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E quanto ao PS?

por henrique pereira dos santos, em 30.03.24

A minha interpretação da posição da AD e do Chega no arranque dos trabalhos parlamentares já terá ficado clara, sobretudo somando o artigo de hoje no Observador.

A tese central é a de que o inimigo principal do Chega é o PSD e "a ideia de que o debate no parlamento português já não é tanto um debate entre adversários políticos que têm ideias diferentes sobre as políticas a seguir, mas um debate sobre grupos sociais que temem pela sua sobrevivência: uns porque temem perder o que sempre foram, outro porque quer garantir que chega onde os outros chegaram", tendo o Chega uma "necessidade de caos" para atingir os seus objectivos.

Hoje interessa-me responder à perplexidade da esquerda da esquerda que, com razão, fez notar que o acordo do PS com a AD para desbloquear o impasse institucional era um acordo muito desequilibrado para o lado da AD, visto que a AD obteve tudo o que queria - garantir a eleição da mesa que repunha a prática institucional que António Costa tinha destruído, com a indicação dos nomes que a AD pretendia no que lhe dizia respeito - sem que o PS realmente tivesse tido algum ganho real.

Ninguém acredita que o parlamento não seja dissolvido antes de se chegar ao momento em que o PS indica o presidente da AR mas se, por milagre, o parlamento ainda estiver em funções nessa altura, é uma vitória tão grande da AD, que até lhe fica bem a magnanimidade de entregar a presidência da AR ao PS.

Por que razão o PS aceitou um acordo que lhe é tão desfavorável (independentemente de imediatamente ter posto a correr a ideia de que tinha sido o PS o verdadeiro condutor de todo o processo)?

Aparentemente, o PS ficou tão surpreendido como a AD com "Korbut flip" do Chega.

Até ao momento em que se contaram os votos da primeira eleição, o Chega alimentou a ideia de que iria votar favoravelmente Aguiar Branco (aparentemente para ampliar a dimensão do gesto de vassalagem que esperava que a AD viesse a fazer depois) e a esquerda passou a manhã toda a dizer que afinal a AD, na primeira necessidade, tinha ido a correr para os braços do Chega.

Esta é uma ideia base do PS: radicalizar a sua posição para obrigar a AD a aparecer de braço dado com o Chega, uma ideia exactamente simétrica, e complementar, da do Chega que consiste exactamente em radicalizar a sua posição para a AD aparecer de braço dado com o PS.

Acontece que para o PS esta ideia é meramente tática, visando ter ganhos de comunicação, sendo estratégica para o Chega, que pretende cavalgar a ideia de que o PS e o PSDois são a mesma coisa, portanto quem quer uma vida diferente, tem de votar no Chega.

Para surpresa do PS (do Chega, da comunicação social e minha) a AD, em vez de entrar em parafuso e ir a correr fazer todas as cedências necessárias para não passar pela humilhação de não conseguir eleger um presidente da AR, encolheu os ombros e disse que havendo uma coligação negativa entre PS e Chega, que se chegassem à frente e elegessem quem quisessem, a AD iria manter a sua posição inicial.

E deixou o assunto correr, apesar do coro da comunicação social a assinalar a incapacidade da AD resolver o assunto, o barulho do Chega a pôr-se em bicos de pés e dos zig-zagues do PS para evitar deixar sedimentar a ideia de que fazia parte de uma coligação negativa com o Chega e de que era um partido irresponsável, mesmo em questões meramente institucionais.

Quando Montenegro foi ter com Pedro Nuno Santos, evitando a cedência à chantagem do Chega, manteve-se na mesma: recusava deixar de votar nos nomes indicados pelo Chega, que era a sua obrigação constitucional, e mantinha a candidatura de Aguiar Branco o tempo que fosse necessário até o parlamento encontrar uma solução.

Ou o PS cedia, mesmo encontrando uma maneira de salvar a face, ou ficava associado ao bloqueio institucional criado pelo Chega, o que podia ter custos eleitorais relevantes no futuro.

Com a impossibilidade de dissolver o parlamento nos próximos seis meses, com duas eleições nos próximos meses em que o PS não quer aparecer coligado com o Chega no bloqueio das instituições, o PS cedeu e propôs uma solução que, no essencial, é uma derrota em toda a linha, como muito bem assinalou a esquerda da esquerda (o PS não tem nada a temer desse lado, é só pôr Fabian Figueiredo falar o mais possível, que a questão da fuga de votos do PS para o BE fica resolvida definitivamente).

O resultado final é Aguiar Branco a propor uma revisão do regimento da Assembleia e um aviso sério da AD ao PS: tenham lá cuidado com o que fazem porque não temos problema nenhum em pôr nas mãos da coligação PS/ Chega a resolução dos problemas que quiserem criar, escusam de agitar o fantasma das alianças da AD com o Chega, porque existem tanto quanto as alianças com o PS.

A vida está difícil para a AD, mas não está mais fácil para o PS, o Chega, os pequenos partidos e nós.


9 comentários

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De O apartidário a 30.03.2024 às 10:40

A vida está dificil para o país (e para nós em geral) mas já estava há vários anos, quando os jogos políticos e eleitorais se faziam entre os partidos ditos do sistema (sem o Chega).
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De Miguel Rm a 31.03.2024 às 12:41

Excelente análise 
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De Francisco Almeida a 31.03.2024 às 17:15


É a segunda vez que discordo de HPS, que leio sempre avidamente, com prazer e proveito.
A “tourada” que foi a eleição do presidente da AR pode ser analisada ao escalpelo ou apenas apreciada pelo resultado. A análise detalhada, entusiasma comentadores e “bloggers” mas atinge poucos eleitores. Já a apreciação do resultado é apreendida, sem preocupação de detalhe e nem sequer de verdade e justiça, por grande parte do eleitorado.
Começando pela primeira, Miranda Sarmento, líder da bancada do PSD propôs ao líder da bancada do Chega o apoio a Pacheco de Amorim contra o apoio a Aguiar Branco. Fechado esse acordo ou entendimento, pouco interessa, o Chega tentou explorar e empolar esse acordo, para retirar dividendos políticos. Do lado oposto, o PS tentou igualmente explorar e empolar esse entendimento, para retirar dividendos políticos. Nada a espantar, nada imprevisível pois é claro que ambos, para efeitos de narrativa, querem empurrar a AD para os braços (dependência, conluio, não interessa) do outro.
Elementos de topo da AD, designadamente Rangel e Nuno Melo, vêm publicamente afirmar que não houve qualquer entendimento/acordo. É aqui que começa o problema. O Chega, reagiu pretendendo a ratificação pública do entendimento/acordo, o que implicaria Montenegro contactar o Chega o que não acontece. Ora se o chefe da bancada propõe e elementos de topo negam, só Montenegro pode clarificar. Não o tendo feito permitiu que o Chega escolhesse a interpretação que mais lhe convinha: se não há acordo, não vamos votar Aguiar Branco. Será oportunista e pouco ético mas perfeitamente legítimo. E nem sequer foram eles que abriram a porta. apenas entraram por ela.
Claro que o pano de fundo é o “não é não” e, de duas uma, ou é apenas respeitante ao governo, composição e programa (como eu escolheria), ou  estende-se ao normal funcionamento da AR e corresponde de facto à rejeição da legitimidade eleitoral do Chega. Mais uma vez, cabia a Montenegro clarificar o âmbito do “não é não” não deixando à esquerda a interpretação de que é uma parede intransponível em qualquer área política, de facto a confirmação da estrambólica teoria de Tavares (não original) que o Chega, os seus deputados e os seus eleitores, não existiam para a decisão política.
É certo que será discutivel se a eleição do presidente é apenas uma assunto interno da AR, se tem relevância nacional e terá de ser decidida/aprovada a nível superior, presidente do partido ou mesmo orgão colectivo. Se for o último caso, Miranda Sarmento ultrapassou as suas competências; se for o primeiro, Rangel e Nuno Melo, desautorizaram o chefe da bancada, excedendo e muito, as suas competências. As consequências foram pesadas mas, afinal, parece que não há culpas políticas, pois Miranda Sarmento, Rangel e Nuno Melo são todos nomeados ministros.
Tudo isto deixa a imagem de liderança de Montenegro de rastos. Falhou na comunicação - a clarificação do sentido do “não é não” - falhou na intervenção - um telefonema ou uma declaração pública reduzindo o incidente ao nível interno da AR podiam ter resolvido o impasse - falhou na justa apreciação pois acabou por aceitar todos os três no governo e, um ou dois deles, incorreram em culpa política grave. Numa palavra, deu razão aos que não acreditam na sua capacidade de liderança e aos que dizem que o PSD é uma balda onde se decide tudo em cima do joelho.
(continua)
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De henrique pereira dos santos a 31.03.2024 às 17:56


"Miranda Sarmento, líder da bancada do PSD propôs ao líder da bancada do Chega o apoio a Pacheco de Amorim contra o apoio a Aguiar Branco".

Isto, simplesmente, não é verdade nem é afirmado por ninguém.
Miranda Sarmento contactou todos os líderes parlamentares informando que a AD iria propor Aguiar Branco e iria votar de acordo com as indicações que os partidos dessem, nos termos da constituição.
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De Francisco Almeida a 31.03.2024 às 19:49

"Miranda Sarmento, líder da bancada do PSD propôs ao líder da bancada do Chega o apoio a Pacheco de Amorim contra o apoio a Aguiar Branco".


Concedo que a palavra "propôs" foi inexacta. Mas isso em nada altera a crítica a Montenegro e muito pouco a substância do que escrevi. Sarmento Rodrigues não fez apenas uma comunicação unilateral - que seria por escrito, e-mail ou mesmo sms - mas entrou em contacto (telefónico ou oral não sei). Mesmo se apenas disse "vamos apresentar Aguiar Branco e votar quem vocês apresentarem" e o interlocutor não manifestar oposição, isto consubstancia um acordo ou entendimento.



Isto, simplesmente, não é verdade nem é afirmado por ninguém.



José Meireles Graça no “Observador” e reproduzido no “Delito de Opinião.”:


Que se passou? Nesta altura já é possível concluir que: i) Terá havido um entendimento entre o ainda líder da bancada do PSD e o líder da do Chega, segundo o qual um apoiava Pacheco de Amorim para vice-presidente da Assembleia da República e o outro Aguiar-Branco para presidente; ii) Semelhante entendimento terá sido percebido pelo Chega como um acordo exclusivo, quando outros partidos terão sido abordados; iii) André Ventura trombeteou o resultado (a distinção entre “entendimento” e “acordo” é inteiramente irrelevante); iv) Paulo Rangel, vice-presidente do PSD, Nuno Melo, vice-líder da AD, e outros da área da AD, vieram desmentir a existência do tal entendimento; v) Nem Montenegro nem Miranda informaram Melo e Rangel dos contornos da situação, ou informaram e estes concluíram que o que houve foram apenas conversas sem carácter de exclusividade; vi) É possível que tudo isto não passe de erros de percepção mútua...
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De O apartidário a 31.03.2024 às 18:12

"Claro que o pano de fundo é o “não é não” e, de duas uma, ou é apenas respeitante ao governo, composição e programa (como eu escolheria), ou  estende-se ao normal funcionamento da AR e corresponde de facto à rejeição da legitimidade eleitoral do Chega."  ---------------------------- Exactamente. 
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De Francisco Almeida a 31.03.2024 às 17:51


Ao contrário de HPS, creio ter sido PNS quem tomou a iniciativa de contactar Montenegro mas isso pouco importa para a apreciação pelo resultado.
Sou velho, começo a estar esquecido mas creio que possa ter sido Gustave Le Bon quem cunhou a frase “Em política o que parece, é.” mais conhecida entre nós, por ter sido citada (e utilizada) por Salazar. Considero-a uma verdade insofismável, embora com muitíssimo maior pertinência e acutilância nas sociedades orientais e também na cultura islâmica. Aliás essa mesma verdade, é expressa de outras formas mais particulares, por exemplo, quando se diz que à mulher de César não basta ser séria mas tem igualmente de parecê-lo.
E o que parece desta eleição repartida?
O PSD/AD falhou o acordo com o Chega e chegou a acordo com o PS. Isto e apenas isto.
Discuta-se à vontade, se Montenegro revelou carácter, se, como diz HPS, Assis não chegará à presidência mas a mensagem política alienou os que ainda hesitavam em considerar o PSD como o PS2 e, sobretudo, desiludiu os muitos que entendiam que a primeira prioridade política, era afastar o PS.
Mais uma ver, independentemente de existirem ou não mais entendimentos no centrão - como pede António Barreto para as reformas - ou de Mithá Ribeiro exagerar quando escreve sobre o suicídio do PSD.
E política, o que parece, é.
A mim, o que assusta é que prevejo uma descida de votação no PSD, sem que o Chega consiga a maioria. Isto é, vejo o PS como o partido mais votado nas tais eleições antes da presidência de Assis. 
P.S. - Montenegro, ou quem fosse, calou e bem Gonçalo da Câmara Pereira, mas parece ter-se esquecido e Nuno Melo. É que, politicamente, o segundo mostrou-se mais pernicioso do que o primeiro. Se, por exemplo gratuito, NCP delarasse que cavalos baios e balzaquianas devem ser bem montados, as pessoas riam-se, desaprovavam, mas não se criava uma crise política. Já Nuno Melo, das duas vezes que abriu a boca, mostrou nem perceber o que está em jogo nem prever as consequências do que diz. Para MDF promete.
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De O apartidário a 31.03.2024 às 18:04

Ministro da defesa agora com recrutas com minimo de 1,55cm(nova regra promovida na governança anterior) . E vamos ver o que se segue.
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De O apartidário a 31.03.2024 às 18:44

A turbulenta eleição do Presidente da Assembleia da República confirmou a tese do perspicaz Rui Tavares. Efetivamente, os três blocos são uma realidade, porém, a sua constituição e visão ideológica diverge substancialmente daquela que o porta-voz do Livre sugere. O modelo, a matriz, a grelha de interpretação do mundo político ocidental, alicerçado na clássica dicotomia entre esquerda e direita, desmoronou. A tradicional divisão assente na organização económica cedeu lugar a um novo paradigma cujo âmago é a identidade. A gritante clivagem que se manifesta é entre globalistas e nacional-populistas, dado que é a identidade nacional a única com força para se opor à avalanche da “governança” global. 

Confrontada com o impasse, a corrente do liberal globalismo em Portugal optou por uma solução pouco inovadora: consensualizou-se dividir o mandato em períodos de dois anos, atribuindo os primeiros dois a Aguiar-Branco e, posteriormente, outros dois a Francisco Assis. Esta é uma prática estabelecida ao longo dos anos no Parlamento da União Europeia (UE), um dos mais infames centros do liberal globalismo, resultante do consenso entre os grupos políticos que o Partido Socialista (PS) e o PSD integram, respetivamente o Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) e o Partido Popular Europeu (PPE). O leitor não se engane: a atual elite política dominante na UE é vincadamente anti-nacional. O Chega destaca-se, inequivocamente, como o único partido com representação parlamentar que se posiciona em oposição ao globalismo. De facto, a defesa de uma “Europa das nações” traduz essa postura num ambiente de marcada clivagem identitária.

Jorge Humberto Pinto no Observador (artigo Esquerda e direita já não existem) 





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