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Do mundo da diplomacia fica-me sempre (e quase só) a imagem do grande fosso cavado entre a prepotência e a humilhação. Com uns tantos parasitas pelo meio, manifestando (com óbvios propósitos interesseiros) a sua vontade de intervir e medear. Além de uma maçadoríssima linguagem utilizada, em que cada palavra pode ser uma armadilha. Definitivamente não é o meu mundo, o da diplomacia.
Por isso passo um pouco ao lado destes episódios em que se vê um jovem americano de sucesso, muito jingão e a mastigar chiclete à entrada de uma boite, decerto já ensaiando uns passinhos no perverso universo onde hoje dá cartas: estou a falar de Donald Trump, é claro. E do perigo que representa para nós, resultante do estorvo que considera ser a Europa. Great deals and millions of dolars é o escasso resumo do seu pensamento e do seu léxico, apenas acrescentado das flutuantes alarvidades que profere.
Mas é um homem que sabe o que quer (poder e riqueza), tal qual Putin sabe também aonde quer chegar, e como Hitler comungava nos propósitos de ambos.
De permeio, a Ucrânia cujo futuro de paz parece estar a ser decidido entre a crescente ofensiva russa e uma conversa de chacha mantida entre os seus diplomatas e os americanos, todos conluiados numa encenação das mais cínicas. Insistindo em comparações históricas, perante a tibieza de Duvalier e Chamberlain na pré-Guerra Mundial, o tempo bastante para Hitler anexar a Austria e invadir a Checoslováquia e a Polónia.
Hoje fica-nos também a ideia de que, à parte algumas bravezas proferidas pela UE ou pelo presidente francês, aqui no Ocidente estamos todos à espera dos americanos para nos salvarem do urso mau. Com a bondade do Senhor Deus Pai, lá para depois do mandato de Trump...
Quando devíamos todos preparar a defesa deste hiperpovoado minicontinente. NATO? Qual NATO? Já só se for uma NATO europeia, feita do know how e do poderio britânico e germânico e da comprovada resiliência de algumas nações conquistadas nos idos da blitzkrieg. Não creio que a Ucrânia capitule, nem mesmo por via da nossa inépcia. Continuará a ser bombardeada e assassinada à noite até à exaustão. Até que a bondade o Senhor Deus Pai consinta os EUA regressem - a tempo - ao convívio com o mundo civilizado... mas aterrorizado ante a hipótese de uma guerra.
A Moldávia, a Polónia... Sabe-se lá que mais... Mas esses são povos habituados a resistir. Cá para estas bandas de solidariedade e flotilhas, armas é o que nem se quer ver. Apenas urnas, eleições e sindicatos e activistas de uma paz inexistente já.
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E é acima de tudo o mais indicado para prosseguir(...
E eu conto com a sua candidatura (calculo que seja...
Conto com o seu voto.
Candidate-se, ganhe as eleições com esse programa ...
Não se trata de gostar de ver os outros ir ao dent...