De comunista a 04.11.2015 às 21:15
Mas é assim tão difícil perceber que o psd se limitou a ter o memorando como pretexto para aplicar a experiência do neo-liberalismo em Portugal e um plano de privatizações para 8 anos? Pela primeira vez fomos (mal) governados pelo equivalente ao Partido Republicano, que olha para o setor público como uma praga social. Portanto se há aqui extremismo ele está no psd que nos levou o mais à direita possível, ainda mais troikista que a troika, uma vergonha.
Não dão nada a ninguém, querem ver os pobres na miséria como me lembra a miserável frase de Jonet, querem ver os trabalhadores a empobrecer mais e mais, não têm qualquer sensibilidade social, não sabem o que é governar para as pessoas, não sabem o que é o humanismo nem a cultura, filisteus que são, que durante quatro anos eliminaram o respetivo ministério. Só olham para números, querem lá saber dos artistas.
E extremistas de serviço como Fernandes, Avilez ou Bonifácio no Observador tratam de fazer a propaganda por esta gente, assustam a população e com o medo lá ganharam uns votos que lhes deu uma vitória que agora de nada vai servir, pois a maioria parlamentar é de esquerda e este facto é insofismável, por mais análises psico-analíticas que queiram agora fazer ao espírito dos votantes no PS.
A direita fez um contra-PREC miserável nestes quatro anos que os trabalhadores não vão esquecer, mas o nosso povo soube reagir e dar uma lição a esse neo-liberais a 4 de outubro, uma vitória com sabor envenenado. Vão para a oposição ser malcriados agora.
De JP a 05.11.2015 às 08:32
É cada vez mais repugnante a conversa da comunalha, ora veja-se bem: um comunista a usar a "miséria" (mas também podia ser "liberdade" ou "democracia", esses valores basilares do comunismo) como argumento... Mas em que país daqueles onde o comunismo foi aplicado, é que não houve miséria? Em que país daqueles onde o comunismo foi aplicado, é que os trabalhadores não eram pobres? Como é que podem usar a miséria como argumento quando no fundo é precisamente isso que pretendem criar para nivelar a sociedade e atingir o objectivo ideológico? O que é que é isso exactamente do "governar para as pessoas"?? Deve ser alguma balela que ouviu ou aprendeu pelos ISCTES, cursos de Sociologias, Linguísticas, Psicologias ou traquitana parecida que só servem para sugar dinheiro dos impostos e ao mesmo tempo formar 'artistas' como a abelha-mestra da Catarina e Raqueis Varelas. Pela converseta, o "governar para as pessoas" deve ser pô-las a comer "cultura" e por o pais a exportar "humanismo". Doutrina de ponta a ponta javarda e eivada de inveja é o que é.
O que é que interessa haver uma "maioria de esquerda insofismável" quando os partidos que a formam são incompatíveis entre eles e não conseguem formar acordo algum? Aliás nem se atreveram a coligar-se antes do acto acto eleitoral exactamente porque sabiam como é que o eleitorado respondia se o tivessem feito. Isto para alem de terem perdido as eleições, coisa que tratam como se não tivesse acontecido, já que nenhum dos partidos que forma a tal "maioria de esquerda insofismável" foi o mais votado. Só mesmo pelo golpe é que lá chegam (uma tradição 'democrática' comunista) e mesmo assim, se calhar não.
De Sousa a 05.11.2015 às 09:32
És complicado. Tu é que deves ser formado num curso estranho de socio-psicologia. "governar para as pessoas" é isso mesmo que quer dizer, nem mais nem menos, e é o princípio fundador das democracias. "Government of the people, by the people, for the people, shall not perish from the Earth." - Abraham Lincoln. Percebeste agora, ou queres um desenho?
De JP a 05.11.2015 às 10:35
E onde é que vai buscar meios para sustentar isso? É ao "humanismo" e à "cultura"?
Por acaso o seu compicha acusa o Governo de "não dar nada a ninguém" e de "não ter sensibilidade social" (outra balela). Eu desconfio é que vocês estão mais é à espera que vos dêem tudo e que acham que o fazer pelas coisas é simplesmente exigir. Sim porque para vocês o "governar para as pessoas" é isso sem tirar nem por e se forem de uma certa faixa etária foi nisso que se viciaram. Lá nos regimes que vocês defendem é se via o que era "governar para as pessoas". Bem se calhar até era, só que não eram as pessoas a definir o conceito daquilo que era considerado 'governar para elas'.
De comunista a 05.11.2015 às 11:29
Eu podia chamar fascistas às pessoas de direita, como o senhor chama "comunalha" aos comunistas, mas prefiro sempre ser educado.
Se olhássemos sempre para trás, teríamos também que ver os horrores que a direita de Mussolini, Pinochet, Salazar, só para dar três exemplos, deixaram para trás, ou para o sangue que a Igreja derramou com as cruzadas e a inquisição.
Mas todos nós já conhecemos a História e não vale a pena ir desenterrá-la para argumentar sobre o que se passa em 2015 porque telhados de vidro todos têm.
O que é factual é que:
A coligação pôs em marcha um plano de empobrecimento das classes média e baixa, de aumento do desemprego, de ataque à restauração, de privatizações e liquidação de direitos no trabalho como nunca se viu.
Tudo a pretexto do memorando, e não foi nenhum sacrifício para eles, o memorando era mesmo o que precisavam para terem um pretexto da ideologia neoliberal que seria plenamente concretizado caso o eleitorado lhes permitisse mais quatro anos para nos levarem de volta aos anos 70.
A esquerda, nomeadamente uma coligação de partidos de esquerda, com as suas diferenças naturais, é a única hipótese que os portugueses têm agora para voltar a ter estabilidade nas suas vidas, normalidade, previsibilidade, direitos no trabalho. Para que os mais pobres tenham uma vida mais digna. Para que aqueles que em nada contribuíram e estão cheios de dinheiro, sejam chamados a pagar a crise também. Chama-se a isso justiça social, coisa que a direita desconhece.
E não faltam pessoas originadas da própria àrea do psd ou do cds e até da Igreja, a defenderem esta resistência à governação acéfala de Passos Coelho, à pouca vergonha que é a presença de Portas no governo, à submissão cega aos credores.
Nomes como os de Marcelo, Pacheco Pereira, Freitas do Amaral, António Capucho, Dom Manuel Martins, para não citar muitos mais.
De JP a 05.11.2015 às 19:43
Você não chama "fassistas" mas também não precisa porque a gente já que para a comunalha quem não é igual, é tudo "fassista".
E o que é que o Mussolini, Pinochet, Salazar tem a ver aqui para a conversa e para o assunto em si? Houve alguém a invocá-los ou a defende-los por caso?
A coligação não "pôs em marcha um plano de empobrecimento das classes média e baixa" e o resto da traquitana coisa nenhuma e muito menos deliberadamente, aliás nem sei qual era o interesse nisso. Isso é distorção e enviesamento ideológico seu. O pais andou durante uma década a acumular défices na ordem dos 10%, ora a partir de números simples é fácil calcular que fazendo isto durante uma década, a divida haveria de atingir um nível insuportável. Claro que estas contas não interessam para nada na mente da comunalha cheia de distorção e ideias feitas. O que houve e vai continuar a haver é um processo de ajustamento face aquilo que o pais produz e só a partir dai é que pode haver desenvolvimento económico equilibrado. Mas eu percebo que a comunalha tenha uma certa dificuldade em encarar as coisas com este realismo, afinal sendo contra o Tratado Orçamental implicitamente acham que se pode gastar mais do que o que se tem (embora sem explicar como é que isso se suporta), deve ser através de alguma fórmula lá da economia comunista.
Mas eu acho graça é vocês exigirem a outros regimes, neste caso o capitalismo (e no qual também são viciados) que vos dê (e já dá) muito mais do que aquilo que o regime que defendem, alguma vez proporcionou.
Já agora aproveite e explique ai onde é que a esquerda, sendo fiel aos princípios ideológicos que defende, cria riqueza (a mesma que exigem que os outros criem para sustentar as vossas exigências) para depois a distribuir. É que o segundo passo sabem fazer, o primeiro é que é pior.