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Quando a pandemia começou, o plano, era simples. Transformar um desafio numa oportunidade. Reforçar a ideia de que o Estado tudo podia. E que o Governo tudo fazia pela população.
O resultado esperado por um optimista irritante? A população em êxtase, agradecida aos Homens do leme. Uma recessão perfeitamente compreensível, nacional e internacionalmente. Um enorme triunfo político e eleitoral.
À euforia libertária das limitações financeiras do passado, sucedeu-se o inevitável choque com a realidade. A pandemia não foi tão curta como pensado. A exemplaridade no seu combate, mais dificil de mascarar. Mas o verdadeiro problema passou a ser, como tantas vezes acontece, a economia e as suas consequencias políticas.
Numa crise aguda, mas curta, o Estado está habituado a transferir uma parte significativa das suas responsabilidades sociais a empresas, que têm a missão de aguentar o emprego. Numa crise aguda e prolongada, as pequenas empresas simplesmente não têm capacidade para resistir. Implodem. Deixando de cumprir “a sua” parte: assumir prejuizos e impedir desemprego insustentável . Criando um problema de uma imensidão gigantesca: ou são apoiadas ( o que custa dinheiro) ou aumentam o desemprego ( ainda mais caro) em muitas centenas de milhar de trabalhadores. Sim, são pequenas empresas, mas são muitas. O problema económico agrava-se para além do esperado e gerivel!
É por isso que a generosidade das medidas tomadas no inicio da pandemia , contrastam com a actual aflição. Antes, a saúde em primeiro lugar, justificava tudo. Agora não. Antes confinamento total era imperativo e possível. Agora não. Antes faltar para tomar conta de filhos, era um direito óbvio que era apoiado. Agora não. Antes apoiavam se empresas sem olhar a custos, como aconteceu com a TAP. Agora não.
E de um problema económico agravado, passamos a ter um problema político brutal. São centenas de milhar de votos, a receber perto de 400 euros por mês. Dezenas de milhar de pequenos empresários e trabalhadores independentes, desesperados, a receber perto de zero. É parte da população que não percebe porque, agora, a sua saúde deixou de estar acima de tudo. São os chamados negacionistas revoltados com o desastre económico. É a evidencia de injustiças relativas por todos os lados. É o descalabro.
António Costa é um animal político. Mas até o Houdini teria dificuldade de sair deste colete de dificuldades, desespero e frustração.
E por isso, rapidamente, passamos do triunfo inicialmente tentado pelo governo, para o momento desejado pela oposição para eleições antecipadas.Antes que algo de bom aconteça.
Um novo ciclo é inevitavel.
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