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E perguntas dos jornalistas?

por henrique pereira dos santos, em 04.05.18

""Se essas ilegalidades se vierem a confirmar, serão certamente uma desonra para a nossa democracia. Mas se não se vierem a confirmar é a demonstração que o nosso sistema de justiça funciona”, respondeu António Costa."

Eu não sei a que pergunta respondeu António Costa, sei que, mais uma vez, António Costa manteve as coisas no estrito plano legal (para além da esperteza de dizer que é a Democracia que se envergonha e não o partido que, com o seu forte apoio, elegeu Sócrates, em 2011, por 93,3% dos votos do congresso em que António Costa fez um entusiástico discurso de apoio a Sócrates, mesmo depois do pedido de resgate).

Que Costa funcione assim não me incomoda, nem me incomoda especialmente que as pessoas votem em quem funciona assim: a beleza da Democracia está em nos garantir a todos o direito à asneira.

O que me incomoda é não ouvir um único jornalista a perguntar-lhe, oportunidade sim, oportunidade sim, se, deixando de lado as questões legais, está ou não de acordo com a aplicação de um princípio ético básico: um político no activo não pode receber empréstimos não comerciais de privados (ou qualquer outra forma de acesso a recursos para uso próprio), sejam quem forem esses privados, e ocultá-los de toda a gente.

O drama ético do actual regime, o charco de corrupção, não resultam de termos pessoas sem princípios em cargos públicos, isso é da natureza das coisas e sempre será assim em qualquer parte do mundo, o nosso drama é esses cargos não serem suficientemente escrutinados e, em grande parte, essa é uma responsabilidade que cabe à imprensa.

Na verdade quem devia ter vergonha com isto tudo não era o PS, eram os jornalistas que não viram nada, não perguntaram nada e ainda têm tempo para se indignar com o não jornalismo de quem, bem ou mal, faz minimamente o trabalho de escrutínio que justifica o lugar central que a liberdade de expressão ocupa nas democracias maduras.



4 comentários

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De Anónimo a 04.05.2018 às 08:24


Os jornalisras andam muito distraídos com banalidades...
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De Luís Lavoura a 04.05.2018 às 09:30

um princípio ético básico: um político no activo não pode receber empréstimos não comerciais de privados

Não vejo por que raio é que esse princípio ético há de ter validade.

Eu já fiz diversos empréstimos não comerciais, fazer tais empréstimos é legal (desde que não se cobre juros), e não vejo por que é que eles não sejam éticos.

O facto de um indivíduo ser político, no ativo ou não, não lhe coloca mais exigências éticas.

Um empréstimo é isso mesmo: um empréstimo. Não é nada mais que isso.
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De Henrique Pereira Dos Santos a 04.05.2018 às 10:24

Luís, claro que ter poder de uso sobre o dinheiro de terceiros aumenta a exigência, é relevante saber que o empréstimo existe, não se trata de o proibir mas de o publicitar 
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De Anónimo a 04.05.2018 às 15:03

antonio das mortes continua a pensar em termos de
'arrastão de Carcavelos'
alegre menciona a 'caixa  de Pandora'
deviam ser corridos a toque de caixa de rufo

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