Cuenta la historia de un viejo cosaco zaporogo, Tarás Bulba, y sus dos hijos, Ostap y Andréi. Los hijos de Tarás, luego de concluir sus estudios en la Academia de Kiev, vuelven a su hogar. Los tres personajes al reencontrarse emprenden un viaje épico a la Sich de Zaporozhia, ubicada en Ucrania, donde se unen a otros cosacos en la guerra contra Polonia.
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De cela.e.sela a 05.12.2025 às 10:35

ouvi vagamente falar numa 'cortina de ferro' que ganhou ferrugem.
a Rússia começou por invadir as regiões do leste até à península de Kamchatka. 
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De lucklucky a 06.12.2025 às 00:53

"Estão outra vez a ver coisas estranhas como aquelas armas de destruição que o Sadam Houssein nunca teve ?"


Continua  mentir... é só leres sobre as tropaamericanaatacadas com granadas da artilharia com Sarin por exemplo.
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De Silva a 04.12.2025 às 19:32

"Great deals and millions of dolars é o escasso resumo do seu pensamento e do seu léxico, apenas acrescentado das flutuantes alarvidades que profere."


Não vale a pena analisar a política de Trump por aquilo que ele supostamente pensa e o que ele diz, é preciso analisar as acções concretas, repito, analisar as acções concretas, sobre o que ele implementa e os resultados obtidos.
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De lucklucky a 06.12.2025 às 01:29

Esqueça isso, são pessoas que t~em a perspectiva formada pelo jornalismo neo marxista ocidental mas gostam muito de se dizerem civilizados.
Estranhamente durante mais de 70 anos não quiseram pagar para a defesa da sua civilização "superior" e entregaram-na o que dizem a uns broncos a mais de 4000km...


Por isso qual o verdadeiro valor da civilização europeia para os europeus  tão elogiosos da sua civilização mas que nem a querem pagar? 

Temos aqui o caso de 450M de pessoas que criticam 300M por os não defender de 130M que tem dificuldade em derrotar 40M.
E esses 450M estão sempre a auto elogiar a sua civilização.


Se lhes perguntar qual o primeiro presidente americano a fornecer armas á Ucrânia que vão dizer?


Depois é ignorância da história...   https://en.wikipedia.org/wiki/Moscow_Conference_(1944)
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De anónimo a 04.12.2025 às 19:37


"... o que quer (poder e riqueza), tal qual Putin sabe também aonde quer chegar, e como Hitler comungava nos propósitos de ambos....".

Putin com um sorriso nos lábios anuncia que -ao contrário dos ataques cirúrgicos na Ucrãnia- se a Europa de meter com ele  ... "não haverá ninguém com quem negociar", dixit.
Se bem percebemos será pura e simplesmente a anunciada total destruição da Europa???. Não era o primeiro....
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De Anónimo a 04.12.2025 às 20:13

"...se a Europa se meter com ele."


Defender-se não é o que é suposto qualquer país fazer ?
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De Anónimo a 04.12.2025 às 21:48

E convém não esquecer que até agora a Rússia nunca invadiu a Europa.


Já a civilizada Europa, por duas vezes (Napoleão uma, Adolf Hitler outra) invadiu e saqueou a Rússia.


É verdade que saíram de lá com o rabo entre as pernas, mas o facto é que por duas vezes, a Rússia é que foi invadida.
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De Anonimo com penas a 05.12.2025 às 08:05

A Polónia discorda dessa afirmação 
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De Anónimo a 06.12.2025 às 18:56

A Polónia tem muito mais razão de queixa dos Alemães que dos Russos.


E estava no Pacto de Varsóvia por opção.
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De henrique pereira dos santos a 05.12.2025 às 09:17

Ficou-me a impressão de que acha que a Ucrânia é em África, ou qualquer coisa do género.
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De Anónimo a 05.12.2025 às 19:56

Recue por favor até aos chamados Acordos de Minsk e a tudo o que foi prometido á Rússia e incumprido.


Verá que a Rússia não tem muitas razões para estar contente.
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De Anónimo a 05.12.2025 às 12:29

Finlândia, Polónia, Checoslováquia, Hungria, Alemanha de Leste. Tudo países asiáticos portanto...
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De lucklucky a 06.12.2025 às 01:10

Estónia, Lituania, Letónia devem estar na America do Sul... 


e quiçá  a Bulgária e Roménia são parte da Oceania.
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De ASnonimo a 05.12.2025 às 08:13

Vejo muita gente cheia de vontade de lutar contra o czar Putin. Devem estar certamente a postar a partir do Dombass, pois claramente não se ficariam pela retórica de sofá. Mandar os outros para a guerra é sempre um acto de valor.
Invasões russas, duvido. Há tanto modo de controlar um território sem ocupação territorial... que nos dêem cabo da energia, das estruturas (hoje todas dependentes do digital), da economia,  sim, acredito. A Europa tem que mandar a NATO às malvas e cuidar de si. Precisa não de armas, mas de indústria de armamento. Investir em cibersegurança e guerra cibernética. A "nova" guerra não será feita por gajos a marchar, mas sim com drones, robots, equipamentos autónomos ou sem ocupantes, e ataques indirectos a instalações civis.
Mas acima de tudo,  a Europa precisa de se assumir na diplomacia internacional, ao invés de ser mero capacho americano. 
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De Anónimo a 05.12.2025 às 18:30

Com a Der Leyen ?  Com o Macron ?  Com aquele holandês ?


Parece-me que a Europa o que precisa é investir seriamente em Educação, Ciência e Investigação, conseguindo nestas áreas o mesmo que na Cultura.


Não deve haver no Vaticano uma única metralhadora, mas toda a gente importante vai lá as o Beija-mão.
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De O apartidário a 08.12.2025 às 09:32

A homilia de Monsenhor Viganò a 30 Novembro, na qual denuncia a completa traição da hierárquia "católica" no Vaticano após um discurso de um cardeal no qual anuncia o fim do cristianismo como tal é reconhecido há séculos (no canal Samuel Côté,narrado em italiano com legendas em inglês)

https://youtu.be/oPSanYoNtSc?si=xWqDcuoSWq5XQ_aJ
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De Francisco Almeida a 05.12.2025 às 09:15

"My tuppence" acerca de reconhecer ganhos territoriais à Rússia.
Não me parece importante saber se Putín está a seguir Alexandr Dugin (expansão a leste) se a paranóia da Rússia estar cercada de inimigos (ameaça de eslavos e bálticos), comum a Pedro, Catarina e União Soviética porque, em qualquer dos casos, tem de conquistar a Ucrânia, toda a Ucrânia e avançar para os passos seguintes já com os recursos e o exército ucraniano.
Se Putín obtiver apenas o Donbass, atrasa os planos russos e dá à Europa tempo para se rearmar. Ninguém bem formado dirá que é bom e justo mas pode ser menos mau que as alternativas. Sobretudo se os ganhos territoriais russos forem considerados como a Crimeia em 2014, isto é não reconhecidos mas apenas tolerados e revertíveis. A própria China não reconheceu a soberania russa na Crimeia e tem-se abstido na ONU. Como mal menor o mesmo poderia ser acordado quanto a ganhos territoriais russos.
A primeira alternativa, é a pior. Parece claro que a Ucrânia está a acusar fadiga militar e sobretudo fadiga psicológica. Uma alteração política ou um revés sério militar poderia precipitar o colapso e dar à Rússia tudo o que ela pretende. O mesmo pode acontecer se os EUA pararem o seu apoio pois a Europa não tem meios nem poder para substituir com eficácia o apoio americano.
A segunda alternativa é a oposta. Os EUA "zangam-se" com a Rússia e obrigam Putín a optar pela derrota ou retirada militar ou pela escalada nuclear. Qualquer das hipóteses me parece catastrófica. Na hipótese nuclear não vale a pena falar. Na outra, Putín e o seu regime caíriam, as revoltas, a começar na Geórgia e Chechénia levariam ao colapso da Federação Russa o que seria, desastroso para a Europa, complicado para os EUA e entregaria à China a liderança do mundo
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De cela.e.sela a 05.12.2025 às 09:19

por cá 'às armas' só no Hino Nacional com letra do tempo em que não havia Força Aérea nem misseis.
«Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!»


há povos europeus mais lutadores. a Ucrânia será arrasada mesmo que a Fed. Russa fique de tanga.


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De Francisco Almeida a 05.12.2025 às 09:24

"My tuppence" sobre Putín, Trump e os europeus.
Entendo que Putín deve ser analisado em três principais dimensões. Primeiro como herdeiro de Pedro, Catarina e União Soviética; segundo como ressabiado de 1991; terceiro como o conservador que luta contra ideias imorais e sistemas decadentes que adoptam o ateísmo e fomentam o "wokismo". Nesta última dimensão, tem fortes semelhanças com Trump e, fosse outra a realidade geopolítica, acabariam certamente como aliados.
Por seu lado Trump não acredita na guerra e está disposto a negociar o cessar fogo mesmo à custa de justiça e princípios. E certamente está mais interessado no continente americano e no indo-pacífico e até no Médio Oriente se ameaçar Israel.
O desígnio da Rússia de Putín, a fraqueza relativa da Ucrânia só com apoio da Europa, deveriam ter levado à conclusão de que o envolvimento dos EUA era essencial e que, portanto, haveria que colaborar com Trump, engolindo os sapos que fossem necessários. Zelensky percebeu-o mas na Europa, apenas Mark Rutte, Meloni e Alexander Stubb o perceberam e estiveram dispostos a bajular Trump.
Mas há que não ter ilusões. Tudo o que a Europa pode aspirar é ganhar tempo. A geo-política mudou o eixo do Atlântico para o Indo-Pacífico e esse tempo acabou e não vai voltar mesmo depois de Trump. As pessoas esquecem-se que a guerra da Ucrânia começou nos inícios da presidência Biden e que este, logo nos primeiros meses do mandato, declarou na Suiça que considerava a Rússia um poder regional o que deve ter feito Putín saltar de alegria. Os EUA aceitavam que podia orientar a política externa dos países da sua região. E que, quando Putín começou a reunir tropas para as pretensas manobras, Biden criticou mas respondeu a um jornalista que em caso algum os EUA se envolveriam militarmente, afastando assim o único receio que Putín pudesse sentir.
É um erro, uma fraqueza e um perigo, pensar que as coisas correm mal apenas porque Trump é Trump.
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De Anónimo a 06.12.2025 às 18:11

Muito bom.
Esta gente toda esquece-se (ou nem sequer sabe) que os EUA se viraram para o Pacífico no 1º mandato de Obama.
Repito: no 1º mandato de Obama.
Estudem mais.
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De Francisco Almeida a 05.12.2025 às 09:54


“My tuppence” sobre relações entre EUA, Europa e o “fenómeno” Trump e ainda um desabafo final sobre a UE.
- Alemanha, 1945 com o gen. Omar Bradley aparentemente a cumprir ordens de Eisenhower, a travar e remover o gen. Patton para deixar os russos entrar em Berlim antes dos americanos e apanhar à mão os cientistas que depois deram a bomba atómica à União Soviética e, sobretudo, os vectores para o seu transporte, deixando toda a Europa em irremediável inferioridade militar.
- Ou, com melhor adequação geográfica à crise actual, Yalta, na Crimeia, também 1945 com Roosevelt a combinar com Stalin deixar-lhe metade da Europa e acabar com os impérios coloniais, incluindo o britânico.
- Ou ainda o Egipto, 1956 quando o ultimato americano apoiado pela VI Esquadra, entregou dois terços ou mais do Médio Oriente às forças anti-ocidentais reduzindo França à irrelevância (até de Gaulle trocar a Argélia pela “force de frappe”) afastando sir Anthony Eden e fazendo o governo conservador ingês perder para os trabalhistas.
É precisamente por ter um pouco de memória histórica, que não rasgo as vestes por ver hoje Trump a preparar-se para ceder o Donbass à Rússia. à custa da Ucrânia e do orgulho europeu. E que acho perfeitamente inacreditável que a chefiar a resistência da Europa à Rússia,  à China, à imigração excessiva e ao rearmamento da Europa, esteja uma mulher que durante 12 anos fez parte do governo que pôs a Alemanha na dependência energética da Rússia, na dependência comercial da China e que abriu as portas à imigração descontrolada a pretexto dos refugiados da Síria e que, ela própria, reduziu as forças armadas alemãs à quase irrelevância.
Mas, claro, há muitos que acreditam que as relações internacionais se regem por princípios de direito e de justiça, como também há muitos que acreditam no bom selvagem de Rousseau. E muitos, muitos mais que acreditam que uma todo poderosa comissão europeia, mais nomeada do que escolhida ou eleita, que a pretexto de tudo desde a COVID à guerra na Ucrânia exorbita competências e restringe liberdades, seja a garantia de um futuro democrático e livre para os europeus e relevante para as pequenas nações periféricas.
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De O apartidário a 08.12.2025 às 09:43

Os globalistas lá sabem por que razões escolheram(por via dos partidos maioritários no parlamento europeu, a começar pelos do Grupo PPE) a dita cuja sra Ursula.


Elon Musk cancela a conta da comissão europeia no XCanal Roberto Crobu https://youtu.be/Qz7NLlFYOlI?si=198wAwKWgR0WLAbu
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De Anónimo a 05.12.2025 às 12:13

'"Eles" podem vir aí.


Mas permanece a questão; Para que?


Que ganhava a Rússia invadindo a Europa ?


Tenho andado a vasculhar em sites de Política e Estratégia, até agora não dei com uma razão, uma que fosse, a  justificar tão esdrúxula coisa. Uma que fosse.


Se alguém souber e quiser disponibilizar, agradeço desde já.
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De Francisco Almeida a 05.12.2025 às 14:34

Desde há muito, antes ainda de Pedro, O Grande, os estrategas russos identificaram nove vulnerabilidades, itinerários sem acidentes naturais, serras, mares ou lagos que permitiam a progressão de exércitos atá ao coração da Rússia. A necessidade de expandir fronteiras para alongar as linhas de defesa e permitir a terra queimada desde sempre praticada pelos russos, quer contra os alemães do VI Exército de von Paulus, quer contra Napoleão quer contra Carlos XII da Suécia, tornou-se uma cultura russa que alguns chamam mesmo uma paranóia. Ficou bem evidenciada na célebre frase de Catarina: a Rússia ou cresce ou morre.
Pedro, Catarina e a União Soviética dominavam-nas todos mas após 1991 a Rússia apenas três. Depois de 2002, Putín com a campanha na Chechénia e em 2008 com a ocupação da Ossétia do Sul e da Abecásia, conquistadas "de facto" à Geórgia, recuperou mais três. A sétima era o leste ucraniano, a oitava a planície polaca (obtida em 1939 por partilha com os alemães), a nona o corredor báltico báltico (parcialmente anteriormente ocupado "de facto" pelas duas mais recentes invasões da Finlândia.
O método de Putín tem sido constante. Apoiar populações russófonas que depois declaram a independência e se juntam de facto à Rússia. Aconteceu na Ossétia do Sul e na Abcásia, no Donetsk e em Lugansk (2014 e 2022), está em curso na Moldávia, na Transnítria.
Na Finlândia junto à fronteira russa, há mais russófonos em percentagem do que havia originalmente no Donbass ucraniano e são mesmo maioritários numa cidade. Não é por acaso que finlandeses e polacos estão assustados. Os primeiros desistiram de uma neutralidade de 50 anos, juntaram-se à NATO e imploram por exercícios conjuntos; os segundos pediram e obteram instalação de mísseis americanos no seu território e pedem que os americanos lá coloquem armas nucleares.
É certo que a guerra mudou e mísseis, bombas inteligentes e drones, não requerem vulnerabilidades mas nem a cultura humana, neste caso russa, muda de repente, nem é possível uma ocupação efectiva sem envolver transportes terrestres e infantaria.

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